Abençoe sua família

12 março, 2010 por admin  Categoria Artigos

familia_gdeO Pai, O Filho e o Espírito Santo. É a trindade. De forma semelhante Deus criou a família, constituída por pai, mãe e filhos. A família é a graça do Criador, feita a sua imagem e semelhança. Deus é família. Família é Deus. Nós existimos porque tivemos um pai e uma mãe que pudessem nos gerar. Se essa geração foi através de uma família consagrada pelo Senhor, é bênção pura.
O propósito de Deus é abençoar-nos e a nossa família (abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas tôdas as famílias da terra - Gênesis 12:3).
Mas essa bênção tem regras estabelecidas. Em Deuteronômio 5:16 diz: Honra a teu pai e a tua mãe, como o Senhor teu Deus te ordenou, para que se prolonguem os teus dias e para que te vá bem na terra que o Senhor teu Deus te dá. O complemento está em Provérbios 1:8-9: ouve o ensino do teu pai, e não deixes a instrução de tua mãe. Porque serão diadema de graça para a tua cabeça. De Efésios 6:6-10 parte a orientação para que sejamos servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.
E lá em Provérbios 20:20 está um alerta: A quem amaldiçoa a seu pai ou sua mãe, apagar-se-lhe-á a lâmpada nas mais densas trevas.
Cabe aos pais, através da sabedoria e da autoridade que lhes são conferidas por Deus, mostrar o bom caminho a seus filhos: Ensina a criança no caminho em que deve andar, e ainda quando for velho não se desviará dêle. (Provérbios 22-6).
E para que os pais sejam abençoados pelos filhos na velhice, devem abençoar e honrar primeiro os seus filhos enquanto jovens. Essa honra tem muito a ver com maneira de falar com eles. A autoridade não se exerce xingando, maldizendo ou apelar para o principal defeito do filho. A autoridade é exercida com regras para serem cumpridas, iguais as que Deus nos dá para seguir o bom caminho. Deus não nos xinga quando saimos do caminho. Ele aplica a lei. Os pais devem habituar seus filhos para as leis e as escolhas, tipo opção A e opção B. A opção A é o caminho mau e a opção B é o caminho bom. As opções de escolha determinarão as sanções ou os privilégios (não direitos, que são sempre dos pais). Agindo assim, os pais poderão continuar amando como nunca seus filhos, mas na certeza de que estarão fazendo o melhor que podem como educadores e preparando-os para um caminho próspero neste mundo tenebroso.
Pastoral do Batismo
Marco A.  Alves

Novena Perpétua à Nossa Senhora da Boa Viagem

19 janeiro, 2010 por admin  Categoria Artigos

Desde  o mês de abril/2009 estamos celebrando na Paróquia uma novena Perpétua em honra a Mãe de Deus, que é por nós venerada com o titulo de Nossa Senhora da Boa Viagem, esta novena é permanente e por isto a chamamos de perpétua, pois não tem fim, ou seja, sempre estaremos rezando por uma intenção. Esta novena é feita 9 quartas feiras seguidas e, como foi dito anteriormente, sempre por uma intenção, por isso pedimos que não falte pois isto viria descaracterizar o sentido da mesma.

A novena também tem um sentido missionário pois todos tem um compromisso com Nossa Senhora, que é sempre trazer uma outra pessoa afim de que também esta pessoa possa experimentar as bençãos que Deus tem realizado na vida de tantos irmãos, e percebemos que cada quarta feira temos uma presença sempre maior de fieis que vem, experienciam o quanto é bom estar na presença de Deus, e consequentemente trazem outros.

A primeira novena foi na intenção especial de cada um, e estamos na segunda novena em que rezamos mais especialmente pelos que estão sofrendo com o desemprego. É muito emocionante ver muitas pessoas voltarem para agradecer as graças recebidas, quantos já testemunharam um emprego que consiguiram, a cura de uma doença, a conversão de alguém pelo qual estava rezando.

Meus irmãos para que buscar em outros lugares aquilo que esta dentro da nossa propria casa, a Igreja Católica a 2000 anos oferece tudo aquilo que precisamos, e o principal que é a presença real, e verdadeira de Jesus na Eucaristia.

Se quiser também fazer esta experiência do Amor de Deus e da maternidade de Nossa Senhora, venha celebrar conosco todas as quartas feiras as 19:00, pois É BOM ESTAR NESTE LUGAR.

Férias com Deus e não sem Ele

21 dezembro, 2009 por admin  Categoria Destaque

ferias_grandeSerá que o Senhor aprovaria os locais que escolhemos para descansar?
Mesmo não querendo desenvolver uma teologia de férias ou de descanso, nos propomos a olhar a Palavra de Deus com esse tema em mente. Ao fazer isso, deparamos com alguns fatos que deveriam nos conduzir a uma reflexão pessoal de como encaramos esse período de descanso e como esse tempo é vivido para a glória do Criador.

Nas primeiras páginas da Bíblia, vemos um fato que não pode passar despercebido para quem pensa nesse assunto. Vemos ali como Deus nos apresenta, pelo exemplo, o que deveria ser nossa atitude para com o trabalho e para com o descanso. “No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou. Abençoou Deus o sétimo dia e o santificou, porque nele descansou de toda a obra que realizara na criação” (Gn 2, 2.3).

O Altíssimo não nos dá um exemplo de alguém que busca “sombra e água fresca”, Ele trabalhara muito fazendo com que a criação toda chegasse à existência. Mesmo que não precisasse tanto como nós de descanso após um esforço intenso, o Senhor nos mostra que o descanso tem o seu lugar. E mais ainda: Ele abençoa esse dia e o santifica. Mesmo sendo muito dedicado e esforçado, mesmo que não seja preguiçoso, o Todo-poderoso também não está viciado em trabalho e proporciona a si mesmo um momento de descanso.

O primeiro ensinamento a respeito de descanso e de férias é dado pelo exemplo de Deus, logo após a criação. Mas logo em seguida, nas próximas páginas da Bíblia, encontramos uma palavra de Deus a esse respeito, em forma de ordenação. “Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao SENHOR, o teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades” (Ex 20, 8-10).

Certamente, Deus não faz nada sem propósito. Se Ele ordena que descansemos no sétimo dia, então, além de usarmos este dia para a glória do Criador, o Senhor está consciente do fato de precisarmos regularmente do descanso. O Novo Testamento nos diz que o nosso corpo é o templo de Espírito Santo. Diante disso é difícil de imaginar que Deus Pai queira para si um templo que esteja cansado e exausto. Isso não seria um lugar agradável para morar.

Virando várias páginas da Sagrada Escritura, chegamos ao Novo Testamento. Ali deparamos com um fato bem interessante com relação ao descanso e, por que não dizer, com relação às férias. “Os apóstolos reuniram-se a Jesus e lhe relataram tudo o que tinham feito e ensinado. Havia muita gente indo e vindo, a ponto de eles não terem tempo para comer. Jesus lhes disse: “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco” (Mc 6, 30.31). Os apóstolos acabam de retornar de um esforço missionário evangelístico. Além disso, recebem a notícia de que João Batista fora decapitado. O movimento em torno de Nosso Senhor Jesus Cristo estava tão intenso que nem mesmo há condições para alimentação adequada. Naquele momento, Cristo entra em ação com esta proposta brilhante: Ele afirma que devem procurar um lugar deserto, isto é, um lugar em que não haja tantas pessoas, um lugar que proporcione tempo e oportunidade de estarem a sós com Ele. Apesar do sucesso do Seu ministério, o Senhor está consciente de que precisa prevenir o estresse, como resultado de atividades tão intensas.

Ainda outro assunto é discutido na Bíblia e bem destacado. Lemos em Êxodo 20 que todos da unidade doméstica estariam incluídos no descanso regular semanal. Interessante notar ali também que inclusive os animais não deveriam fazer tarefa alguma no dia do descanso. Isso fez com que eu me desse conta de que o Criador prevê o descanso para a natureza. Veja, por exemplo, o que lemos em Levítico 25,2-5 “Diga o seguinte aos israelitas: Quando vocês entrarem na terra que lhes dou, a própria terra guardará um sábado para o SENHOR. Durante seis anos semeiem as suas lavouras, aparem as suas vinhas e façam a colheita de suas plantações. Mas no sétimo ano a terra terá um sábado de descanso, um sábado dedicado ao SENHOR. Não semeiem as suas lavouras, nem aparem as suas vinhas”. Assim como os homens e os animais precisam de descanso, a natureza também precisa dessa pausa e Deus já estabeleceu isso junto ao Seu povo.

Há mais um momento na vida de Jesus Cristo que merece a nossa atenção nesse contexto. Mesmo que anteriormente tenha estimulado o descanso ao levar os discípulos a uma viagem de recreação, o Senhor aponta agora que o repouso também pode ocorrer em hora errada. Ele diz aos Seus seguidores, ali no Getsémani, o seguinte: “Vocês ainda dormem e descansam? Basta! Chegou a hora! Eis que o Filho do homem está sendo entregue nas mãos dos pecadores” (Mc 14, 41). Há momentos em que não comportam descanso e ócio; é preciso adotar uma atitude bem diferente. Na realidade, não se pode indicar os momentos não apropriados para o descanso, mas certamente teremos a devida orientação por parte de Deus a respeito dessa questão.

Ciente de não ter esgotado esse pano de fundo para as férias e descanso, nós nos propomos agora a fazer algumas indagações e reflexões. Deus quer que tenhamos tempo para restaurar as forças físicas, mentais e espirituais. Nossa inquietação, no entanto, é o que nós chamamos de descanso, o que nós praticamos como descanso e que nós, por isso, encaramos como as bem merecidas férias. Estaria o Senhor contente com o repouso que praticamos? Ele convidou os discípulos para uma viagem de férias para estarem com Ele e terem tempo para estar em sintonia com o Filho de Deus. Será que planejamos as nossas férias para alcançar esse propósito?

Podemos nos perguntar também: “Será que Deus aprovaria os locais que escolhemos para descansar?” Os lugares mais badalados e também procurados são as praias e os balneários das termas. Será que esses lugares nos proporcionam descanso e restauração física, mental e espiritual? Uma vez que ali há um aglomerado tão grande de pessoas, sempre há alguma coisa acontecendo e nos convidando para envolvimento. Por outro lado, corre solta a sensualidade em todas as formas, ela parece ser o fator principal nesses “locais de férias”. Se formos honestos e atenciosos não descobriremos que, em vez de descanso, alcançamos algo bem mais forte em emoções e adrenalina e, por que não dizer, em estímulos sexuais? Como se isso não bastasse ainda, muitos ali ficarão com a autoestima tão abalada ao verem que o corpo não está dentro dos padrões de beleza estabelecidos por aqueles que procuram e desenvolvem os padrões de beleza em nossos dias. Toda a mídia se esforça a desenvolver um modelo de repouso que prevê e precisa que as férias sejam regadas a muita bebida alcoólica.

É mais do que evidente que em nossos dias realmente precisamos de férias, precisamos de descanso e precisamos “recarregar as nossas baterias”. O nosso esgotamento ocorre nas três áreas que já indicamos anteriormente: física, mental e espiritual. Muitas vezes, somos exigidos de forma tão vigorosa fisicamente que o corpo fica arrasado. Isso tem consequências sobre a mente e certamente também sobre a parte espiritual.

Outras vezes, e isso depende da nossa atividade, a mente é exigida tanto que afeta o corpo também e, em consequência disso, o nosso espírito. Já outras atividades exigem tanto do “coração e do espírito”, que nos deixam arrasados nessa área. E se estamos exaustos, este cansaço também afeta o corpo e a mente. Mesmo que teoricamente funcionemos em áreas, nós formamos um todo e o todo sofre com dificuldades em uma ou outra área. Dentro desse raciocínio deve-se ter uma inquietação: nossas férias facilmente se tornam o momento ou o período em que nós também damos férias a Deus? As coisas parecem estar tão perfeitas e gostosas que não precisamos do Senhor. Ou então dormimos tanto pela manhã para já não haver mais tempo para um período devocional antes de irmos aos passeios. Por outro lado, esses passeios nos cansam tanto que à tarde temos de ter aquela soneca gostosa. À noite, muitas vezes, acontece alguma festa com amigos ou parentes que estão no mesmo lugar e a hora fica avançada demais para ainda termos tempo para Deus. Dentro dessa linha uma pergunta: Será que Deus aprovaria o fato de darmos, em nossas férias, férias também para Ele?

Pe. Anderson Marçal

15/12/2009 - 08h30

Fonte: Site Canção Nova

O Celibato de Jesus

21 outubro, 2009 por admin  Categoria Artigos

O conceito teológico de um clero celibatário é baseado na crença da Igreja de que o modelo de celibato é o próprio Cristo.Alguns têm argumentado que o celibato voluntário era desconhecido entre os homens judeus do tempo de Jesus. Embora pudesse ser pouco comum, não era de todo desconhecido. Não será provável que João Baptista tenha sido casado, e provas quase contemporâneas indicam que pelo menos alguns membros da comunidade Judaica dos Essénios eram celibatários.

Outra prova indirecta do estado celibatário de Jesus são as suas próprias palavras acerca dos que se mantém célibes. Depois de rejeitar o divórcio tal com era aceite na Lei de Moisés, os seus discípulos dizem-lhe que “será melhor não casar” (Mt.19:10). Jesus fala então daqueles incapazes de casar “porque nasceram assim do ventre de sua mãe” de outros “a quem os homens fizeram tais” e ainda daqueles que “renunciaram ao casamento por causa do reino dos céus. Quem puder compreender isto, compreenda”( Mt.19:12).

São Paulo, que escreve aos Coríntios, “Imitem-me, como eu imito Cristo”( 1 Cor.11:1); e também escreve, “Digo isto aos solteiros e às viúvas: é bom ficarem como estão, tal como eu, mas se não conseguirem controlar-se deverão casar-se, pois é melhor casarem-se do que abrasarem-se”( 1 Cor7:8-9).

Este chamamento ao celibato não diminui a importância do casamento. O Matrimónio, tal como a Ordem, é um sacramento, um dos sete sinais indeléveis através dos quais Cristo manifesta a sua presença permanente na Sua Igreja. No casamento, a relação espiritual e física entre marido e mulher torna-se um símbolo sagrado do amor de Cristo pela Igreja. (Efésios 5:25-33

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil

7 outubro, 2009 por admin  Categoria Artigos

Por Rodrigo Pedroso
Nigra sum, sed formosa? (Ct 1,5)
(Eu sou negra, mas formosa)

nsa_aparecida2Em outubro de 1717, o Conde de Assumar, governador recém-nomeado da Capitania de São Paulo e Minas Gerais (que depois seria desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo), tendo resolvido inspecionar pessoalmente as famosas minas de ouro do Brasil, após haver tomado posse em São Paulo, seguia para a região das minas, pela chamada Estrada Real, que atravessava o vale do Rio Paraíba. À sua frente, iam alguns mensageiros para avisar as Câmaras das poucas vilas existentes, a fim de que pudessem prestar as devidas homenagens ao representante do Rei.

O governador pretendia hospedar-se na vila de Guaratinguetá, com toda a sua comitiva, à espera de suas bagagens que deixara no Porto de Parati. A Câmara Municipal guaratinguetaense, então, notificou os pescadores da vila para apresentarem todo o peixe que pudesse haver, para o Governador. Grande quantidade de pescado deveria ser salgada para quando estivessem viajando pelo descampado das Minas Gerais até Vila Rica (atual Ouro Preto). Pretendia-se também mostrar ao Conde os recursos do vilarejo.

Os pescadores, por experiência, sabiam que a época não era boa para pesca, mas tomaram seus barcos e lançaram-se no Rio Paraíba, à cata de peixe. Durante toda a noite, lançaram as redes nas águas do rio, mas nada conseguiram. Desiludidos, quase todos os pescadores abandonaram a pescaria, por volta da meia-noite. Só permaneceu um barco, com Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Filipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João.

Os três pescadores foram rio acima, até o porto de Itaguaçu. Foi uma longa distância percorrida, mas não pegaram um só peixe. Já rompia o amanhecer e estavam quase desistindo. Na altura do porto de Itaguaçu, onde a curva do Rio Paraíba desenha um M, João Alves, numa última tentativa, jogou mais uma vez sua rede, e sentiu algo pesado ao puxar as primeiras malhas. Surpreendeu-se ao puxá-la e encontrar uma imagem da Mãe do Redentor, a Virgem Maria, sem a cabeça, com uma lua debaixo de seus pés (Apoc 12,1) e anjos esculpidos em redor.

João envolveu a imagem na sua camisa e colocou-a num canto do barco. Remando um pouco mais adiante, decidiu lançar novamente a rede em busca dos peixes. Ao puxar a rede, vem com ela o que estava faltando: a cabeça da imagem. A segunda peça encontrada, depois de limpa, foi também envolvida na camisa de João Alves. Era uma imagem da Virgem da Imaculada Conceição, negra, feita de terracota (argila cozida), com 37 centímetros de comprimento e pesando um pouco mais de quatro quilos. Os pescadores, admirados, tiram o chapéu e fazem o sinal-da-cruz. Depois de rezarem, colocam-na com muito respeito no fundo do barco, e voltam a arremessar suas redes e, para a surpresa daqueles homens, os peixes surgiram em tanta abundância, que o barco quase afundou com o peso.

Os pescadores alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara, mas primeiro passaram pela casa de Filipe Pedroso, no Morro dos Coqueiros, onde deixaram a imagem. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra. Silvana da Rocha Alves, irmã de Filipe, mulher de Domingos e mãe de João Alves. uniu a cabeça da Virgem ao corpo com cera de mandaçaia. Na realidade, as duas partes só ficaram perfeitamente soldadas em 1946, quando um especialista as uniu com um pino de ouro e completou o acabamento externo.

A devoção à Nossa Senhora Aparecida começou com o gesto dos pescadores, recebendo a milagrosa imagem na sua casa. Foi como o Apóstolo João, que tomou Maria ao pé da cruz e a levou para morar consigo (cf. Jo 19,27).

Durante quinze anos, a imagem da Virgem foi conservada por Filipe Pedroso e sua família, em sua casa, onde se reuniam vizinhos e parentes para rezar o terço. Domingos e João Alves faleceram antes de 1726. Anos depois, Filipe Pedroso, o último sobrevivente da milagrosa pescaria, fixou residência no porto de Itaguaçu. Dessa maneira, a imagem voltava, por assim dizer, ao local de origem, onde fora retirada das águas do Paraíba.

Ainda em vida, Filipe confiou a guarda da imagem a seu filho Atanásio Pedroso. Atanásio fez para a Virgem um altar e um oratório de madeira. Até então a imagem ficava dentro do baú, e só era tirada de lá nas horas das rezas, quando era posta sobre uma mesa. Aos sábados, Atanásio chamava os parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava cânticos. Aquele foi o primeiro trono da Virgem Aparecida, onde ela começou a irradiar o seu amor e carinho para todos que com fé e esperança procuram encontrar Deus através de sua maternal proteção. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Virgem Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do pároco da igreja matriz de Guaratinguetá, Padre José Alves Vilela, que mandou seu sacristão, João Potiguara, assistir as rezas e observar. Baseado nas informações deste, e tendo ouvido outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha de pau-a-pique, ao lado da casa de Atanásio. Em face da grande afluência de devotos, logo essa capelinha ficou pequena. Era preciso construir outra maior.

Em maio de 1743, o Padre Vilela pediu ao senhor Bispo Dom Frei João da Cruz autorização para construir uma capela maior, com espaço suficiente para receber o grande número de fiéis que acorriam de maneira admirável, para rezar diante da Senhora Aparecida. A solicitação foi concedida e a construção foi terminada dois anos após a autorização diocesana, sendo aberta à visitação pública em 26 de Julho de 1745 (festa de Santa Ana, mãe da Virgem e avó do Messias), dia em que foi celebrada a primeira Missa. Era uma bonita igreja feita de taipa, no Morro dos Coqueiros, local alto e agradável. Além da igreja, com altares entalhados de madeira, havia a sacristia, a sala dos milagres e uma sala de reuniões.

O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos.

Por volta de 1860, o escritor português Augusto Zaluar, após visitar a capela de Nossa Senhora Aparecida, colocou por escrito esse testemunho:

“O cristianismo, religião da alma, não podia deixar de procurar para a sua oração os lugares que estivessem mais próximos do céu. Nas montanhas mais inacessíveis, nos píncaros gelados dos Alpes, ergueram os apóstolos do Evangelho os símbolos sacrossantos de sua liturgia.

Assim fizeram também nas vastas e acidentadas regiões da América do Sul os piedosos sacerdotes do Novo Mundo.

Entre todos esses templos que temos visto no interior do País, nenhum achamos tão bem colocado, tão poético, e mesmo, permita-se-nos a expressão, tão artisticamente pitoresco, como a solitária capelinha da milagrosa Senhora da Aparecida, situada a um pouco mais de meia légua adiante da cidade de Guaratinguetá, na direção de São Paulo.

A sua singela e graciosa arquitetura está de acordo com a majestosa natureza que a rodeia e com a montanha que lhe serve de pedestal, e domina, moldurado em um horizonte infinito, um dos panoramas mais arrebatadores que temos contemplado em nossas digressões.
(…)
A fama da milagrosa Virgem espalhou-se por tal forma, e chegou a tão longínquas paragens, que dos sertões de Minas, dos confins de Cuiabá e do extremo do Rio Grande, vêm todos os anos piedosas romarias cumprir as religiosas promessas que nas suas enfermidades ou desgraças fizeram àquela Senhora, se lhes salvasse a vida ou lhes desse conforto nas tribulações do mundo.
(…)
As muitas curas que tem operado nos enfermos do mal de São Lázaro, que tanto abundam neste ponto da Província de São Paulo e na de Minas, estendendo-se mesmo às outras que lhes são limítrofes, são o incentivo à maior parte das romarias que o povo faz a este templo solitário e à protetora imagem da Senhora da Aparecida, que refulge no altar-mor, adornada com um precioso manto de veludo azul ricamente bordado de ouro, e parecendo sorrir compassiva a todos os infelizes que a invocam, e a quem jamais negou a consolação e a esperança.

Afortunados os rudes sertanejos que têm mais fé na intervenção divina do que nos resultados tantas vezes mentirosos da ciência humana!
(…)
Estas tradições são os melhores exemplos, as mais profícuas lições de moral que a religião e a piedade podem ensinar ao povo rude, porém impressionável e bom do interior do País.” (In: ZALUAR, Augusto Emílio. Peregrinação pela Província de São Paulo: 1860-1861)

Como se fixou o dia de Nossa Senhora Aparecida

Em 1894, o santo padre Leão XIII, incluiu a Virgem Aparecida no Calendário litúrgico da Diocese de São Paulo e determinou que sua Festa fosse comemorada no “quinto domingo depois da Páscoa”.

Todavia, a partir de 1908, o Papa São Pio X, mandou fixar no Breviário e no Missal, a data de 11 de Maio para a celebração da Festa.

Em 1939, os Bispos do Brasil reunidos solicitaram e conseguiram outra mudança: utilizar a data de 7 de Setembro, o Dia da Pátria, para também comemorar e homenagear a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Assim, de 1939 até 1953, a Festa da Virgem Aparecida foi comemorada no Dia da Independência.

Em 1954, tendo-se observado a inconveniência de duas comemorações no mesmo dia, a Santa Sé transferiu a data para 12 de outubro, a pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A Basílica Nova, o maior santuário mariano do mundo.

basilica_de_nossa_senhora_aparecidaEntre os anos de 1883 a 1888, a Capela de Aparecida foi ampliada e reformada, sempre com o objetivo de melhor atender a afluência de fiéis, cada vez mais crescente e fervorosa. Essa Capela é a atual igreja velha de Nossa Senhora Aparecida, que continua em atividade até hoje. Em 1893, o Bispo diocesano de São Paulo, D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, elevou a igreja à dignidade de “Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”. O Santuário foi elevado a Basílica Menor em 29 de abril de 1908, sendo por isso também chamado hoje de “Basílica Velha”.

Em 1894, chegou em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Senhora Aparecida.

Em 8 de setembro de 1904, por determinação do Papa São Pio X, acontece a solene coroação da Senhora Aparecida, por D. José Camargo Barros, com a coroa oferecida pela Princesa Isabel.

A 16 de julho de 1930, o Papa Pio XI proclamou Nossa Senhora Aparecida “Rainha e Padroeira do Brasil”, “para promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus”. A 5 de março de 1967, o Papa Paulo VI ofereceu a “Rosa de Ouro” à Basílica de Aparecida.

A idéia de construir a Nova Basílica nasceu com D. José Gaspar de Afonseca, Bispo do Rio de Janeiro, em sua visita oficial de 12 de Outubro de 1940. Na continuidade, para concretizar o seu desejo, agilizou as primeiras providências, escolhendo o terreno, determinando uma comissão para o estudo técnico e a confecção de um primeiro esboço.

Com o falecimento de D. José Gaspar, em 1944, assumiu a Diocese D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, que também desde o início manifestou o propósito de continuar os estudos e iniciar a construção.

Em princípio de 1946, foi escolhido o local atual para o Santuário, no Morro das Pitas, bairro da Ponte Alta, próximo ao Porto de Itaguaçú e bem próximo de onde era a casa de Filipe Pedroso, na qual a imagem permaneceu por mais de 10 anos, antes de ir para a Igreja do Morro dos Coqueiros, hoje Basílica Velha.

A colocação da pedra fundamental nos alicerces da Basílica aconteceu no dia 10 de Setembro de 1946, pelas mãos do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, que trouxe terra de Fátima e depositou no cofre da pedra angular, na presença de todos os Cardeais do Brasil, autoridades religiosas, civis e militares.

Em 15 de Agosto de 1967, por ocasião da comemoração do 250º Aniversário do encontro milagroso da imagem, a Basílica Nova, embora inacabada, foi inaugurada pelo Papa Paulo VI, representado por um legado especial do Vaticano.

A Basílica Nova foi sagrada pelo Papa João Paulo II, no dia 4 de julho de 1980. E em 1984 foi oficialmente declarada “Santuário Nacional”, pela CNBB.

O Santuário possui dimensões apreciáveis, com 173 metros de comprimento, 168 metros de largura, área coberta aproximada de 18.000 metros quadrados, cúpula com 80 metros de altura, quatro naves dispostas em cruz, cada uma com 40 metros, e uma torre com 108 metros. A capacidade é para 45.000 pessoas, sendo o maior Santuário mariano do mundo. Somente a Basílica de São Pedro no Vaticano é maior do que ela.

Em 19 de Abril de 1958, o Papa Pio XII criou a Arquidiocese Metropolitana de Aparecida.

A cidade de Aparecida é um dos maiores centros de peregrinação do mundo.

Oração à Nossa Senhora Aparecida

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,
Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores,
Refúgio e consolação dos aflitos e atribulados.
Ó Virgem Santíssima, cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável
para que sejamos socorridos
em todas as necessidades em que nos encontramos.
Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida,
que não consta que nenhum dos que têm a vós recorrido,
invocado vosso Santíssimo Nome
e implorado vossa singular proteção,
fosse por vós abandonado.
Animado com esta confiança, a vós recorro,
tomo-vos de hoje para sempre
por minha Mãe, minha protetora, minha consolação e guia,
minha esperança e minha luz na hora da morte.
Assim, pois, Senhora,
livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos
e a vosso Santíssimo Filho, meu Senhor e Redentor Jesus Cristo.
Virgem Bendita, preservai este vosso indigno servo,
esta casa, a nossa Pátria e seus habitantes,
da peste, da fome, da guerra,
do comunismo, do aborto, da violência,
de espíritos obsessores, desastres, tempestades.
Enfim, livrai-nos, Nossa Senhora Aparecida,
de todos os perigos e males que nos possam flagelar.
Soberana Senhora,
dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios temporais e espirituais,
livrai-nos da tentação do demônio
para que, trilhando o caminho da virtude,
pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade
e do Preciosíssimo Sangue de vosso Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo,
vos possamos ver, amar e gozar da eterna glória
por todos os séculos dos séculos.
Amém.

CONSAGRAÇÃO OFICIAL À EXCELSA PADROEIRA DO BRASIL

Ó Maria Imaculada, Senhora da Conceição Aparecida,
aqui tendes prostrado diante da vossa milagrosa imagem,
o Brasil que vem de novo consagrar-se à vossa materna proteção.
Escolhendo-vos por especial Padroeira e Advogada de nossa Pátria,
nós queremos que ela seja inteiramente vossa.
Vossa a sua natureza sem par, vossas as suas riquezas,
vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios,
vossa a sociedade, vossos os lares e seus habitantes,
com os seus corações e tudo o que eles têm e possuem,
vosso, enfim, é todo o Brasil.
Sim, ó Senhora Aparecida, o Brasil é vosso.
Por vossa intercessão, temos recebido todos os bens das mãos de Deus,
e todos os bens esperamos receber, ainda e sempre, por vossa intercessão.
Abençoai, pois, o Brasil que vos ama,
abençoai o Brasil que vos agradece,
abençoai o Brasil que é vosso.
Abençoai, ó Rainha de amor e misericórdia,
abençoai, defendei, salvai o nosso Brasil.
Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa Fé,
defendei o Santo Padre, assisti os nossos Bispos,
santificai o nosso clero, socorrei as nossas famílias,
amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo,
guiai a nossa gente no caminho do céu e da felicidade.
Ó Senhora da Conceição Aparecida!
Lembrai-vos de que somos e queremos ser vossos vassalos e súditos fiéis.
Mas, lembrai-vos, também,
de que somos e queremos ser vossos filhos.
Mostrai, pois, ante o céu e a terra,
que sois a Padroeira Poderosa do Brasil
e a Mãe querida de todo o povo brasileiro.
Sim, ó Rainha, ó Mãe de todos os brasileiros,
venha sempre a nós o vosso Reino de amor
e, por vossa mediação,
venha à nossa Pátria o Reino de Jesus Cristo,
vosso Filho e Senhor nosso.
Amém.


Pesquisa
Pastoral do Batismo Nossa Senhora da Boa Viagem

Aprovado acordo com a Santa Sé

7 outubro, 2009 por admin  Categoria Notícias

vaticano2A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) concedeu, nesta quarta-feira (7), parecer favorável ao Projeto de Decreto Legislativo 716/09, que aprova o texto do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, assinado em novembro de 2008 na cidade do Vaticano. Foi aprovado ainda pedido de urgência para a votação da matéria em Plenário.

Por meio do acordo, o Brasil reconhece à Igreja Católica, com fundamento no direito de liberdade religiosa, o “direito de desempenhar a sua missão apostólica, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro”.

O acordo estabelece as bases para o relacionamento entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro. Reafirma a personalidade jurídica da Igreja e de suas entidades, como a Conferência Episcopal, as dioceses e as paróquias, e reconhece às instituições assistenciais religiosas igual tratamento tributário e previdenciário garantido a entidades civis semelhantes. Prevê ainda a colaboração entre a Igreja e o Estado na tutela do patrimônio cultural do país, preservando a finalidade de templos e objetos de culto.

Entre os principais dispositivos do acordo está oartigo 11, por meio do qual o governo brasileiro reconhece a “importância do ensino religioso”. No mesmo artigo, se estabelece que o ensino religioso, tanto o católico como o de outras confissões religiosas, será de matrícula facultativa e constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, “assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.

De acordo com o artigo 12, o casamento celebrado em conformidade com as leis canônicas, que atender também às exigências estabelecidas pelo direito brasileiro, produz os efeitos civis, desde que registrado no registro próprio. O acordo estabelece ainda imunidade tributária às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com suas “finalidades essenciais”.

Vistas

Assim que o relator da matéria, senador Fernando Collor (PTB-AL), anunciou seu voto favorável à aprovação do acordo, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) pediu vistas do texto. Ele informou que tem recebido dezenas de mensagens eletrônicas em seu gabinete a respeito do tema, muitas das quais solicitando que ele desse voto contrário ao acordo com a Santa Sé.

O presidente da comissão, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), disse que lhe concederia vistas de apenas duas horas - e não de cinco dias, como de praxe - uma vez que o tema vem sendo debatido há diversos meses no Congresso Nacional. Azeredo fez ainda um apelo a Mesquita para que retirasse o pedido de vistas, no que foi seguido por diversos outros senadores presentes à reunião, como Marco Maciel (DEM-PE), Romeu Tuma (PTB-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), além do próprio relator da matéria.

Mesquita disse que não tinha interesse no prazo de duas horas oferecido a ele, pois pretendia analisar o tema durante a semana. Dessa forma, Azeredo colocou a matéria em votação. O projeto de decreto legislativo foi aprovado com a abstenção de Mesquita.

Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Outubro, mês do Rosário e das Missões

28 setembro, 2009 por admin  Categoria Artigos

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Outubro é para os cristãos católicos um mês muito especial e espiritualmente intenso. Mês que nos convida a uma profunda reflexão sobre a importância da oração do Rosário e de nossa Missão como verdadeiros e legítimos cristãos.

O Rosário

Conforto e sustento no caminho missionário.

Em 7 de outubro, celebramos a memória Litúrgica da Senhora do Rosário. “É como se todos os anos Nossa Senhora nos convidasse a redescobrir a beleza desta oração tão simples e tão profunda”.

Bento XVI, no Ângelus Dominical
O amado João Paulo II foi um grande apóstolo do Rosário: recordamo-lo de joelhos com o terço nas mãos, imerso na contemplação de Cristo, como ele próprio convidou a fazer – na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae. O Terço do Rosário é oração contemplativa e cristocêntrica, inseparável da meditação da Sagrada Escritura. É a oração do cristão que avança na peregrinação da fé, no seguimento de Jesus, precedido de Maria”.

“Bento XVI exortou a que, além do dia da Jornada Mundial do Terço, durante o mês de outubro se reze o terço em família, nas comunidades e nas paróquias, pelas intenções do Papa, pela missão da Igreja e pela paz no mundo”.

As Missões

A Igreja é por sua natureza missionária.

“Como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós, disse Jesus aos Apóstolos, no Cenáculo. A missão da Igreja é o prolongamento da de Cristo: levar a todos o amor de Deus, anunciando-o com as palavras e com o testemunho concreto da caridade”.

A caridade é a “alma da missão”. Que cada cristão possa fazer suas as palavras do apóstolo Paulo; “O amor de Cristo nos impulsiona”. Na jubilosa experiência de ser missionário do Amor com humildade e coragem, onde a Providência o colocou, servindo os pobres sem segundos fins e encontrando na oração a força da caridade feliz e concreta”. (Bento XVI)

Maria grande missionária e formadora de missionários

Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma como deu à luz o Salvador do mundo, trouxe o Evangelho à nossa América. No acontecimento em Guadalupe, presidiu, junto com o humilde Juan Diego, o Pentecostes que nos abriu aos dons do Espírito. A partir desse momento, são incontáveis as comunidades que encontraram nela a inspiração mais próxima para aprenderem como ser discípulos e missionários de Jesus. Com alegria constatamos que ela tem feito parte do caminhar de cada um de nossos povos, entrando profundamente no tecido de sua história e acolhendo as ações mais nobres e significativas de sua gente.

Os diversos títulos e os santuários espalhados por todo o Continente testemunham a presença próxima de Maria às pessoas, e ao mesmo tempo manifestam a fé  e a confiança que os devotos sentem por ela. Ela pertence a eles e eles a sentem como mãe e irmã. (Documento de Aparecida, 2007).

Fonte: www.virgemperegrina.com.br

Nossa Senhora do Rosário

28 setembro, 2009 por admin  Categoria Artigos

Diz que Nossa Senhora apareceu a São Domingos de Gusmão, fundador da ordem dominicana, e lhe ensinou a rezar o Rosário. Ele seria uma arma da fé para lutar contra os inimigos do cristianismo, em todos os tempos, mas especialmente naquele momento contra a heresia albigesa, do extinto povo cátaro. Assim ele aprendeu, rezou e venceu. Foi aí que nasceu a prática da oração do Rosário, como devoção a Maria, por sua participação nos mistérios da vinda do Filho de Deus.

Mas o objeto da recitação, o terço, que a partir do Papa João Paulo II, passou para quatro, já era conhecido nos tempos mais antigos da História da Igreja Católica. Religiosos de séculos atrás usavam pedrinhas para contar as orações. Foi então que São Beda sugeriu a adoção de vários grãos enfiados num barbante, facilitando o manuseio, transporte, sem perder a concentração.

O Rosário tem o significado de uma guirlanda de rosas oferecida a Nossa Senhora. Na Idade Média, os vassalos homenageavam seus senhores com coroas de flores e o profundo amor que dedicavam a Maria os fez homenageá-la com a mesma distinção, com uma coroa de rosas de oração.

Foram os frades dominicanos que tiveram o mérito de disseminar a devoção ao Rosário, que passou a ser a forma de oração mais popular entre as famílias religiosas, à noite, em casa. Ele é formado pelas duas orações básicas do catolicismo: o “Pai Nosso”, ensinado pelo próprio Jesus Cristo, e a “Ave Maria”, nascida da Anunciação feita pelo Anjo Gabriel a Virgem Maria e das palavras de sua prima Santa Isabel.

Enquanto se reza, ele nos leva à meditar sobre os mistérios da vinda do Filho de Deus entre nós, isto é: anunciação, nascimento, vida, paixão e morte e ressurreição de Jesus Cristo. Ao todo são quinze momentos especiais da vida de Maria e de Jesus, contemplados pelo devoto ao rezar o Rosário, em conjunto ou individualmente.

A festa exclusiva do Rosário foi instituída pelo Papa Pio V, para lembrar a vitória alcançada na batalha do rio Lepanto, no dia 07 de outubro de 1571, contra a frota dos tucos muçulmanos. Momento delicado por que passou a Igreja, apenas vencido graças a intercessão de Nossa Senhora. A celebração era feita por toda a Igreja, mas não numa mesma data, estabelecida definitivamente no dia 07 de outubro pelo Papa Pio X, em 1913.

Além disto, com a reforma do calendário litúrgico de 1960 a “Festa do Santíssimo Rosário” como era chamada, passou a ser o dia da comemoração de “Nossa Senhora do Rosário” e, o mês de outubro dedicado ao Rosário e a todas as missões apostólicas.

Aluno: Marco Antonio Alves
(texto do Seminario de Teologia Católica)

O Sacramento do Batismo

28 setembro, 2009 por admin  Categoria Artigos

batismo2Os Sacramentos foram instituídos por Cristo e confiados à Igreja para que sejam levados a todos os povos. São sinais e meios pelos quais se exprime e se fortifica a fé, se presta culto a Deus e se realiza a santificação dos homens. São evidência do amor e a proximidade de Deus.

São 7 os Sacramentos: batismo, eucaristia, confissão, crisma, matrimônio, ordem e unção dos enfermos.

As ações de amor de Jesus curando os doentes, perdoando os pecados, impondo as mãos às crianças e sua entrega total nas mãos do Pai se prolongam na ação simbólico-sacramental realizada pela comunidade, em seu nome, na força de seu Espírito.

Sacramentos são gestos significativos que expressam e estabelecem a relação profunda com Deus, a nossa participação no Mistério Pascal de Jesus Cristo pela ação transformadora do Espírito.

Estes gestos não funcionam automaticamente, expressam as nossas vivências pessoais, comunitárias e sociais mais profundas, e também uma abertura e uma entrega a este jogo simbólico que nos é proposto na liturgia.

A palavra sacramento não é mencionada na Bíblia; significa “uma maneira de tornar sagrado”, isto é, de fortalecer os laços entre Deus e o homem. Trata-se de um oferecimento palpável, feito por Deus, de uma proximidade com o homem.

O Código de Direito Canônico e a Revisão Ampla, documentos que ditam as diretrizes da Igreja, dizem que:

  • Os ministros não podem negar os sacramentos àqueles que os pedirem oportunamente, que estiverem devidamente dispostos e que pelo direito não forem proibidos de os receber;
  • Os pastores e fiéis têm o dever de cuidar que todos os que pedem os sacramentos estejam preparados para recebê-los, através da evangelização e catequização;
  • Os sacramentos são normas da Igreja, de comunhão eclesiástica e não para o mundo, de Deus para seus fiéis.

Batismo: o primeiro dos sacramentos

O próprio Jesus instituiu o batismo, segundo Mateus, juntamente com seu “mandamento missionário” no Dia da Ascensão. Desde os primeiros dias do cristianismo, o batismo foi o passaporte para entrar na comunidade cristã; é um ato de iniciação. Jesus permitiu que João Batista o batizasse e assim iniciou sua missão. O batismo é a porta de entrada na Igreja, necessário para a salvação, pelo menos em desejo, e, também, para receber validamente os outros sacramentos.

A graça batismal é uma realidade rica que produz o nascimento para a Vida Nova, pelo qual o homem se torna filho adotivo do Pai, membro de Cristo, herdeiro do Reino de Deus, templo do Espírito Santo, incorpora o batizado à Igreja e redime do pecado original e de todos os pecados pessoais.

Preparação para receber o batismo

Os pais têm obrigação de cuidar que as crianças sejam batizadas logo nas primeiras semanas de vida. Toda comunidade deve oferecer uma oportunidade aos pais de preparação para o batismo de seus filhos, levando-se em conta a necessidade e as condições dos mesmos.
A preparação deve ser entendida como um conjunto de iniciativas que promovam pais, padrinhos e batizandos adultos, não só com doutrinação, mas também com a inserção na vida comunitária.

A Igreja diz que por ser o batismo um sacramento que incorpora o batizando à comunidade, o ideal é que tanto a preparação quanto a celebração sejam feitos na comunidade onde os pais ou batizandos adultos moram ou freqüentam habitualmente.

A comunidade, e todos aqueles envolvidos no trabalho de evangelização, tem como função tornar os encontros e os aprendizados participativos, e fraternos e atualizados, que levam os participantes a uma comunhão pessoal com Jesus. É importante usar a sensibilidade e adequar o conteúdo ao participantes. Antes de qualquer coisa, é preciso que a comunidade mostre através de gestos concretos a ação de Deus e de vivenciar em sua própria vida e na comunidade esse amor.

Crianças com até 7 anos de idade não precisam de preparação, mas crianças maiores, adolescentes e adultos devem ser inseridos na comunidade para que aprendam a importância dos sacramentos e vivenciem Deus em seu coração e em sua vida.

A importância dos padrinhos

Os padrinhos tem como papel levar o afilhado à luz, encaminhá-lo na estrada de Jesus e mostrá-lo o valor da fé, do amor e da caridade. Comumente é convidado um casal, mas é possível que seja somente um padrinho ou uma madrinha.

O padrinho que aceitar a tarefa de encaminhar religiosamente o afilhado deve ter para si sua importância neste trabalho e deve fazê-lo de livre escolha.

A Igreja pede que o padrinho escolhido tenha completado 16 anos de idade, seja católico, crismado, já tenha feito a primeira comunhão, participe da comunidade e não seja pai ou mãe do batizando.

Como é a celebração

O batismo deve acontecer em uma missa solene e festiva, é mais um filho que está nos braços de Deus. Todos devem estar cientes da importância e do momento feliz ao estar recebendo este sacramento.
Em casos de doença, a Igreja permite que o batismo seja realizado na casa ou no hospital da criança. Dá-se preferência também que o sacramento seja celebrado aos domingos, o dia do Senhor.

Quando batizados ainda criança, devem ser encaminhados para seguir a primeira comunhão e a crisma. Quando adultos, devem ser preparados e receber de uma só vez os sacramentos de iniciação (batismo, crisma e eucaristia).

Os pais têm direito a uma certidão que comprove a sacramentação do batismo.

Marco,Marcia,Jose e Ida.
Pastoral do Batismo
Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem

Realizamos as obras típicas da fé católica?

16 setembro, 2009 por admin  Categoria Notícias

Catolicismo não pode se diluir num discurso genérico, diz cardeal

SÃO PAULO, quarta-feira, 16 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Scherer, convida os fiéis a praticarem as obras típicas da fé católica, evitando assim que o catolicismo fique diluído num discurso genérico.

Dom Odilo recorda –em artigo desta semana no jornal O São Paulo– que os muçulmanos “estão na conclusão do mês do jejum sagrado (Ramadã), durante o qual praticam o jejum, rezam com mais intensidade, vão às mesquitas ouvir as pregações e realizam outras atividades religiosas”.

“Algo semelhante àquilo que os católicos são convidados a fazer durante a Quaresma… Isso nos questiona, se nós também realizamos as obras da fé típicas da fé católica, e não apenas durante a quaresma, mas habitualmente?”, questiona.

O arcebispo considera que algumas práticas da fé católica “precisam ser recuperadas, se não queremos que o catolicismo fique diluído num discurso genérico, talvez até bonito”.

Como exemplo, cita a santificação do domingo e a missa dominical. “Indo à igreja, damos testemunho público de nossa fé em Deus, alimentamos a vida cristã na oração, na escuta da Palavra de Deus e na Eucaristia e nos animamos para a vivência da esperança e da caridade. Mas também o exercício diário da oração, como é ensinado pela Igreja e de acordo com as devoções católicas. E ler a Bíblia, Palavra de Deus, com o interesse de quem quer ouvir Deus”.

Segundo o cardeal, “a fé católica, sem a caridade, não é autêntica”; por isso, “ela precisa ser traduzida nas práticas cotidianas de caridade para com o próximo”. “A esmola, a ajuda concreta aos necessitados, o alívio das dores de quem sofre, o empenho pela justiça social e a defesa da dignidade da pessoa e de seus direitos, tudo isso são expressões concretas da fé, que opera pela caridade”.

“A Igreja recomenda, de maneira sábia, a prática das obras de misericórdia, que dão um caráter concreto à nossa fé: dar de comer a quem tem fome; dar de beber a quem tem sede; vestir quem está sem roupa; abrigar os que não têm teto; visitar os doentes e os presos, consolar os aflitos, sepultar os mortos…”

“Ainda recordamos essas coisas, ou achamos que são atitudes ‘assistencialistas’ e, com isso, nos damos por justificados?”, pergunta Dom Odilo. “Mas essas são justamente as obras cobradas no capítulo 25 de S. Mateus, na cena do grande julgamento final, quando Jesus dirá: ‘foi a mim que o fizestes… ou não o fizestes’”. “Por falar nisso –prossegue o arcebispo–, quando foi a última vez que dei uma esmola a alguém? Ou visitei um doente? Um preso? Quando foi que socorri alguém necessitado?”

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