Dia de Reis, 6 de janeiro
Porque se celebra o dia de Reis?
“O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de «uns magos» que, segundo o hagiológio foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de Janeiro. A noite do dia 5 de Janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como «Noite de Reis».
A Epifania do Senhor (do grego Ἐπιφάνεια: “a aparição; um fenômeno miraculoso”) é uma festa religiosa cristã que se celebrava no dia 6 de Janeiro, ou seja, doze dias após o Natal, porém, a partir da reforma do calendário litúrgico em 1969 passou a ser comemorada 2 Domingos após o Natal.
Na narração bíblica Jesus deu-se a conhecer a diferentes pessoas e em diferentes momentos, porém o mundo cristão celebra como epifanias três eventos: a Epifania propriamente dita perante os magos do oriente (como está relatado em Mateus 2, 1-12) e que é celebrada no dia 6 de Janeiro; a Epifania a João Batista no rio Jordão; e a Epifania a seus discípulos e início de sua vida pública com o milagre de Caná quando começa o seu ministério.
O «Dia de Reis» é uma das festas tradicionais mais singelas celebrada em todo o mundo católico. Neste dia comemora-se a visita de um grupo de reis magos (Mt.2, 1-12), vindos do Oriente, para adorar a “Epifania do Senhor”. Ou seja, o nascimento de Jesus, o Filho por Deus enviado, para a salvação da humanidade.
O termo “mago” vem do antigo idioma persa e serviu para indicar o país das suas origens: a Pérsia. Eram reis, porque é um dos sinônimos daquela palavra, também usada para nomear os sábios discípulos de uma seita que cultuava um só Deus.
Esses soberanos corretos esperavam pelo Salvador, expectativa já presente mesmo entre os pagãos. Deus os recompensou pela retidão com a maravilhosa estrela, reconhecida pela sabedoria das suas mentes como o sinal a ser seguido, para orientação dos seus passos até onde se encontrava o Menino Deus.
Foram eles que mostraram ao mundo o cumprimento da profecia de séculos, chegando ao palácio do rei Herodes e perguntando “pelo Messias, o recém-nascido rei dos judeus”. Nesta época aquele tirano reprimia a população pelo medo, com ira sanguinária. Mas os magos não o temeram, prosseguiram a sua busca e encontraram o Menino Deus.
A Bíblia diz que os magos chegaram à casa e viram o Menino com sua Mãe. Isto porque José já tinha providenciado uma moradia muito pobre, mas mais apropriada, do que a gruta de Belém onde Jesus nascera. Alí, os reis magos, depois de adorarem o Messias, entregaram os presentes: ouro, incenso e mirra. O ouro significa a realeza de Jesus; o incenso, sua essência divina e a mirra, sua essência humana. Prestada a homenagem, voltaram para as suas nações, evitando novo contacto com Herodes, como lhes indicou o anjo do Senhor.
A tradição dos primeiros séculos, seguindo a verdade da fé, evidenciou que eram três os reis magos: Belchior, Gaspar e Baltazar. Até o ano 474 seus restos mortais estiveram sepultados em Constantinopla, a capital cristã mais importante do Oriente, depois foram trasladados para a catedral de Milão, em Itália. Em 1164 foram transferidas para a cidade de Colônia, na Alemanha, onde foi erguida a belíssima Catedral dos Reis Magos, que os guarda até hoje.
No século XII, com muita inspiração, São Beda, venerável doutor da Igreja, guiado por uma inspiração, descreveu o rosto dos três reis magos, assim: “O primeiro, diz, foi Belchior, velho, circunspecto, de barba e cabelos longos e grisalhos… O segundo tinha por nome Gaspar e era jovem, imberbe e louro… O terceiro, preto e totalmente barbado chamava-se Baltazar (cfr. “A Palavra de Cristo”, IX, p. 195)”.
A Grande Promessa das 9 primeiras sexta-feiras do mês

Sagrado Coração de Jesus
Esta Grande Promessa trata-se apenas de uma das “12 Promessas” de Jesus aos devotos de Seu Sagrado Coração:
“Eu prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que meu amor todo-poderoso concederá a todos aqueles que comungarem, em nove primeiras sextas-feiras do mês seguidas, a graça da penitência final, que não morrerão na minha desgraça, nem sem receberem seus sacramentos e que o meu divino Coração será o seu asilo seguro no último momento.”
Para merecer a graça da Grande Promessa, é necessário:
1. Receber a Santa Comunhão na primeira sexta-feira de cada mês, por nove meses seguidos.
2. Para comungar é INDISPENSÁVEL estar na graça de Deus.
3. Quem tiver pecado grave, deve fazer uma boa confissão, antes de comungar. O dever da CONFISSÃO é uma lei grave da Igreja, ainda hoje em vigor.
A consagração do dia da primeira sexta-feira de cada mês deve ser preparada, de véspera, pelo piedoso exercício da “Hora Santa”, prática revelada por Jesus a Santa Margarida Maria:
“E para me acompanharem na humilde oração que eu apresentei a meu Pai, no meio de todas as minhas angústias, todas as quintas-feiras levantar-te-ás, entre as onze horas e a meia noite, para comigo te prostrares durante uma hora, com o rosto em terra, assim para aplacar a ira divina, pedindo misericórdia para com os pecadores, como para adoçar, de alguma maneira, a amargura que eu sentia com o desamparo em que me deixavam meus apóstolos, o qual me obrigou a lançar-lhes em rosto o não terem podido velar uma hora comigo.”
- Darei a eles as graças necessárias ao seu estado.
- Levarei socorro às famílias que se encontram em dificuldades e instaurarei a paz nas famílias divididas.
- Os consolarei nas suas aflições.
- Serei seu seguro refúgio em vida e especialmente na hora da morte.
- Espalharei abundantes bençãos sobre todas as suas obras.
- Os pecadores encontrarão no Meu Coração a fonte e o oceano da Misericórdia.
- As almas mornas se tornarão fervorosas.
- As almas fervorosas alcançarão em breve grande perfeição.
- Abençoarei os lugares onde a imagem do meu Sagrado Coração for exposta e honrada.
- A todos aqueles que trabalharem pela salvação das almas darei o dom de comover os corações mais endurecidos.
- O nome daqueles que propagarem a devoção ao Meu Sagrado Coração será escrito no Meu Coração e não será nunca esquecido.
Eu te prometo, no excesso da Misericórdia do Meu Coração, que o Meu Amor Onipotente concederá a todos aqueles que comungarem na primeira sexta-feira do mês, por nove meses consecutivos, a graça da penitência final. Esses não morrerão em minha desgraça, nem sem receber os Sacramentos, e o Meu Coração será o seu abrigo seguro naquela hora extrema.
ORAÇÕES PARA AS NOVE PRIMEIRAS SEXTAS-FEIRAS
Oração Final para todas as Sextas-feiras
Jesus meu, vos dou meu coração…, Consagro-vos toda minha vida…, em vossas mãos ponho a eterna sorte de minha alma… e vos peço a graça especial de fazer minhas nove primeiras sextas-feiras com todas as disposições necessárias para ser participante da maior de vossas promessas, a fim de ter o destino de voltar um dia a ver-vos no céu. Amém.
Primeira Sexta-Feira: Eu te prometo, na excessiva misericórdia de meu coração, que meu amor onipotente concederá a todos os que comunguem nas primeiras sextas-feiras de mês, durante nove meses consecutivos, a graça da penitência final, e que não morram em minha desgraça, nem sem receber os Santos Sacramentos, assegurando-lhes minha assistência na hora final.
Oh! bom Jesus, que prometestes assistir em vida, e especialmente na hora da morte, a quem invoque com confiança vosso Divino Coração! Vos ofereço a comunhão do presente dia, a fim de obter por intercessão de Maria Santíssima, vossa Mãe, a graça de poder fazer este ano as nove primeiras sextas-feiras que devem ajudar-me a merecer o céu e alcançar una santa morte. Amém.
Segunda Sexta-Feira: Lhes darei todas as graças necessárias a seu estado.
Jesus misericordioso, que prometestes, a quantos invoquem confiantes vosso Sagrado Coração, dar-lhes as graças necessárias a seu estado: vos ofereço minha comunhão do presente dia para alcançar, pelos méritos e intercessão de vosso Coração Sacratíssimo, a graça de uma terna, profunda e inquebrantável devoção a Virgem Maria.
Sendo constante em invocar a valiosa providencia de Maria, Ela me alcançará o amor a Deus, o comprimento fiel de meus deveres e a perseverança final. Amém.
Terceira Sexta-Feira: Porei paz nas famílias.
Abençoarei os lugares donde se venera a imagem de meu coração.
Jesus amantíssimo, que prometestes abençoar as casas onde se venera a imagem de vosso Sagrado Coração, eu quero que ela reine em meu lar; vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossos méritos e pela intercessão de vossa Santa Mãe que todos e cada um dos membros de minha família conheçam seus deveres; os cumpram fielmente e consigam entrar no céu, com as mãos repletas de boas obras.
Oh! Jesus, que vos empenhais em tirar de nossos lares as discussões, as enfermidades e a miséria!
Fazei que, nossa vida seja uma não interrompida ação de graças por tantos benefícios. Amém.
Quarta Sexta-Feira: Serei seu consolo em todas as tribulações.
Jesus meu, que prometestes consolo a quantos a Vós recorram em suas tribulações: vos ofereço minha comunhão do presente dia para alcançar de vosso Sagrado Coração e do Coração Imaculado de vossa Mãe Santíssima a graça de vir ao Sacrário a pedir força e consolo quantas vezes me visitem as penas.
Oh! Jesus, oh! Maria, consolai e salvai aos que sofrem!
Fazei que nenhuma de suas dores os perda para o céu! Amém.
Quinta Sexta-Feira: Derramarei copiosas benções em todas as suas empresas.
Jesus meu, que prometestes abençoar os trabalhos de quantos invoquem confiantes vosso Divino Coração: vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossa Santíssima Mãe a graça de que abençoe meus estudos…, minhas provas…, meu trabalho…, e todos os trabalhos de minha vida.
Renovo o inquebrantável propósito de oferecer-vos cada manhã ao levantar-me, e por intermédio da Santíssima Virgem, as obras e trabalhos do dia…, e de trabalhar com empenho e constância para engrandecer-vos e alcançar em recompensa o céu. Amém.
Sexta Sexta-Feira: Os pecadores acharão em meu coração um oceano de misericórdia.
Sagrado Coração de Jesus, sempre aberto aos pecadores arrependidos: vos ofereço a comunhão do presente dia para alcançar por vossos méritos infinitos e pelos de vossa Santíssima Mãe a conversão de quantos trilham o caminho do mal.
Vos suplico, bom Jesus!, inundeis os seus corações de uma grande dor de haver-vos ofendido. Fazei que vos conheçam e vos amem.
Dispensai-me a graça de amar-vos mais e mais e em todos os instantes de minha vida, para consolar-vos e reparar a ingratidão de quem vos tem esquecido. Amém.
Sétima Sexta-Feira: As almas tíbias acharão fervor. As almas fervorosas chegarão logo a perfeição.
Sem vosso auxilio, Jesus meu, não podemos avançar no caminho do bem.
Senhor, por intermédio da Virgem Maria, vos ofereço a comunhão deste dia para que aviveis em minha alma o amor a vosso Coração Sagrado e concedais este amor a quantos não o sentem.
Ajudado de vossa divina graça lutarei, Senhor, para que cada semana…, cada mês…, avance um pouco na virtude que mais necessito. Amém.
Oitava Sexta-Feira: Darei a quantos trabalham pela salvação das almas o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
Sagrado Coração de Jesus, que prometestes inspirar aos que trabalham pela salvação das almas aquelas palavras que consolam, comovem e convertem os corações; vos ofereço minha comunhão de hoje para alcançar, mediante a intercessão de Maria Santíssima, a graça de saber consolar aos que sofrem e a graça de voltar a Vós, Senhor, aos que vos tem abandonado.
Doce Salvador meu, concedei-me e ajudai-me a salvar almas!
São tantos e tantos os desgraçados que empurram aos demais pelo caminho do vicio e do inferno!
Fazei , Senhor, que empenhe toda minha vida em fazer melhores aos que me rodeiam e em levá-los comigo ao céu. Amém.
Nona Primeira Sexta-Feira: Guardarei recordação eterna de quanto uma alma haja feito para a maior glória de meu coração. Os que propaguem esta devoção terão seu nome escrito em meu coração, de onde não será apagado.
Vos ofereço, Jesus meu, a comunhão do presente dia para alcançar a graça de saber infundir na alma de quantos me rodeiam ilimitada confiança em vosso Coração Divino.
Dai-me quanto necessito para levar a Vós aos que lutam…, aos que choram…, aos caídos…, aos moribundos… e dignai-vos, oh! Jesus!, escrever hoje meu nome em vosso Coração e dizer aos anjos que rodeiam vosso Tabernáculo: ”Este nome é o de um devoto que, amando-me muito, quer consolar-me do esquecimento e ingratidão de tantos homens.” Amém.
Fonte: http://paroquiasantoagostinhorj.com.br/a-grande-promessa.html
A Convivência Familiar
Por Dom Dadeus Grings
O mandamento do amor envolve dois pólos: Deus e o próximo. Na formulação, o amor a Deus tem precedência. Vem caracterizado por um caráter absoluto: de todo coração e com todas as forças. S. João, porém, dá primazia ao amor fraterno. Chama até de mentiroso quem diz amar a Deus mas odeia seu irmão. E argumenta: “aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus a quem não vê”(1 Jo.4,20).
O amor ao próximo não é aleatório. O escriba tinha razão histórica em perguntar acerca de quem é o próximo. Na verdade, o amor humano é orgânico. Obedece a uma hierarquia. Nenhum homem é uma ilha. Nosso primeiro amor, ou seja, o amor fundamental está na família. O ser humano não é indivíduo, que eventualmente se possa relacionar, mas nasce numa família e é família. Portanto seu amor é familiar. Começa com o amor paterno e materno. Os pais são instados a receber, com amor, os filhos. O amor paterno e materno decorre do sacramento do matrimônio, que infundiu no casal o amor conjugal e lhe dá condições de gerar filhos com amor. Vem, depois, o amor filial e, por fim, o amor fraterno, que se vai estendendo aos parentes.
A Igreja anuncia a Boa Nova da família. Resume-a no amor entre seus membros. Por isso as pessoas são convidadas a passar os melhores momentos da vida no próprio lar. Amar a própria família é colocá-la acima de qualquer outra solicitude. Brota da própria natureza da vida humana, que se plasma em família. Mas este amor - conjugal, parental, filial, fraterno – obtém não só um incentivo da fé, mas, acima de tudo, uma dimensão nova, pelo sacramento. O próprio amor de Deus é infundido nos seus corações e se difunde entre os seus membros. Ali se faz a primeira experiência do amor: de amar e de ser amado. Consequentemente, ali se encontra verdadeiramente Deus: quem ama conhece Deus. A experiência da vida em família é, na verdade, uma experiência de Deus.
A Igreja, apresentando a Boa Nova da família, quer firmar o lar sobre uma rocha firme, que é a fé em Jesus Cristo, que transforma a água das relações humanas no vinho do amor de Deus. A indissolubilidade matrimonial, propriedade essencial do sacramento, não constitui uma lei que possa ser contrastada pelo divórcio, mas representa uma graça, que enche de alegria e realização os cônjuges. É o próprio Deus que, pelo sacramento do matrimônio, os une por um vínculo de amor indefectível. Derrama neles seu próprio Amor, que frutifica em boas obras de paz, de solidariedade, de carinho, de dedicação recíproca e, sobretudo, em nova vida de filhos.
Cristo quis tornar o matrimônio um sinal do amor de Deus no mundo. Mostra que ainda existe amor entre os homens, que são capazes de deixar tudo para se unirem em matrimônio, tornando-se dois numa só carne. Para ressaltar esta característica, Deus começou a chamar, ao longo dos tempos da Igreja, pessoas que deixassem tudo para o seguir, na pobreza, castidade e obediência. Para uma mentalidade mundana isto é impossível. Está totalmente fora dos critérios e das perspectivas humanas. Mas não está fora da visão da fé. Nem se trata de algo puramente teórico. Nestes dois mil anos de Igreja, milhões de pessoas seguiram este caminho. Mostram que é possível e compensador. Vale a pena. Demonstra o poder de persuasão de Cristo, que atrai, chama e acolhe.
Fonte: Site da Aquidiocese de Porto Alegre
Mensagem do papa Bento XVI para o Dia Mundial do Enfermo 2011
Bento XVI cita a Carta Encíclica Spe Salvi quando afirma que “a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre. Isto vale tanto para o indivíduo como para a sociedade. Uma sociedade que não consegue aceitar os que sofrem não é capaz de contribuir”.
O papa manda um recado aos participantes da Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em agosto, em Madri (ESP), afirmando que com frequência a Paixão e a Cruz de Jesus causam medo, porque parecem ser a negação da vida. “Na realidade, é exatamente o contrário! A Cruz é o ‘sim’ de Deus ao homem, a expressão mais elevada e intensa do seu amor e a fonte da qual brota a vida eterna. Do Coração trespassado de Jesus brotou esta vida divina. Só Ele é capaz de libertar o mundo do mal e de fazer crescer o seu Reino de justiça, de paz e de amor ao qual todos aspiramos. A todos vós jovens, doentes e sadios, repito o convite a criar pontes de amor e solidariedade, para que ninguém se sinta sozinho, mas próximo de Deus e parte da grande família dos seus filhos”.
Clique aqui e leia a íntegra da mensagem do papa Bento XVI para o 19º Dia Mundial do Doente.
Fonte: Site CNBB
QUERIDO JOVEM…
Ultimamente ando muito atento a você. Meu coração de pastor e bispo me faz sentir muito próximo de você, porque em você mora uma sinceridade muito grande, um desejo de se entregar a algo que realmente valha à pena. A gente conhece uma pessoa pelos olhos, e nos olhos dos jovens há algo que ninguém mais tem, o encanto pela vida. Às vezes gasto tempo observando seus movimentos, suas ideias, seus sonhos, e fico impressionado com tanta energia e força que têm. Mas confesso, às vezes fico muito preocupado. São somente preocupações de alguém que o ama e quer o seu bem.
Gostaria de poder partilhar com você sobre o mundo das tecnologias eletrônicas. A internet, o celular, o vídeo-game, e tantos outros instrumentos eletrônicos que invadiram nossas vidas. Não há dúvida de que sejam coisas boas para a humanidade. Imagine o quanto tudo isso não facilitou a comunicação social, reduziu custos e tempo nas relações sociais? O mundo mudou com estas tecnologias e nunca mais será o mesmo.
A minha preocupação está no lado perverso e traidor que, inocentemente, estas novidades nos impõem. E em especial atenção aos MSN´s, Blogs, Twiter, Orkut, etc. Evidentemente, esses meios criam espaços de amizades virtuais, discussões de ideias e redes de comunidades por interesses afins. Cuidado jovem, ouça o meu conselho de amigo: Não reduza sua vida ao mundo da virtualidade. A vida é muito mais que isso!
Hoje em nossos dias a rapidez das máquinas eletrônicas pode causar em você o risco da intolerância. Você já se deu conta de que talvez já não tenha mais paciência para escutar o outro, para esperar na fila do supermercado ou do trânsito? Ao telefone, não raras vezes, é agressivo e sem paciência? Pior ainda, não tolera o jeito “devagar” dos mais idosos, e talvez dos próprios pais? O outro que está ao nosso lado não é máquina, é ser humano, e por esta condição, tem sentimentos e afetos que normalmente ignoramos.
Outro risco trazido pelas máquinas é o de você viver num mundo particular, sem interagir fisicamente com pessoas humanas. A consequência imediata disso é não saber depois lidar com o trabalho em equipe, tornar-se autoritário e egocêntrico. A interação excessiva com as máquinas pode atrapalhar o seu espírito comunitário, de membro de uma comunidade humana.
Outra situação é você ser um jovem vazio de conteúdo. Estas tecnologias têm tantas informações, notícias, emoções, e aqui de forma especial, a internet, que já não sabemos mais o que é verdadeiro ou falso. O excesso de informações não é, necessariamente, conhecimento humano e sabedoria. Você terá grandes chances - se não gastar tempo na reflexão e raciocínio das informações - de fazer parte de uma geração apática, indiferente ao mundo, sem saber fazer uma crítica à sociedade, às pessoas e, de viver na ingenuidade humana, na superficialidade das relações, num mundo medíocre.
Querido jovem, onde encontrar o caminho certo num mundo tão cheio de contradições? A resposta não é muito difícil de ser dada. Abra-se ao outro, entregue-se a um ideal de vida, busque dentro de você aquela força, aquela garra de transformar o mundo. O mundo é tão grande, não deixe serem apenas os seus problemas o seu mundo. Acorde em você aquele gigante adormecido, tome consciência da sua vida, dos seus sonhos. Na expressão de Jesus: “Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, vem e siga-me” (citação). A felicidade não está na chegada, mas no caminho que se vai traçando. Neste caminho tem cruzes, elas são necessárias para o nosso crescimento e amadurecimento. Assuma a sua cruz e tome as rédeas de sua vida em suas mãos.
Quero encorajá-lo a se engajar no mundo, na sua transformação. Encontre na nossa Igreja esta força para construir a felicidade. Busque viver sua fé numa comunidade paroquial, num grupo de jovens, no amor aos mais pobres e doentes. Estes precisam da sua colaboração. Busque tirar de dentro de você a gratuidade da vida, partilhe isso com os outros.
Viva uma vida de comunhão com o próximo, cultive as amizades verdadeiras, conheça o amor, reserve o tempo necessário para a oração diária, a meditação da Palavra de Deus, a vida de Eucaristia. Leia um bom livro, abrace pessoas queridas, pratique esportes, toque algum instrumento musical, aprecie a arte e o lazer, viva o seu cotidiano com intensidade e paixão.
Por fim, querido amigo, se me permite assim chamá-lo, não deixe que as tecnologias eletrônicas sejam a razão de sua existência. O mundo precisa de pessoas batalhadoras, empenhadas, dedicadas como você. Quem não tomar a sua cruz todos os dias não alcançará a felicidade plena. Abrace esta sua cruz, siga Jesus Cristo, e nascerá em você outra pessoa. Estou com você, não tenha medo, rezo por você todos os dias, porque você é muito precioso aos olhos de Deus. Conte sempre comigo!
Abraço de pai e irmão!
Dom Anuar Batistti
Fonte: Blog do Pe. Onildo
Oração permanente e fé constante
A insistência no pedido pode aborrecer aqueles que não são tementes a Deus e que não praticam a justiça, mas ela tem uma função valiosíssima, porque demonstra o interesse da pessoa pela causa que defende.
Insistência e perseverança só existem naqueles que estão insatisfeitos com a situação presente e, por isto, não desanimam; do contrário, jamais conseguiriam alguma coisa.
Deus atende aqueles que, através da oração, testemunham o desejo e a esperança de que se faça justiça.
É preciso que não esmoreçamos na oração. O tempo de Deus não é o nosso tempo. Não podemos marcar prazos porque a sabedoria divina é que dispõe o tempo certo.
E não nos esqueçamos de que a oração é a força do homem e a “fraqueza” de Deus que sempre vem em socorro dos homens e mulheres que com fé suplicam o que é bom para a sua caminhada rumo à Jerusalém Celeste.
Fonte: Texto Pe. Wagner A. Portugal do Site CatolicaNet
Deus tem mil formas de mostrar que existe, afirma Papa
Ao recordar a vida da Beata Angela de Foligno
“Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama”, considera Bento XVI.
O Pontífice chegou a esta conclusão hoje, ao apresentar na catequese a figura da Beata Angela de Foligno, mística italiana que viveu entre 1248-1309, da Ordem Terceira Franciscana.
O Papa recordou que Angela havia levado uma vida mundana, afastada do pensamento de Deus, até que, em 1285, invocou São Francisco de Assis, quem lhe apareceu em uma visão, e depois ela decidiu confessar-se.
Começou então um rico e tortuoso caminho espiritual. Em primeiro lugar, explicou Bento XVI, ela não tinha a sensação de ser amada por Deus, senão que sentia “vergonha”.
Angela, explicou, “sente o dever de ter de dar algo a Deus para reparar seus pecados, mas lentamente compreende que não tem nada para dar-lhe; pelo contrário, é ‘nada’ diante d’Ele; compreende que não será sua vontade que dará amor a Deus, porque esta só pode dar-lhe seu ‘nada’, o ‘não amor’”.
Acompanha-a “o pensamento do inferno, porque quanto mais a alma progride no caminho da perfeição cristã, mais se convencerá não somente de ser ‘indigna’, mas de merecer o inferno”.
O Crucificado que salva da indignidade
“Em seu caminho místico, Angela compreende de maneira profunda a realidade central: o que a salvará da sua ‘indignidade’ e de ‘merecer o inferno’ não será sua ‘união com Deus’ e seu possuir a ‘verdade’, mas Jesus crucificado, ’sua crucifixão por mim’, seu amor.”
A conversão de Angela, inciada com a confissão de 1285, chegará à maturidade somente quando o perdão de Deus aparecer à sua alma como o dom gratuito de amor do Pai, fonte de amor, reconheceu o Papa.
À luz da vida desta mística, o Papa concluiu deixando uma lição para nossos dias: “Hoje estamos todos em perigo de viver como se Deus não existisse: Ele parece muito longe da vida atual. Mas Deus tem mil maneiras - para cada um a sua - de fazer-se presente na alma, de mostrar que existe, que me conhece e ama. E a Beata Angela quer nos deixar atentos a estes sinais com os quais o Senhor nos toca a alma, atentos à presença de Deus, para aprender, assim, o caminho com Deus e rumo a Deus, na comunhão com Cristo Crucificado. Oremos ao Senhor para que nos torne atentos aos sinais da sua presença, que nos ensine a viver realmente”.
Fonte: Site Zenit.Org
O ato de agradecer
O despertar do espírito missionário, do mês de outubro, mostra que o cristão tem uma identidade que o leva a agir como anunciador da Palavra de Deus. Mais do que um peso, é motivo de gratidão pelo tamanho da confiança que Deus coloca em suas mãos. Ele confia às pessoas o anúncio de sua mensagem.
Convicto desta missão, o cristão não fica restrito à sua comunidade. Ele tem um olhar expandido, é preocupado com aqueles que estão distantes do convívio fraterno em seu território. Exerce o poder da “cura”, da formação de consciência e de retomada de identidade e de convivência.
O caminho missionário é de reconstrução do sentido fecundo da vida humana e da prática de fé, criando comunhão íntima com Jesus Cristo. É a superação da infidelidade, entendendo que o Filho de Deus é sempre fiel e nunca age de forma diversa e com irresponsabilidade em relação ao Pai.
A missão cristã existe sob a força da compaixão, de reconhecimento do valor existente na vida de cada pessoa, como objeto da ação vivificadora de Deus. Isto passa pela confiança e pela disponibilidade do indivíduo atingido, abrindo seu coração para a vivência da Palavra anunciada.
Quem é recuperado de suas deficiências, normalmente agradece pelo benefício recebido. O gesto de gratidão é um mecanismo totalmente cristão. Tudo o que Deus faz é merecedor de ação de graça, de louvor de nossa parte, de um coração que se deixou tocar e ficou sensibilizado pelo que recebeu.
Esta atitude de gratidão é um ato de fé, de uma vida transformada, de encontro com Jesus Cristo e de vivência de sua Palavra. Isto atinge a totalidade da pessoa, principalmente porque fica curada física e espiritualmente. Tudo recebemos de Deus como dom, que deve ser valorizado e agradecido.
Quando participamos de uma Celebração Eucarística, estamos realizando um ato de agradecimento, de reconhecimento e louvor por todas as coisas recebidas na vida, indispensáveis para uma vida saudável e feliz. Tudo brota do coração de Deus e beneficia a nós, suas criaturas.
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto
Fonte: Site CatolicaNet
Ruptura matrimonial, nova causa da pobreza
O alto custo da desintegração familiar
Pe. John Flynn, LC
ROMA, domingo, 10 de outubro de 2010 - O Departamento de Censo dos Estados Unidos divulgou, no dia 16 de setembro, os últimos números sobre renda e pobreza. Segundo o informe, o índice oficial de pobreza nos Estados Unidos, em 2009, era de 14,3%, acima dos 13,2% de 2008.
Em números concretos, isso elevou, em 2009, a 43,6 milhões de pessoas em estado de pobreza, em comparação com as 39,8 milhões de 2008.
A nota de imprensa observou que foi o terceiro aumento anual consecutivo.
O limiar oficial de pobreza para uma família de 4 membros, em 2009, era de 21,954 dólares. Algumas reportagens da imprensa sobre os dados indicaram que os números do Departamento de Censo só levam em consideração as entradas monetárias e o número dos considerados pobres seria de vários milhões a menos se não levassem em conta outros benefícios.
Não há dúvida de que um importante fator no aumento da pobreza foi a recessão econômica. No dia 20 de setembro, o National Bureau of Economic Research declarou que a recessão começou em dezembro de 2007 e terminou oficialmente em junho de 2009. Trata-se da recessão mais longa dos Estados Unidos desde o final da 2ª Guerra Mundial.
Outro documento, divulgado no mesmo dia que o informe do Departamento de Censo, destacou uma importante causa de pobreza que costuma ser esquecida: a ruptura matrimonial. “Marriage: America’s Greatest Weapon Agaisnt Child Poverty” (Casamento: a melhor arma americana contra a pobreza infantil) foi escrito por Robert Rector e publicado pela Heritage Foundation.
“O casamento continua sendo a arma mais forte contra a pobreza na América do Norte; ainda assim, continua diminuindo”, afirmou Rector.
Pais solteiros
Segundo os dados do Departamento de Censo dos Estados Unidos referentes a 2008, o índice de pobreza para os progenitores solteiros com filhos nos EUA era de 36,5% - um dado interessante, se comparado com os 6,4% dos casais casados com filhos. Assim, crescer em uma família casada reduz 80% da probabilidade de que uma criança viva na pobreza.
Rector admitiu que algumas destas diferenças consistem no fato de que os progenitores solteiros têm em geral uma preparação educativa inferior que os casais casados. Inclusive assim, quando os casais casados se comparam com os progenitores solteiros com o mesmo nível de educação, o índice de pobreza dos casados é ainda 75% inferior.
O estudo observou, além disso, que infelizmente o casamento está diminuindo com rapidez nos Estados Unidos. Durante a maior parte do século XX, quase todas as crianças nasciam de casais casados. Assim, quando o presidente Lyndon Johnson lançou a Guerra contra a Pobreza, em 1964, 93% das crianças nascidas nos EUA vinham de casais casados.
Nos anos seguintes, houve uma mudança espetacular na situação. Em 2007, somente 59% dos nascimentos da nação eram de casais casados.
Rector também comentou que não devemos pensar que este fenômeno se deve sobretudo a gravidezes e nascimentos adolescentes. De fato, em 2008, somente 7,7% dos nascimentos que aconteceram fora do casamento nos EUA eram de mulheres menos de 18 anos; 75% deles eram de mulheres adultas jovens entre 19 e 29 anos.
“O declínio do casamento e o crescimento dos nascimentos fora dele não são um assunto de adolescentes; são o resultado da ruptura de relações de homens e mulheres adultos jovens”, afirmou Rector.
Em geral, as famílias monoparentais abrangem um terço de todas as famílias com filhos, mas 71% das famílias pobres com filhos são monoparentais. Em contraste, 74% de todas as famílias não pobres com filhos são de casais casados, observou o estudo.
A transformação massiva a famílias monoparentais também significou um grande custo para as finanças públicas. Segundo Rector, o governo federal leva adiante mais de 70 programas de bem-estar que proporcionam ajuda às pessoas com baixos recursos. No ano fiscal 2010, o governo federal e os governos estatais gastaram 400 bilhões de dólares em recursos para famílias com filhos e baixos recursos, afirmou. E cerca de 75% desta assistência, isto é, 300 bilhões de dólares, foram destinados a famílias monoparentais.
Diferenças
Dois fatores influenciam a probabilidade de que uma família seja monoparental: a etnia e a educação. O índice de nascimentos extraconjugais (o número total de nascimentos fora do casamento para as mães de um grupo dividido por todos os nascimentos do grupo durante o mesmo ano) para toda a população foi de 40,6% em 2008. No entanto, entre as mulheres brancas não hispanas foi somente de 28,6%; entre as hispanas, este número quase dobrou (52,5%); e entre negras, foi de 73,3%.
Outro fator é a educação. “Os EUA estão se dividindo em um sistema de duas castas, com o casamento e a educação como linha divisória”, comentou Rector.
Em 2008, nasceu nos EUA, fora do casamento, 1,72 milhão de crianças. A maioria delas nasceu de mulheres adultas jovens com estudos do Ensino Médio ou inferiores. De fato, mais de 60% dos nascimentos de mulheres que haviam abandonado o Ensino Médio aconteceram fora do casamento. Em contraste, entre as mulheres com pelo menos um título universitário, somente 8% dos nascimentos aconteceram fora do casamento.
“Para combater a pobreza, é vital robustecer o casamento; e para robustecer o casamento, é vital que se dê à população de risco uma compreensão clara e efetiva das vantagens do casamento e dos custos e consequências da maternidade extramarital”, concluiu Rector.
Outros países
Os EUA não são o único país que teve um grande aumento na maternidade extraconjugal. Segundo a agência de estatística europeia (Eurostat), o número de filhos nascidos fora do casamento nas 27 nações da União Europeia dobrou durante as últimas duas décadas, segundo informou o New York Times em 9 de setembro.
Em 2008, 35,1% dos nascimentos aconteceram fora do casamento. Há menos de 20 anos, em 1990, eram somente 17,4%. Segundo a Eurostat, todas as nações da União Europeia, exceto a Dinamarca, experimentaram um aumento.
No começo deste ano, um informe sobre o índice de casamentos na Inglaterra e País de Gales anunciou que se casaram menos pessoas desde que se começou a recolher informações, em 1862, segundo o jornal Independent, em sua edição de 11 de fevereiro.
Diminuíram tanto os casamentos no civil como os religiosos. Estes últimos somam apenas 30% de todos os casamentos.
Pela primeira vez, menos de uma de cada 50 mulheres solteiras se casou em 2008, observou o artigo. Houve 232.990 casamentos na Inglaterra e País de Gales - 35 mil a menos que na década anterior.
Mais ao Norte, na Escócia, a situação não é melhor, como informou um artigo de 12 de março. No ano passado, houve somente 27.524 casamentos - o número mais baixo desde 1893.
Um porta-voz da Igreja Católica na Escócia criticou o governo britânico por não dar mais incentivos econômicos aos casais para casar-se, de maneira que o casamento seja economicamente mais atraente.
“Infelizmente, este governo penalizou o casamento por meio de um sistema de impostos que contribuiu para a atual crise”, declarou ao Scotsman.
À luz destas estatísticas, não foi uma surpresa ler uma reportagem publicada em 25 de junho no jornal Daily Mail, do Reino Unido, sobre o fato de que quase 1 de cada 3 filhos vive sem seu pai ou sua mãe.
Segundo uma análise dos dados do Departamento Nacional de Estatísticas, 3,8 milhões de filhos vivem sem um dos seus pais biológicos porque têm uma mãe solteira ou seu pai ou sua mãe abandonou o lar. Representam 30% de todas as crianças.
Há 2,7 milhões que vivem com a mãe solteira de 200 mil só com o pai. Outras 500 mil vivem em famílias de adoção em coabitação, e 400 mil em famílias de adoção casadas. Seu número subiu para 600 mil desde 1999.
Em seu discurso de boas-vindas, em 13 de setembro, ao novo embaixador da Alemanha, Bento XVI expressou sua preocupação pelo enfraquecimento do conceito cristão de casamento e de família. Uma característica central deste é que o casamento é uma união duradoura e permanente dos esposos.
Os modelos alternativos de casamento e de vida familiar levarão a uma confusão de valores na sociedade, advertiu o Papa.
É óbvio que este dano ao bem comum da sociedade traz consigo também o alto custo econômico para milhões de adultos e crianças.
Fonte: Site Zenit.Org
Família, Formadora de Valores Humanos e Cristãos
Por Dom Canísio Klaus
Agosto é o mês vocacional e também pode ser chamado mês da família. Toda vocação tem sua origem na família. Valorizando a família promoveremos as vocações. A família é geradora da vida e berço das vocações. Tudo começa na instituição familiar, criada por Deus no início da criação. Portanto a família é uma instituição divina e tem a marca de Deus que é o Amor.
Celebramos a Semana Nacional da Família de 7 a 14 de agosto, com o tema: “Família, Formadora de Valores Humanos e Cristãos”.
É verdade! É no seio da família que se inicia todo o processo formativo do ser humano. Sempre, na historia, a família foi considerada a primeira escola de fé e dos valores humanos e cristãos. É ali que aprendemos a dizer pela primeira vez: papai, mamãe. É também no colo dos nossos pais que aprendemos a fazer o sinal da cruz e a rezar as primeiras orações. É na convivência familiar que somos iniciados ao respeito, obediência, trabalho e partilha. É no seio da família que aprendemos as primeiras virtudes cristãs e os princípios éticos e morais da justiça e da fraternidade.
É por estes motivos que o Papa Bento XVI ensina que a família é o maior patrimônio da humanidade e o tesouro mais importante dos povos.
Ela tem sido e é a escola da fé, dos valores humanos e cívicos, lar em que a vida humana nasce e é acolhida generosa e responsavelmente. Por isso a família é insubstituível para a vida dos povos.
A família é o espaço sagrado de nascermos, vivermos e morrermos dignamente. Não há outro lugar mais nobre para o ser humano desenvolver-se integralmente. Mas para que a família seja de fato o santuário da vida, é preciso escolher e experimentar os valores fundamentais que a sustentam, tais como o amor, a fidelidade, o respeito, a espiritualidade, a fé e a oração.
Você sabe muito bem o valor da família em sua vida. Já pensou o que seria de você sem a sua família? Se você ama a sua vida, também deve amar a sua família. E, se ama sua família, o que faz por ela?
Sugiro que, para fortalecer e iluminar seu amor e espiritualidade familiar, leia e reflita o texto de Mateus 6, 19-21. Depois responda para si mesmo:
1. O que eu considero tesouro em minha vida.
2. O que mais me alegra na vivencia familiar.
3. Quais as preocupações que eu tenho em relação à família.
Feliz Dia dos Pais e que Deus abençoe as famílias.
Amém.
Dom Canísio Klaus é Bispo da Diocese de Santa Cruz do Sul (RS).
Fonte: Site CNBB
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