Dízimo: Gratidão, Devolução, Partilha e Serviço

1 agosto, 2010 por admin  Categoria Artigos

dizimo_gde01. O que é dízimo?

O dízimo é prova de gratidão para com Deus, de Quem tudo recebemos. Devolução a Deus, por meio da Igreja, de um pouco do muito que Ele nos dá. Contribuição para com a comunidade, da qual fazemos parte pelo Batismo. Partilha que nasce do amor aos irmãos e irmãs, especialmente em relação aos empobrecidos.

02. O dízimo não é apenas “um jeito” de arrecadar dinheiro para a Igreja?

Não. O dízimo é, para nós cristãos, expressão da fé que temos em Deus e do nosso amor à Igreja.

03. Foi a Igreja que inventou o dízimo?

Não. O dízimo nasceu espontaneamente do coração humano, muito antes da Igreja ser instituída por Jesus. Já nos tempos do Antigo Testamento, o dízimo era uma das formas pela qual o povo honrava a Deus e sustentava a comunidade.
04. Onde posso ler na Bíblia sobre o dízimo?

Leia as citações onde a Palavra de Deus nos orienta sobre o dízimo: Gn 14, 17-20 (Abraão dá o dízimo a  Melquisedec); Gn 28,20-22 (Jacó promete o dízimo a Deus); Ex 22,28-29 (deve-se oferecer a Deus o melhor); Lv 27,30-33(o dízimo comunidade); Dt 12,6.11.17 (normas a respeito de dízimo); Dt 14,22-29 (o dízimo como devolução a Deus); Dt 26,12-15 (o dízimo para os mais pobres); 1Sm 8,14-18 (odízimo a serviço do rei); 2Cr31,2-10 (o dízimo e o clero); Ne 10,33-40 (o dízimo e o templo); Ne 13,10-12 (o dízimo e os ministros do templo); Tb 1,6-8(o testemunho de um dizimista fiel); Ml 3,5-12(o dízimo é uma fonte de bênçãos); Mt 23,23(não basta dar o dízimo, antes é necessário ser justo e misericordioso) e, 1Cor 9,13-14 (quem vive integralmente para Evangelho deve viver do  Evangelho).

05. Quem pode e deve contribuir com o dízimo?

Pode e deve contribuir com o dízimo quem participa da vida da comunidade, ou seja, quem se esforça por ser verdadeiro cristão, “de fato” e não apenas “de nome”.

06. Não basta, portanto, apenas contribuir com o dízimo?

Não, não basta. O dízimo é uma das expressões da fé, mas não a única. A participação nas celebrações, nos sacramentos, nos ministérios, no serviço prestado aos empobrecidos são, juntamente com o dízimo, expressões de uma fé adulta e consciente.

07. Quanto se deve dar de dízimo?

O dízimo dos católicos baseia-se no amor e na gratidão a Deus e deve ser dado com alegria, como escreve São Paulo: “Cada um dê de acordo com o seu coração” (2Cor9,7).

Jesus jamais pressionou a alguém a pagar os dízimos, mas deu-nos o seu exemplo de fidelidade ao Templo. Ele, antes, sempre usou de misericórdia para com as pessoas e nos ensina: “sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc6,36).

Por isso, respeitar as pessoas, seja qual for a sua condição de vida e deixar a liberdade de decidir sobre a porcentagem do dízimo que vai entregar à comunidade, é seguir corretamente a Palavra de Deus.

08. Quando se deve contribuir com o dízimo?

O ideal é que o dízimo seja oferecido mensalmente. Assim, é possível à comunidade organizar-se prevendo as entradas de cada mês. Nada impede, porém que, em algumas comunidades, de um modo especial naquelas da área rural, o dízimo seja entregue a cada seis meses, ou anualmente.

09. Tem importância o quanto se dá de dízimo?

Sim, já que cada cristão deve dar o correspondente à sua generosidade. Alguns (ou muitos?) oferecem a Deus apenas migalhas, sem lembrar que dízimo é devolução e partilha, e não esmola. O justo é que cada um dê de acordo com as suas possibilidades, sem sacrificar a família e, ao mesmo tempo, sem oferecer apenas o que lhe sobra. Por isso, o Novo Testamento não fala de um valor fixo de dízimo para todos, mas apela à generosidade dos que têm fé. Quem possui mais bens neste mundo tem mais, tem obrigação, diante de Deus, de devolver mais, quem possui ou recebeu menos, devolve menos. É uma questão de consciência.
10. Alguém, na comunidade, está dispensado de contribuir com o dízimo?

Não, ninguém está dispensado de contribuir com o dízimo, nem mesmo o padre. Todos, sem exceção, devem contribuir para, juntos, formar a comunidade, sendo responsáveis por ela. Infelizmente algumas pessoas podem se achar no direito de não dar o seu dízimo porque já trabalham nas pastorais e movimentos. O ora, eles deveriam ser os primeiros a contribuir, tanto por convicção como para a
edificação dos demais.

11. Os pobres também devem oferecer o dízimo?
Sim! Os pobres devem oferecer o dízimo, porque também eles têm muito a agradecer a Deus. Por menor que seja, o dízimo que oferecem tem muito valor, e deve ser recebido com carinho e gratidão pela comunidade. Como o óbulo da viúva do Evangelho.
12.  Para onde vai o dinheiro do dízimo?

O dízimo, todo ele, é investido na Igreja. Uma pequena porcentagem (10%) é entregue à Cúria Diocesana, que está a serviço das comunidades. O restante é dividido entre a  comunidade  doadora e a sede paroquial. Vejamos alguns exemplos onde o dízimo é aplicado: na manutenção da Igreja, do salão comunitário, das salas de catequese, da casa paroquial; no custeio de  funcionários; na formação dos agentes de pastoral (catequistas, ministros, coordenadores, secretários/as, líderes); na assistência e promoção dos pobres etc.

13. Como o dízimo possibilita o serviço aos pobres?

O dízimo possibilita o serviço aos pobres através da sua assistência e promoção por parte da paróquia. Uma parte do dízimo, a ser estipulada pela paróquia, deve ser destinada à caridade, ficando a comunidade responsável pelos critérios de aplicação. O essencial é lembrar que, no pobre que suplica, está presente o próprio Jesus.
14. O dízimo deve facilitar a formação e capacitação dos agentes de pastoral?

Sem dúvida! O dízimo não é apenas para manter ou construir salas, mas também para formar aqueles que evangelizam através das diversas pastorais na comunidade. Eles, os agentes, devem ser formados na paróquia e fora dela (nos encontros diocesanos). Investir em agentes é uma das prioridades da aplicação do dízimo.

15. E a Liturgia, como se beneficia do dízimo?
É ele que a possibilita, em grande parte. É com o dízimo que devem ser adquiridos o material litúrgico para o altar e os ornamentos para a Igreja. Quem contribui com o dízimo ajuda à sua comunidade a rezar unida.

16. Quem deve prestar contas à comunidade do dízimo oferecido e utilizado por
seus membros?

A Equipe do Dízimo da comunidade deve prestar contas do dízimo recebido e de como ele foi aplicado. À frente dessa equipe, deve estar o pároco, ou outro padre da paróquia, designado por ele. Os fiéis tem não só o direito, mas também o dever, de acompanhar tudo o que diga respeito à vida cotidiana da comunidade, inclusive o dízimo.

17. Então, o padre não acaba ficando com todo o dinheiro do dízimo?

Não! O padre recebe o seu ‘salário’. Esse ‘salário’, que se chama ‘côngrua’ porque o sacerdote não é empregado da paróquia, mas seu pastor próprio, é retirado do dízimo. É justo que o seja, uma vez que o padre está a serviço da comunidade em tempo integral (1Cor 9,13-14). Contudo, o dízimo não é para o padre e sim para a comunidade da qual o padre faz parte, como fiel de Cristo. Por isso, é importante acompanhar a prestação de contas que a Equipe do Dízimo faz periodicamente.

18. Então a Paróquia tem obrigação de prestar contas do dízimo?

Não só do dízimo, mas de todas as entradas e saídas. Por isso, o Código de Direito Canônico, que é a lei maior da Igreja Católica, obriga a todas as paróquias e às dioceses a que tenham o seu Conselho Econômico. A ele, cabe a administração dos bens e recursos, assim como a prestação de contas e os orçamentos. Em alguns casos, a decisão do conselho é indispensável para a validade dos atos administrativos.

19. Quem deve participar desse conselho?

Seus membros devem ser católicos praticantes, competentes e honestos na administração dos bens e devem participar do Conselho Paroquial ou Diocesano de Pastoral. Devem escolhidos entre o seus membros ou integrados a eles. Também o Conselho de Pastoral é obrigatório em todas as paróquias pelo Direito Diocesano, embora este tenha apenas voto consultivo.

20. Com a implantação do dízimo, as ofertas  deixam de ser dadas?

Não. As ofertas dadas na Missa, durante a procissão das oferendas, devem continuar. Expressam a comunhão pessoal do cristão com o que se oferece em união com o Divino Sacrifício.  Os cristãos, além de contribuir com o dízimo, têm o direito de fazer ofertas por ocasião da Missa, do culto ou da recepção de sacramentos ou sacramentais. O importante é saber que as ofertas são opcionais, enquanto que o Dízimo é obrigação ensinada pela Palavra de Deus.

20. Por que o dízimo é uma fonte de bênçãos?

O dízimo é uma fonte de bênçãos porque tudo o que é feito com amor e por amor agrada a Deus. Deus não se “vende” nem pelo dízimo que oferecemos a Ele nem por qualquer outra oferta. Ele sempre se dá por inteiro; nós é que não O acolhemos de forma sempre generosa e plena.

O dízimo é, antes de tudo, um caminho de conversão. Ao partilhar, eu me transformo interiormente, superando o egoísmo. Quem vence o egoísmo acolhe com mais facilidade a Deus e às suas bênçãos. Abre-se melhor à generosidade de Deus que é generoso para com a sua comunidade.

É fácil “lavar as mãos” ou “cruzar os braços” e deixar que os outros façam o que compete a eles e também o que compete a nós. São muitos os cristãos acomodados que vivem deitados em “berço esplêndido” vendo e, quase sempre, criticando o trabalho que os outros realizam. Não se deixe vencer pelo egoísmo nem pela preguiça! Faça sua parte, participando espiritual e financeiramente da vida da sua comunidade: ela é a sua segunda família.

Deixe de lado os argumentos falsos que lhe têm afastado do dízimo. Procure, hoje mesmo, a Equipe do Dízimo de sua comunidade ou a secretaria paroquial e inscreva-se para fazer parte dos que verdadeiramente se comprometem com a missão de evangelizar.

Deus está batendo à sua porta e esperando o seu ‘sim’. Deus está lhe dando mais uma oportunidade! Diga ‘sim’ e seja mais uma testemunha viva do AMOR DE DEUS!

Fonte: http://www.diocesedetocantinopolis.org.br/dizimo.html

A música católica não é feita para fazer sucesso

14 março, 2010 por admin  Categoria Artigos

musica_gdeO músico exerce uma função importante na liturgia e também nos momentos de louvor. O que precisa estar muito presente no coração dele é a dinâmica da espiritualidade. A espiritualidade do músico católico deve ser voltada para a experiência católica.

Um exemplo: um músico católico que não vai à Missa, deixa de ser um músico católico, porque ela é o auge da espiritualidade católica. Outra coisa que precisa ficar presente na espiritualidade do músico católico é a Adoração Eucarística, buscar Jesus na Eucaristia e todas as suas vertentes, como a intimidade com a Palavra de Deus.

Você, músico, conhece muito bem as fontes de inspiração. Quando a música brota da Palavra de Deus, ela tem uma eficácia sobrenatural, basta você musicar a Palavra pela inspiração, buscar a harmonia no coração de Deus e você vai ver como a música “pega”. A Bíblia em si já traz vida, libertação e cura. Precisamos fazer uma experiência com a Palavra de Deus.

Algo importante também é a intimidade com o Espírito Santo, porque – em minha opinião, e creio que não seja só em minha opinião – isso é obra de Deus, pois a inspiração da música católica precisa vir do Espírito Santo.

Nós também não precisamos consultar harmonias da música secular para colocar na música católica. Pois, assim, perde em unção, perde em eficácia, porque o Espírito Santo é a criatividade por excelência. É Ele quem dá a criatividade, então, não há necessidade de buscá-la em outras fontes.

Há uma passagem do profeta Jeremias que diz: “Os grandes da cidade enviaram os servos à procura de água. Encaminham-se estes às cisternas; água, porém, não encontram, e voltam com os recipientes vazios, envergonhados, confundidos, cobertas as cabeças” (Jer 14,3). O povo estava deixando as águas puras para buscar água em cisternas vazias.

Isso é muito importante para que tenhamos consciência. Não deixe a “água pura”, a fonte da Palavra, da Eucaristia, da experiência dos santos, do relacionamento pessoal com a Virgem Maria. Tudo isso é fonte de inspiração. Não busque em “cisternas” vazias! Deus fala a nós nessa Palavra e nos indica o caminho a seguir.

A música, então, precisa brotar da oração e não de um acorde secular. O acorde é Deus quem vai dar. Conheço muitos músicos e, partilhando com eles sobre o nascimento de uma música, sei que ela vem de um momento de oração e Adoração Eucarística.

A música católica não é feita para fazer sucesso. O sucesso que Deus quer são almas salvas, vidas transformadas, pessoas curadas! E a música tem este poder. Assim como tem o poder de fazer uma pessoa se embriagar, se drogar – como vemos, por exemplo, nas festas rave – ela tem o poder de transformar uma vida. Nós precisamos “virar a mesa”, virar o jogo e apresentar uma música pura, que vem do Céu e transforma vidas.

Que Deus abençoe você e que Ele próprio o inspire. Não busque fora de Deus, porque só Ele tem a inspiração para o novo da sua canção.

Padre Roger Luis da Silva
Comunidade Canção Nova
blog.cancaonova.com/padrerogerluis

Páscoa: Feriadão ou grande Semana?

13 março, 2010 por admin  Categoria Destaque

jesus_gdeAs chamadas da mídia não deixam dúvidas: Para muitos Páscoa virou sinônimo de “feriadão”, por excelência. Ao lado de outros feriadões resultantes de “esticadas” e “pontes” geniosamente criadas por quem deseja quebrar a monotonia da vida, o “feriadão” da Páscoa é sempre aguardado com ansiedade.

Ademais, é nessa época que, além das ofertas de viagens maravilhosas, todo tipo de peixe vem exaltado como sendo a única “obrigação” gostosa, resultante de um antigo mandamento da Igreja: não comer carne na sexta feira santa.

Tendo em vista esse contexto, onde um sempre maior número de pessoas parece ir se distanciando de suas origens, talvez não seja demais recordar a importância do mistério pascal não só para os cristãos mas para todas as pessoas que ainda conservam um mínimo de sensibilidade religiosa.

Antes de mais nada, embora agora inseparavelmente ligada à figura do Cristo que triunfa da morte, a Páscoa tem raízes muito antigas e muito profundas também para os israelitas. Cristo deu uma nova dimensão àquele mesmo mistério de um Deus Salvador que intervém na história humana para libertar seu povo de todos os tipos de escravidão. É o mistério de um Deus que caminha com seu povo seja através do deserto do Sinai, seja através dos desertos que de um modo ou de outro se fazem presentes na vida de todos os mortais. O importante é observar que esse Deus que caminha com a humanidade o faz sempre indicando uma mesma direção: a terra da promessa.

Foi tendo vivamente presente os acontecimentos da Paixão, morte e ressurreição de Cristo que desde os seus primórdios os seguidores dele passaram espontaneamente a celebrar a quinta, a sexta e o sábado que precedem a Páscoa da Ressurreição como o “tríduo pascal”. E com o tempo não se contentaram apenas com o tríduo, mas passaram a celebrar o que denominaram de “a grande semana”, que se inicia com o domingo de ramos.

Para quem acompanha com atenção a riqueza das celebrações litúrgicas, ficam evidenciados sentimentos contrastantes, mas que são aqueles que mais caracterizam a vida humana: angústia e esperança, tristeza e alegria. Claro que o tom dominante, mesmo da sexta feira da Paixão, é o da esperança e da certeza de que após a cruz vem a ressurreição.

Por fim, talvez não seja demais lembrar que muitas vezes as manchetes enganam, passando a impressão de que “todo mundo” abraça o feriadão, esquecendo o mistério pascal. E contudo, um olhar mais atento à realidade, não deixará de nos garantir que milhões e milhões de pessoas não deixam de “sintonizar” com a razão de ser dessa semana tão especial. Milhões de pessoas no Brasil e pelo mundo afora, através de um grande número de procissões e rituais diversificados, vai muito além do que aos olhos dos “leigos” distanciados de suas raízes religiosas e até mesmo culturais podem alcançar.

Não se trata de mero folclore, mas de uma expressão, ainda que por vezes confusa, de uma espécie de anseio humano de se reencontrar com as aspirações mais profundas do seu ser. Para quem vai além das aparências, até mesmo na busca do melhor peixe para a sexta feira santa, ou de um saboroso chocolate para a Páscoa, esconde-se a figura do Cristo estampada nas catacumbas e em monumentos religiosos através de sinais misteriosos. Os pagãos nada entendem, mas os que não se fecharam às suas origens ao menos intuem que a Páscoa é mais que um “feriadão”: é uma “grande semana” na qual vivenciamos os mistérios da vida de Cristo e os mistérios da nossa própria vida.

Mundo: Freira entre as mulheres-coragem 2010

13 março, 2010 por admin  Categoria Notícias

freira1Freira católica está na lista do Prêmio Internacional Mulheres de Coragem 2010, anunciada na segunda-feira, 1 de Março, pela secretária de Estado Norte Americana, Hillary Clinton.

Marie Claude Naddaf, uma freira síria das Irmãs do Bom Pastor que vive em Damasco, foi galardoada com o prémio pelo seu trabalho social em favor mulheres.

As outras mulheres-coragem vêm do Afeganistão (duas), Chipre, República Dominicana, Irão, Quénia, Coreia do Norte, Sri Lanka e Zimbabué.

Todas têm em comum o empenho pela defesa dos direitos da mulher apesar das dificuldades que enfrentam.

A 8 de Março celebramos o Dia Internacional da Mulher e as galardoadas recebem o prémio no dia 10 das mãos de Hillary Clinton no Departamento de Estado Norte-americano.

O prémio foi estabelecido em 2007 pelo Departamento de Estado para reconhecer mulheres que em todo o mundo mostraram coragem excepcional e liderança na promoção dos direitos da condição feminina.

A Ir. Marie Claude tinha recebido o prémio francês dos Direitos Humanos em 2006 pelo trabalho em defesa das vítimas da violência doméstica e do tráfico de mulheres.

Fonte: Site CatólicaNet

ONG Cristã é agredida - seis pessoas morrem.

13 março, 2010 por admin  Categoria Notícias

Um grupo de extremistas muçulmanos atacou na manhã de ontem a sede de uma ONG cristã na cidade de Islamabad, Paquistão. Durante a agressão seis membros desta organização morreram e outros quatro ficaram feridos.

O jornal vaticano L’Osservatore Romano informou que “um comando atacou os escritórios da ONG americana World Vision”. A polícia explicou que no local do ataque houve um conflito a fogo com as forças de segurança e se verificaram algumas explosões dentro do edifício, causadas por granadas.

O L’Osservatore Romano assinala que “o território paquistanês continua marcado pela violência, enquanto as autoridades de Islamabad seguem em seus esforços diretos para contrastar a atividade dos terroristas”.

Em declarações à Rádio Vaticano, o responsável pela ONG na Itália, Giovanna Reda, destacou que a organização está presente no Paquistão desde 1992, com uma relação ótima com a população local, tanto que a maioria dos membros de seus escritórios neste país é formada por pessoas do local. “Parece-nos estranho que a população do lugar tenha organizado um ataque deste tipo. Acredita-se que a ação tenha vindo de fora”, afirmou Reda.

Fonte: Site CatólicaNet

Relíquias de Santo Antônio visitam Sri Lanka

13 março, 2010 por admin  Categoria Notícias

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Milhares de católicos e não católicos do Sri Lanka acolheram as relíquias de Santo Antônio rezando pela “paz e unidade do país”. Os restos mortais do santo franciscano de origem portuguesa – famoso pela sua sabedoria e dotes de pregador – deixaram pela primeira vez em 750 anos a cidade de Padova, na Itália, e chegaram no último domingo a Colombo. Uma especial concessão feita pelos custódios das relíquias atendendo um pedido do Arcebispo de Colombo, Dom Malcom Ranjith, por ocasião dos 175 anos da Basílica de Santo Antônio em Kochchikade.

Durante três dias a Basílica ficou aberta das 5 da manhã até as 3 da madrugada para permitir o acesso à multidão de fiéis, desejosos de receber a especial benção de Santo Antônio e rezar diante de suas relíquias. Entre as muitas invocações dirigidas ao Santo franciscano, o pedido de paz e unidade ao país.

No último dia 7 de março realizou-se uma Santa Missa de boas-vindas, presidida por Dom Ranjith, e com a presença do Núncio Apostólico no Sri Lanka, Dom Joseph Spiteri, de sacerdotes diocesanos, religiosos e religiosas, leigos, e de dois delegados provenientes de Padova que acompanham as relíquias do Santo.

Durante a celebração, o Arcebispo de Colombo convidou os fiéis a “seguirem o exemplo de Santo Antônio” e aprender dele a “reconstruir as nossas vidas”. Participaram ainda do rito a esposa do Presidente, Shiranthi Rajapaksa, políticos católicos, monges budistas, e fiéis de outras religiões.

Na quarta-feira as relíquias de Santo Antônio deixaram a Basílica de Kochchikade sendo transferidas para a diocese de Galle, no sul do país. Nos próximos 16 dias, de fato, os restos mortais do Santo realizarão uma peregrinação por todo o Sri Lanka como “sinal de paz e de esperança”.

Fonte: Site CatólicaNet

Publicado programa da visita de Bento XVI a Turim

13 março, 2010 por admin  Categoria Notícias

papa_gdeVisita será dia 2 de maio, durante a exibição do Santo Sudário

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira 12 de março de 2010 (ZENIT.org).- A arquidiocese de Turim revelou nessa terça-feira o programa da visita que Bento XVI fará dia 2 de maio, durante a exibição do Santo Sudário.

O cardeal Severino Polleto, arcebispo da cidade, emocionou-se e disse estar confiante em que “a visita pastoral de Bento XVI marcará uma nova página gloriosa na rica história de fé de nossa Igreja em Turim”.

“Façamos com que nossa numerosa e calorosa presença nos encontros previstos com o Papa sejam símbolos de afeto e sincera comunhão com sua pessoa e seu Magistério”  disse.

O cardeal disse ainda que, “a fim de manifestar a unidade da comunhão com o Santo Padre e para favorecer a participação dos sacerdotes e dos fiéis na Santa Missa do Papa, não serão celebradas outras missas no território da arquidiocese” nesse dia.

O Papa partirá do aeroporto de Ciampino e chegará a Turim por volta de 9h15, e se dirigirá em seguida à Praça de São Carlos para encontrar as autoridades e os cidadãos. O pontífice receberá saudações do prefeito, Sergio Chiamparino, e do cardeal Polleto.

Às 10h, acontecerá a solene celebração eucarística, presidida pelo Papa, junto dos cardeais, bispos e sacerdotes. Após a missa, o Papa recitará o Regina Caeli e irá propor uma reflexão mais aprofundada.

Em seguida irá para a sede da arquidiocese, onde vai almoçar com os bispos da região de Piamonte.

Após o almoço, voltará à Praça de São Carlos, onde às 16h terá um encontro com jovens e pronunciará outro discurso.

Às 17h15, o Papa vai à catedral. Entrando nela, ficará um momento na Capela do Santíssimo Sacramento para a adoração eucarística. Após venerar o Santo Sudário, irá oferecer uma meditação sobre o tema Passio Christi, Passio Hominis. Está previsto também que cumprimente os membros do Comitê para a exposição do Sudário.

Às 18h15, o Papa vai se dirigir à Pequena Casa de Cottolengo, onde visitará os doentes e os residentes da casa.

Ali receberá saudações de Aldo Sarotto, superior geral da Família de Cottolengo, e pronunciará um discurso dirigido aos residentes.

Às 19h, o Papa deixará Turim e seguirá de carro até o aeroporto de Caselle. Após se despedir das autoridades, irá de avião até Roma, e a previsão de chegada é às 20h30.

Confissões na Igreja Perpétuo Socorro

13 março, 2010 por admin  Categoria Eventos

Informamos que as confissões na Igreja do Perpétuo Socorro acontecerão no dia 30/03/2010, às 20h.

O que quer dizer “QUARESMA”?

13 março, 2010 por admin  Categoria Artigos

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A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.

Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal.

O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir.

A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

Marco A.Alves
Pastoral do Batismo
P.N.Senhora da Boa Viagem

Quaresma - Tempo de Conversão

13 março, 2010 por admin  Categoria Artigos


conversao_gde1Esse é o tempo da liturgia, onde a Igreja nos exorta à conversão. É um tempo de preparação para a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa.

A palavra vem do latim, que significa “quadragésima”, ou seja, são quarenta dias antecedentes à festa da Páscoa, cujo período começa na quarta-feira de cinzas e se estende até a quarta-feira da Semana Santa. Nesse tempo a Igreja nos conduz a uma reflexão mais intensa e a uma conversão espiritual, baseadas na proximidade de Cristo, através de seus prodígios e milagres realizados em nosso meio.

Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. A essencialidade de um espírito voltado às atitudes santas nos dá um maior contato com o divino, introduzindo-nos ao incomensurável mistério da ressurreição do Cristo Vivo, proporcionando simbolicamente o renascer com Ele. Daí o sentido de voltar-se para a espiritualidade e para a conversão.

No que se refere ao calendário litúrgico, consta que cada doutrina religiosa tem o seu específico para seguir. Na liturgia da Igreja católica, os vários tempos litúrgicos são identificados pelas cores. Podemos presenciá-las nos vários adornos da igreja: na toalha do altar, na coberta do ambão, nos enfeites decorativos… e, principalmente, na vestimenta presbiteral. A cor representada no Tempo da Quaresma é o roxo, em sinal de luto e penitência.

Sabemos que a Bíblia possui uma linguagem alusiva, o que nos faz refletir sobre os diversos significados do mistério divino; por isso, o tempo de duração da Quaresma está baseado no simbolismo desse número, como Escritura Sagrada nos apresenta. Há, portanto, uma verossimilhança com os quarenta dias do dilúvio; os quarenta anos da peregrinação do povo judeu pelo deserto; os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha, à espera das Tábuas da Lei; os quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar a sua vida pública, entre outros. São fatos muito importantes que contribuem para a fecundidade de um preparar-se para uma nova caminhada.

No Evangelho de Mateus (Mt 6, 1-6.16-18), vemos que Deus nos exorta a vivermos três grandes propósitos de santidade: a caridade, a oração e o jejum como forma de penitência. Podemos dizer que, a partir desses três pontos, começa a nossa meta de conversão e preparação. Porém, só se faz verdadeira, quando, ambos, forem praticados com a pureza de coração. Cristo, no entanto, vai mais além; Ele nos convida a vivermos isso, não só na Quaresma, mas em todos os momentos de nossa vida, a fim de obtermos uma busca constante do Reino de Deus.

A oração é o ápice de todo o processo, é através dela que vamos estabelecer um contato mais íntimo com Deus, mostrando nossa abertura de coração. Ainda a caridade e a penitência estão intimamente ligadas, porque se baseiam em um mesmo princípio - a humildade - como nos mostra o Evangelho: “Quando deres esmola não toques a trombeta diante de ti como fazem os hipócritas para serem louvados pelos homens. Quando jejuardes não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens o seu jejum” (Mt 6,2.16). Esses três desafios completam-se no momento em que damos o primeiro passo para sua realização e, são cruciais para obtermos uma perfeita comunhão com a espiritualidade.

Quanto à prática do jejum na Quaresma, é obrigatória a todos os cristãos batizados; na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, para pessoas com idade entre 18 e 60 anos. Porém, há uma abertura, para aqueles que não têm a possibilidade de realizá-lo nesses dias, de ser feito em outros dias, mediante a necessidade de cada um. É importante ressaltar que a prática do jejum significa um desapego, mesmo que mínimo, de algo que para nós é importante; ao mesmo tempo em que nos exorta à prática da caridade, pois com isso, podemos viver um pouco da realidade daqueles mais necessitados.

Mediante tudo isso, só podemos louvar e agradecer ao Deus da vida, porque sempre nos proporciona oportunidades especiais, para uma maior proximidade com Ele. É o Senhor Vivo, que permanece entre nós, tornando-nos membros de uma grande aliança de amor e reconciliação. Aproveitemos toda a essência da Quaresma, para que assim possamos criar uma íntima comunhão com o Cristo Ressuscitado.

Anderson Machado
cancaonova.com

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