O Ano Sacerdotal e a Batalha
Quando em 2009 o Papa Bento XVI proclamou o Ano Sacerdotal, exortando a todos os fieis que orassem pela santificação dos sacerdotes, estava declarando uma verdadeira guerra ao Inferno. Afinal, foi o próprio Senhor Jesus quem recordou ao primeiro Papa que as forças do inferno não poderão vencer a Igreja (cf. Mt 16, 18).
Se esta certeza da vitória final da Igreja nos enche o coração de esperança, também nos serve de alerta. Enquanto estivermos neste mundo haverá combate. E neste combate é importante compreendermos a estratégia do inimigo.
Digo isto porque, o Inimigo não é estúpido. Muito pelo contrário, é inteligente e utiliza a sua inteligência e todas as suas forças para seu objetivo principal que é destruir a Igreja. E isto já estava previsto na profecia: “porei inimizade entre ti e a mulher” (Gn 3, 15). Mas é bom lembrar que, quando se trata de uma luta de vida e morte, todo lutador procura atingir o adversário em um de seus pontos vitais. Se existe a possibilidade de se atingir o inimigo com um tiro na cabeça ou no coração, porque desperdiçar munição atirando em seus pés? Ora, Satanás sabe perfeitamente qual é o ponto vital da Igreja: a Eucaristia. A Igreja vive da Eucaristia – Ecclesia de Eucharistia.
Se é assim, compreende-se imediatamente a importância vital do sacerdócio. Tentando destruir o sacerdócio católico e declarando guerra aberta aos nossos padres, o demônio está tentando destruir a Igreja, atingindo-lhe o coração. Sem sacerdotes não há Eucaristia, sem Eucaristia não há Igreja.
Não nos deixemos enganar. A guerra midiática travada contra a Igreja ao redor dos escândalos sexuais de alguns sacerdotes não é uma batalha pela moralidade, nem uma preocupação com a castidade dos menores envolvidos. Em toda esta crise é o Santo Padre que tem manifestado enfaticamente a sua solidariedade às vítimas de abusos sexuais e tem dado orientações claras de que não devemos encobrir estes pecados vergonhosos.
É extremamente significativo que as mesmas pessoas que rasgam as vestes diante dos escândalos sexuais de padres, não façam nada para tutelar a pureza dos menores. Mas, ao contrário, apoiam a distribuição gratuita de camisinhas e lubrificantes sexuais aos nossos filhos, nas escolas públicas e em postos de saúde. Trata-se da mesma corja que patrocina programas de deseducação sexual em tvs abertas e alardeia como “direitos sexuais” as depravações da moda.
Não posso crer que estes lobos ferozes, que em sua maioria leva uma vida muito distante da castidade cristã, tenham se transformado milagrosa e repentinamente em uma legião de anjos da guarda, que zelam pela pureza de nossos filhos. Diria que mais se parecem com aqueles abutres que rodeiam um animal ferido e que fazem o possível para lhe abreviar a agonia para tirar proveito, o quanto antes, de sua carcaça. E a vítima, quem é? Um punhado de padres pedófilos? Não, mas sim o sacerdócio católico.
Não nos iludamos. Esta reação em massa não se explica apenas como um empreendimento humano. São Paulo nos lembra que não é contra a carne e contra o sangue que lutamos, mas contra espíritos malignos espalhados pelo espaço (cf. Ef 6, 12). A raiz do problema é portanto espiritual. E, se é assim, qual deve ser a nossa reação espiritual? Precisamos crer mais fortemente no sacerdócio católico; rezar e oferecer sacrifícios pela conversão e santificação dos sacerdotes, não somente neste ano sacerdotal, mas sempre.
Precisamos nos dar conta da grandeza do sacerdócio e da fragilidade de nossos sacerdotes. A grandeza do sacerdócio nos leva a considerar humildemente o quanto dependemos destes ministros do Senhor. Sem eles não temos as duas coisas mais importantes que podemos fazer em nossa vida espiritual: receber o perdão dos pecados e a eucaristia.
Esta grandeza do sacerdócio me leva a ser ousado e a professar minha fé neste grande dom de Deus. Já disse várias vezes, e algumas pessoas se escandalizaram com isto, que se na hora de minha morte eu tivesse de escolher entre ter ao meu lado a Virgem Imaculada e um sacerdote imundo e criminoso, eu preferiria ter o sacerdote. E a razão é muito simples. Nossa Senhora é maior e mais santa do que aquele padre miserável, mas não sendo sacerdote, ela não pode me dar os últimos sacramentos e o perdão de meus pecados. O sacerdote pode.
Por felicidade nossa, porém, nós católicos não precisamos fazer esta escolha. Podemos ter em nosso leito de morte, ao mesmo tempo, nossa Mãe santíssima e um sacerdote que, esperemos, esteja trilhando o caminho da santidade e da virtude.
Como uma arma neste combate, Deus nos presenteou com o Papa certo, na hora certa. Ele não é apenas um grande teólogo, mas também um homem espiritual que sabe com que armas a Igreja pode lutar. A Igreja não vive de reuniões, marketing e estratégias. A Igreja vive da Eucaristia. E os sacerdotes são os instrumentos de Deus que nos fazem entrar nesta vida. Ao convocar um ano sacerdotal para a santificação dos sacerdotes, o Santo Padre o Papa se colocou na linha de frente de uma grande batalha espiritual.
Por isto, recordemo-nos também de rezar e oferecer sacrifícios por este grande homem de Deus, o Papa Bento XVI. Que o Senhor o conforte nesta grande batalha espiritual e lhe dê a certeza de que não está sozinho, mas cercado de uma multidão de irmãos (cf. Rm 8,29).
Fonte: Blog Pe. Paulo Ricardo
Dízimo: Gratidão, Devolução, Partilha e Serviço
O dízimo é prova de gratidão para com Deus, de Quem tudo recebemos. Devolução a Deus, por meio da Igreja, de um pouco do muito que Ele nos dá. Contribuição para com a comunidade, da qual fazemos parte pelo Batismo. Partilha que nasce do amor aos irmãos e irmãs, especialmente em relação aos empobrecidos.
02. O dízimo não é apenas “um jeito” de arrecadar dinheiro para a Igreja?
Não. O dízimo é, para nós cristãos, expressão da fé que temos em Deus e do nosso amor à Igreja.
03. Foi a Igreja que inventou o dízimo?
Não. O dízimo nasceu espontaneamente do coração humano, muito antes da Igreja ser instituída por Jesus. Já nos tempos do Antigo Testamento, o dízimo era uma das formas pela qual o povo honrava a Deus e sustentava a comunidade.
04. Onde posso ler na Bíblia sobre o dízimo?
Leia as citações onde a Palavra de Deus nos orienta sobre o dízimo: Gn 14, 17-20 (Abraão dá o dízimo a Melquisedec); Gn 28,20-22 (Jacó promete o dízimo a Deus); Ex 22,28-29 (deve-se oferecer a Deus o melhor); Lv 27,30-33(o dízimo comunidade); Dt 12,6.11.17 (normas a respeito de dízimo); Dt 14,22-29 (o dízimo como devolução a Deus); Dt 26,12-15 (o dízimo para os mais pobres); 1Sm 8,14-18 (odízimo a serviço do rei); 2Cr31,2-10 (o dízimo e o clero); Ne 10,33-40 (o dízimo e o templo); Ne 13,10-12 (o dízimo e os ministros do templo); Tb 1,6-8(o testemunho de um dizimista fiel); Ml 3,5-12(o dízimo é uma fonte de bênçãos); Mt 23,23(não basta dar o dízimo, antes é necessário ser justo e misericordioso) e, 1Cor 9,13-14 (quem vive integralmente para Evangelho deve viver do Evangelho).
05. Quem pode e deve contribuir com o dízimo?
Pode e deve contribuir com o dízimo quem participa da vida da comunidade, ou seja, quem se esforça por ser verdadeiro cristão, “de fato” e não apenas “de nome”.
06. Não basta, portanto, apenas contribuir com o dízimo?
Não, não basta. O dízimo é uma das expressões da fé, mas não a única. A participação nas celebrações, nos sacramentos, nos ministérios, no serviço prestado aos empobrecidos são, juntamente com o dízimo, expressões de uma fé adulta e consciente.
07. Quanto se deve dar de dízimo?
O dízimo dos católicos baseia-se no amor e na gratidão a Deus e deve ser dado com alegria, como escreve São Paulo: “Cada um dê de acordo com o seu coração” (2Cor9,7).
Jesus jamais pressionou a alguém a pagar os dízimos, mas deu-nos o seu exemplo de fidelidade ao Templo. Ele, antes, sempre usou de misericórdia para com as pessoas e nos ensina: “sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc6,36).
Por isso, respeitar as pessoas, seja qual for a sua condição de vida e deixar a liberdade de decidir sobre a porcentagem do dízimo que vai entregar à comunidade, é seguir corretamente a Palavra de Deus.
08. Quando se deve contribuir com o dízimo?
O ideal é que o dízimo seja oferecido mensalmente. Assim, é possível à comunidade organizar-se prevendo as entradas de cada mês. Nada impede, porém que, em algumas comunidades, de um modo especial naquelas da área rural, o dízimo seja entregue a cada seis meses, ou anualmente.
09. Tem importância o quanto se dá de dízimo?
Sim, já que cada cristão deve dar o correspondente à sua generosidade. Alguns (ou muitos?) oferecem a Deus apenas migalhas, sem lembrar que dízimo é devolução e partilha, e não esmola. O justo é que cada um dê de acordo com as suas possibilidades, sem sacrificar a família e, ao mesmo tempo, sem oferecer apenas o que lhe sobra. Por isso, o Novo Testamento não fala de um valor fixo de dízimo para todos, mas apela à generosidade dos que têm fé. Quem possui mais bens neste mundo tem mais, tem obrigação, diante de Deus, de devolver mais, quem possui ou recebeu menos, devolve menos. É uma questão de consciência.
10. Alguém, na comunidade, está dispensado de contribuir com o dízimo?
Não, ninguém está dispensado de contribuir com o dízimo, nem mesmo o padre. Todos, sem exceção, devem contribuir para, juntos, formar a comunidade, sendo responsáveis por ela. Infelizmente algumas pessoas podem se achar no direito de não dar o seu dízimo porque já trabalham nas pastorais e movimentos. O ora, eles deveriam ser os primeiros a contribuir, tanto por convicção como para a
edificação dos demais.
11. Os pobres também devem oferecer o dízimo?
Sim! Os pobres devem oferecer o dízimo, porque também eles têm muito a agradecer a Deus. Por menor que seja, o dízimo que oferecem tem muito valor, e deve ser recebido com carinho e gratidão pela comunidade. Como o óbulo da viúva do Evangelho.
12. Para onde vai o dinheiro do dízimo?
O dízimo, todo ele, é investido na Igreja. Uma pequena porcentagem (10%) é entregue à Cúria Diocesana, que está a serviço das comunidades. O restante é dividido entre a comunidade doadora e a sede paroquial. Vejamos alguns exemplos onde o dízimo é aplicado: na manutenção da Igreja, do salão comunitário, das salas de catequese, da casa paroquial; no custeio de funcionários; na formação dos agentes de pastoral (catequistas, ministros, coordenadores, secretários/as, líderes); na assistência e promoção dos pobres etc.
13. Como o dízimo possibilita o serviço aos pobres?
O dízimo possibilita o serviço aos pobres através da sua assistência e promoção por parte da paróquia. Uma parte do dízimo, a ser estipulada pela paróquia, deve ser destinada à caridade, ficando a comunidade responsável pelos critérios de aplicação. O essencial é lembrar que, no pobre que suplica, está presente o próprio Jesus.
14. O dízimo deve facilitar a formação e capacitação dos agentes de pastoral?
Sem dúvida! O dízimo não é apenas para manter ou construir salas, mas também para formar aqueles que evangelizam através das diversas pastorais na comunidade. Eles, os agentes, devem ser formados na paróquia e fora dela (nos encontros diocesanos). Investir em agentes é uma das prioridades da aplicação do dízimo.
15. E a Liturgia, como se beneficia do dízimo?
É ele que a possibilita, em grande parte. É com o dízimo que devem ser adquiridos o material litúrgico para o altar e os ornamentos para a Igreja. Quem contribui com o dízimo ajuda à sua comunidade a rezar unida.
16. Quem deve prestar contas à comunidade do dízimo oferecido e utilizado por
seus membros?
A Equipe do Dízimo da comunidade deve prestar contas do dízimo recebido e de como ele foi aplicado. À frente dessa equipe, deve estar o pároco, ou outro padre da paróquia, designado por ele. Os fiéis tem não só o direito, mas também o dever, de acompanhar tudo o que diga respeito à vida cotidiana da comunidade, inclusive o dízimo.
17. Então, o padre não acaba ficando com todo o dinheiro do dízimo?
Não! O padre recebe o seu ‘salário’. Esse ‘salário’, que se chama ‘côngrua’ porque o sacerdote não é empregado da paróquia, mas seu pastor próprio, é retirado do dízimo. É justo que o seja, uma vez que o padre está a serviço da comunidade em tempo integral (1Cor 9,13-14). Contudo, o dízimo não é para o padre e sim para a comunidade da qual o padre faz parte, como fiel de Cristo. Por isso, é importante acompanhar a prestação de contas que a Equipe do Dízimo faz periodicamente.
18. Então a Paróquia tem obrigação de prestar contas do dízimo?
Não só do dízimo, mas de todas as entradas e saídas. Por isso, o Código de Direito Canônico, que é a lei maior da Igreja Católica, obriga a todas as paróquias e às dioceses a que tenham o seu Conselho Econômico. A ele, cabe a administração dos bens e recursos, assim como a prestação de contas e os orçamentos. Em alguns casos, a decisão do conselho é indispensável para a validade dos atos administrativos.
19. Quem deve participar desse conselho?
Seus membros devem ser católicos praticantes, competentes e honestos na administração dos bens e devem participar do Conselho Paroquial ou Diocesano de Pastoral. Devem escolhidos entre o seus membros ou integrados a eles. Também o Conselho de Pastoral é obrigatório em todas as paróquias pelo Direito Diocesano, embora este tenha apenas voto consultivo.
20. Com a implantação do dízimo, as ofertas deixam de ser dadas?
Não. As ofertas dadas na Missa, durante a procissão das oferendas, devem continuar. Expressam a comunhão pessoal do cristão com o que se oferece em união com o Divino Sacrifício. Os cristãos, além de contribuir com o dízimo, têm o direito de fazer ofertas por ocasião da Missa, do culto ou da recepção de sacramentos ou sacramentais. O importante é saber que as ofertas são opcionais, enquanto que o Dízimo é obrigação ensinada pela Palavra de Deus.
20. Por que o dízimo é uma fonte de bênçãos?
O dízimo é uma fonte de bênçãos porque tudo o que é feito com amor e por amor agrada a Deus. Deus não se “vende” nem pelo dízimo que oferecemos a Ele nem por qualquer outra oferta. Ele sempre se dá por inteiro; nós é que não O acolhemos de forma sempre generosa e plena.
O dízimo é, antes de tudo, um caminho de conversão. Ao partilhar, eu me transformo interiormente, superando o egoísmo. Quem vence o egoísmo acolhe com mais facilidade a Deus e às suas bênçãos. Abre-se melhor à generosidade de Deus que é generoso para com a sua comunidade.
É fácil “lavar as mãos” ou “cruzar os braços” e deixar que os outros façam o que compete a eles e também o que compete a nós. São muitos os cristãos acomodados que vivem deitados em “berço esplêndido” vendo e, quase sempre, criticando o trabalho que os outros realizam. Não se deixe vencer pelo egoísmo nem pela preguiça! Faça sua parte, participando espiritual e financeiramente da vida da sua comunidade: ela é a sua segunda família.
Deixe de lado os argumentos falsos que lhe têm afastado do dízimo. Procure, hoje mesmo, a Equipe do Dízimo de sua comunidade ou a secretaria paroquial e inscreva-se para fazer parte dos que verdadeiramente se comprometem com a missão de evangelizar.
Deus está batendo à sua porta e esperando o seu ‘sim’. Deus está lhe dando mais uma oportunidade! Diga ‘sim’ e seja mais uma testemunha viva do AMOR DE DEUS!
Fonte: http://www.diocesedetocantinopolis.org.br/dizimo.html
O Evento “Sacerdotes Hoje” foi um dos eventos que marcou o encerramento do Ano Sacerdotal no Vaticano
O Evento “Sacerdotes Hoje”, realizado na Sala Paulo VI, no Vaticano, no dia 9 de junho deste ano, no contexto do encerramento do Ano Sacerdotal, foi provomido por sacerdotes ligados a vários Movimentos Eclesiais, entre eles o Movimento dos Focolares, de Schönstat, da Renovação Carismática Católica e outros. Cerca de quatro mil sacerdotes e grande número de leigos lotaram o palco do evento que foi transmitido pela internet e por várias redes de televisão.
Ao longo deste Ano Sacerdotal, proclamado pelo Papa Bento XVI e celebrado por ocasião dos 150 anos da morte do Cura D’Ars, Perspectivas de Comunhão procurou fazer chegar a todos os leitores um conteúdo em plena sintonia com esse acontecimento eclesial. Com esse número desejamos salientar os momentos principais do encontro “Sacerdotes Hoje”, a começar por um pensamento espiritual de Chiara Lubich, fundadora dos Focolares apresentado neste mesmo local em 1982.
Representando o Santo Padre, o Card. Tarcísio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, transmitindo a todos a saudação de Bento XVI, destacou que “a nossa vida se conjuga no plural. O sacerdote é o homem da comunhão, e gosto de enfatizar que respirar a comunhão é um elemento fundamental para a saúde do corpo da Igreja”.
Além de ser promovido por sacerdotes pertencentes a vários Movimentos eclesiais, em plena sintonia com a Igreja e com as demais iniciativas para a conclusão do Ano Sacerdotal, o testemunho que transpareceu neste encontro foi o de uma verdadeira comunhão. Com muita coragem foram abordados os grandes desafios enfrentados pelos sacerdotes, destacando como a comunhão presbiteral e a unidade com toda a comunidade eclesial são decisivas para encontrar a harmonia interior e a luz para o caminho a ser percorrido.
Neste número ainda tanscrevemos algumas das respostas que o Papa Bento XVI concedeu aos sacerdotes, representantes dos cinco continentes que, no dia 10 de junho deste ano, o interrogaram sobre como proceder para atender a um número sempre maior de pessoas e comunidades e ainda como suprir à necessidade de uma formação sacerdotal permanente e de qualidade.
Comovedoras as inúmeras experiências, como a do sacerdote que, com a ajuda da comunidade, conseguiu superar o alcoolismo; e também o impressionante testemunho de três sacerdotes sobreviventes ao massacre ocorrido no Seminário Menor de Buta, no Burundi, em 1997, quando ainda se encontravam no período de formação.
Fonte: Site Perspectivas de Comunhão - Artigo do Pe. Padre Antonio Capelesso
Encontro de Preparação ao Matrimônio - Curso de Noivos de nossa paróquia– Dias 15 e 16/05
No último final de semana, dias 15 e 16 de maio, ocorreu em nossa paróquia os Curso de Noivos, promovido pela Pastoral do Matrimonio, que contou com a presença de 20 casais. O cuso iniciou no sábado, às 14h e se encerrou com um almoço no domingo.
Este curso tem como objetivo despertar nos participantes a compreensão e vivência da fé e do amor no Sacramento do Matrimônio, fazendo-os conhecer suas responsabilidades na construção de uma família evangelizadora e transformadora da sociedade, com base em uma evangelização fundamental, capacitando-os para uma opção consciente e livre por Jesus Cristo e sua mensagem, para terem condições de assumir o casamento como um lugar de amor, um projeto de felicidade e um caminho de Santidade.
Faz-se necessário salientar que sem colaboração de todos os que trabalharam neste encontro, a realização dele não seria possível, por isso a Pastoral do Matrimônio agradece a todos os seus integrantes diretos e colaboradores que nos ajudaram a plantar estas sementes de amor e fé nos corações destes casais.
Abaixo confira as fotos deste maravilhoso encontro:
Muito mais que pedofilia - Por Cardeal Odilo Pedro Scherer
As notícias sobre pedofilia, envolvendo membros do clero, difundiram-se de modo insistente. Tristes fatos, infelizmente, existiram no passado e existem no presente; não preciso discorrer sobre as cenas escabrosas de Arapiraca… A Igreja vive dias difíceis, em que aparece exposto o seu lado humano mais frágil e necessitado de conversão. De Jesus aprendemos: “Ai daqueles que escandalizam um desses pequeninos!” E de São Paulo ouvimos: “Não foi isso que aprendestes de Cristo”.
As palavras dirigidas pelo papa Bento XVI aos católicos da Irlanda servem também para os católicos do Brasil e de qualquer outro país, especialmente aquelas dirigidas às vítimas de abusos e aos seus abusadores. Dizer que é lamentável, deplorável, vergonhoso, é pouco! Em nenhum catecismo, livro de orientação religiosa, moral ou comportamental da Igreja isso jamais foi aprovado ou ensinado! Além do dano causado às vítimas, é imenso o dano à própria Igreja.
O mundo tem razão de esperar da Igreja notícias melhores: Dos padres, religiosos e de todos os cristãos, conforme a recomendação de Jesus a seus discípulos: “Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que eles, vendo vossas boas obras, glorifiquem o Pai que está nos céus!” Inútil, divagar com teorias doutas sobre as influências da mentalidade moral permissiva sobre os comportamentos individuais, até em ambientes eclesiásticos; talvez conseguiríamos compreender melhor por que as coisas acontecem, mas ainda nada teríamos mudado.
Há quem logo tem a solução, sempre pronta à espera de aplicação: É só acabar com o celibato dos padres, que tudo se resolve! Ora, será que o problema tem a ver somente com celibatários? E ficaria bem jogar nos braços da mulher um homem com taras desenfreadas, que também para os casados fazem desonra? Mulher nenhuma merece isso! E ninguém creia que esse seja um problema somente de padres: A maioria absoluta dos abusos sexuais de crianças acontece debaixo do teto familiar e no círculo do parentesco. O problema é bem mais amplo!
Ouso recordar algo que pode escandalizar a alguns até mais que a própria pedofilia: É preciso valorizar novamente os mandamentos da Lei de Deus, que recomendam atitudes e comportamentos castos, de acordo com o próprio estado de vida. Não me refiro a tabus ou repressões “castradoras”, mas apenas a comportamentos dignos e respeitosos em relação à sexualidade. Tanto em relação aos outros, como a si próprio. Que outra solução teríamos? Talvez o vale tudo e o “libera geral”, aceitando e até recomendando como “normais” comportamentos aberrantes e inomináveis, como esses que agora se condenam?
As notícias tristes desses dias ajudarão a Igreja a se purificar e a ficar muito mais atenta à formação do seu clero. Esta orientação foi dada há mais tempo pelo papa Bento XVI, quando ainda era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Por isso mesmo, considero inaceitável e injusto que se pretenda agora responsabilizar pessoalmente o papa pelo que acontece. Além de ser ridículo e fora da realidade, é uma forma oportunista de jogar no descrédito toda a Igreja católica. Deve responder pelos seus atos perante Deus e a sociedade quem os praticou. Como disse São Paulo: Examine-se cada um a si mesmo. E quem estiver de pé, cuide para não cair!
A Igreja é como um grande corpo; quando um membro está doente, todo o corpo sofre. O bom é que os membros sadios, graças a Deus, são a imensa maioria! Também do clero! Por isso, ela será capaz de se refazer dos seus males, para dedicar o melhor de suas energias à Boa Notícia: para confortar os doentes, visitar os presos nas cadeias, dar atenção aos abandonados nas ruas e debaixo dos viadutos; para ser solidária com os pobres das periferias urbanas, das favelas e cortiços; ela continuará ao lado dos drogados e das vítimas do comércio de morte, dos aidéticos e de todo tipo de chagados; e continuará a acolher nos Cotolengos criaturas rejeitadas pelos “controles de qualidade” estéticos aplicados ao ser humano; a suscitar pessoas, como Dom Luciano e Dra. Zilda Arns, para dedicarem a vida ao cuidado de crianças e adolescentes em situação de risco; e, a exemplo de Madre Teresa de Calcutá, ainda irá recolher nos lixões pessoas caídas e rejeitadas, para lavar suas feridas e permitir-lhes morrer com dignidade, sobre um lençol limpo, cercadas de carinho. Continuará a mover milhares de iniciativas de solidariedade em momentos de catástrofes, como no Haiti; a estar com os índios e camponeses desprotegidos, mesmo quando também seus padres e freiras acabam assassinados.
E continuará a clamar por justiça social, a denunciar o egoísmo que se fecha às necessidades do próximo; ainda defenderá a dignidade do ser humano contra toda forma de desrespeito e agressão; e não deixará de afirmar que o aborto intencional é um ato imoral, como o assassinato, a matança nas guerras, os atentados e genocídios. E sempre anunciará que a dignidade humana também requer comportamentos dignos e conformes à natureza, também na esfera sexual; e que a Lei de Deus não foi abolida, pois está gravada de maneira indelével na coração e na consciência de cada um.
Mas ela o fará com toda humildade, falando em primeiro lugar para si mesma, bem sabendo que é santa pelo Santo que a habita, e pecadora em cada um de seus membros; todos são chamados à conversão constante e à santidade de vida. Não falará a partir de seus próprios méritos, consciente de trazer um tesouro em vasos de barro; mas, consciente também de que, apesar do barro, o tesouro é precioso; e quer compartilhá-lo com toda a humanidade. Esta é sua fraqueza e sua grandeza!
Cardeal Odilo Pedro Scherer é Arcebispo da Arquidiocese de São Paulo/SP.
Fonte: Artigo publicado em O ESTADO DE SÃO PAULO, ed. 11.04.2010.
Do site: http://www.revistaparoquias.com.br/index.php/2010/04/palavra-do-pastor/
Os 100 anos da Arquidiocese de Porto Alegre
No dia 15 de Agosto de 2010 a Arquicese de Porto Alegre completa 100 anos de existência.
Sua história teve início com a Criação da Diocese de São Pedro do Rio Grande do Sul (o então nome da cidade de Porto Alegre) pelo Papa Pio IX, em 07/05/1848. Em 15/08/1910 foi criada a Província Eclesiástica no Rio Grande do Sul, sendo que Porto Alegre passa a ser Arquidiocese e são criadas as Dioceses de Pelotas, Santa Maria e Uruguaiana.
No ano de 1920, teve início a construção da Catedral Mãe de Deus, sede da Mitra da Arquidiocese de Porto Alegre. Em 1938 foi inaugurado o Seminário São José em Gravataí/RS.
Já em 1948, foi realizado em Porto Alegre o Congresso Eucarístico Nacional. Em 1954 foi inaugurado o Seminário Nossa Senhora da Imaculada Conceição emViamão.
Outro fato importante foi a visita do Papa João Paulo II, que o ocorreu nos dias 04 e 05/07/1980 e a Consagração da catedral Mãe de Deus que ocorreu em 10/08/1986.
Clique aqui e veja o folder comemorativo dos 100 anos da Arquidiocese de Porto Alegre/RS.
Fonte : Site da Arquidiocese de Porto Alegre/RS
A música católica não é feita para fazer sucesso
O músico exerce uma função importante na liturgia e também nos momentos de louvor. O que precisa estar muito presente no coração dele é a dinâmica da espiritualidade. A espiritualidade do músico católico deve ser voltada para a experiência católica.
Um exemplo: um músico católico que não vai à Missa, deixa de ser um músico católico, porque ela é o auge da espiritualidade católica. Outra coisa que precisa ficar presente na espiritualidade do músico católico é a Adoração Eucarística, buscar Jesus na Eucaristia e todas as suas vertentes, como a intimidade com a Palavra de Deus.
Você, músico, conhece muito bem as fontes de inspiração. Quando a música brota da Palavra de Deus, ela tem uma eficácia sobrenatural, basta você musicar a Palavra pela inspiração, buscar a harmonia no coração de Deus e você vai ver como a música “pega”. A Bíblia em si já traz vida, libertação e cura. Precisamos fazer uma experiência com a Palavra de Deus.
Algo importante também é a intimidade com o Espírito Santo, porque – em minha opinião, e creio que não seja só em minha opinião – isso é obra de Deus, pois a inspiração da música católica precisa vir do Espírito Santo.
Nós também não precisamos consultar harmonias da música secular para colocar na música católica. Pois, assim, perde em unção, perde em eficácia, porque o Espírito Santo é a criatividade por excelência. É Ele quem dá a criatividade, então, não há necessidade de buscá-la em outras fontes.
Há uma passagem do profeta Jeremias que diz: “Os grandes da cidade enviaram os servos à procura de água. Encaminham-se estes às cisternas; água, porém, não encontram, e voltam com os recipientes vazios, envergonhados, confundidos, cobertas as cabeças” (Jer 14,3). O povo estava deixando as águas puras para buscar água em cisternas vazias.
Isso é muito importante para que tenhamos consciência. Não deixe a “água pura”, a fonte da Palavra, da Eucaristia, da experiência dos santos, do relacionamento pessoal com a Virgem Maria. Tudo isso é fonte de inspiração. Não busque em “cisternas” vazias! Deus fala a nós nessa Palavra e nos indica o caminho a seguir.
A música, então, precisa brotar da oração e não de um acorde secular. O acorde é Deus quem vai dar. Conheço muitos músicos e, partilhando com eles sobre o nascimento de uma música, sei que ela vem de um momento de oração e Adoração Eucarística.
A música católica não é feita para fazer sucesso. O sucesso que Deus quer são almas salvas, vidas transformadas, pessoas curadas! E a música tem este poder. Assim como tem o poder de fazer uma pessoa se embriagar, se drogar – como vemos, por exemplo, nas festas rave – ela tem o poder de transformar uma vida. Nós precisamos “virar a mesa”, virar o jogo e apresentar uma música pura, que vem do Céu e transforma vidas.
Que Deus abençoe você e que Ele próprio o inspire. Não busque fora de Deus, porque só Ele tem a inspiração para o novo da sua canção.
Padre Roger Luis da Silva
Comunidade Canção Nova
blog.cancaonova.com/padrerogerluis
O que quer dizer “QUARESMA”?

A palavra Quaresma vem do Latim quadragésima e é utilizada para designar o período de quarenta dias que antecedem a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no famoso Domingo de Páscoa. Esta prática data desde o século IV.
Na Quaresma, que começa na quarta-feira de cinzas e termina na quarta-feira da Semana Santa, os católicos realizam a preparação para a Páscoa. O período é reservado para a reflexão, a conversão espiritual. Ou seja, o católico deve se aproximar de Deus visando o crescimento espiritual. Os fiéis são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Esta comparação significa um recomeço, um renascimento para as questões espirituais e de crescimento pessoal.
O cristão deve intensificar a prática dos princípios essenciais de sua fé com o objetivo de ser uma pessoa melhor e proporcionar o bem para os demais. Essencialmente, o período é um retiro espiritual voltado à reflexão, onde os cristãos se recolhem em oração e penitência para preparar o espírito para a acolhida do Cristo Vivo, Ressuscitado no Domingo de Páscoa. Assim, retomando questões espirituais, simbolicamente o cristão está renascendo, como Cristo. Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. Cada doutrina religiosa tem seu calendário específico para seguir.
A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.
Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d. C., a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.
Marco A.Alves
Pastoral do Batismo
P.N.Senhora da Boa Viagem
Quaresma - Tempo de Conversão
Esse é o tempo da liturgia, onde a Igreja nos exorta à conversão. É um tempo de preparação para a festa ápice do cristianismo: a Ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo de Páscoa.
A palavra vem do latim, que significa “quadragésima”, ou seja, são quarenta dias antecedentes à festa da Páscoa, cujo período começa na quarta-feira de cinzas e se estende até a quarta-feira da Semana Santa. Nesse tempo a Igreja nos conduz a uma reflexão mais intensa e a uma conversão espiritual, baseadas na proximidade de Cristo, através de seus prodígios e milagres realizados em nosso meio.
Todas as religiões têm períodos voltados à reflexão, eles fazem parte da disciplina religiosa. A essencialidade de um espírito voltado às atitudes santas nos dá um maior contato com o divino, introduzindo-nos ao incomensurável mistério da ressurreição do Cristo Vivo, proporcionando simbolicamente o renascer com Ele. Daí o sentido de voltar-se para a espiritualidade e para a conversão.
No que se refere ao calendário litúrgico, consta que cada doutrina religiosa tem o seu específico para seguir. Na liturgia da Igreja católica, os vários tempos litúrgicos são identificados pelas cores. Podemos presenciá-las nos vários adornos da igreja: na toalha do altar, na coberta do ambão, nos enfeites decorativos… e, principalmente, na vestimenta presbiteral. A cor representada no Tempo da Quaresma é o roxo, em sinal de luto e penitência.
Sabemos que a Bíblia possui uma linguagem alusiva, o que nos faz refletir sobre os diversos significados do mistério divino; por isso, o tempo de duração da Quaresma está baseado no simbolismo desse número, como Escritura Sagrada nos apresenta. Há, portanto, uma verossimilhança com os quarenta dias do dilúvio; os quarenta anos da peregrinação do povo judeu pelo deserto; os quarenta dias de Moisés e Elias na montanha, à espera das Tábuas da Lei; os quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar a sua vida pública, entre outros. São fatos muito importantes que contribuem para a fecundidade de um preparar-se para uma nova caminhada.
No Evangelho de Mateus (Mt 6, 1-6.16-18), vemos que Deus nos exorta a vivermos três grandes propósitos de santidade: a caridade, a oração e o jejum como forma de penitência. Podemos dizer que, a partir desses três pontos, começa a nossa meta de conversão e preparação. Porém, só se faz verdadeira, quando, ambos, forem praticados com a pureza de coração. Cristo, no entanto, vai mais além; Ele nos convida a vivermos isso, não só na Quaresma, mas em todos os momentos de nossa vida, a fim de obtermos uma busca constante do Reino de Deus.
A oração é o ápice de todo o processo, é através dela que vamos estabelecer um contato mais íntimo com Deus, mostrando nossa abertura de coração. Ainda a caridade e a penitência estão intimamente ligadas, porque se baseiam em um mesmo princípio - a humildade - como nos mostra o Evangelho: “Quando deres esmola não toques a trombeta diante de ti como fazem os hipócritas para serem louvados pelos homens. Quando jejuardes não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens o seu jejum” (Mt 6,2.16). Esses três desafios completam-se no momento em que damos o primeiro passo para sua realização e, são cruciais para obtermos uma perfeita comunhão com a espiritualidade.
Quanto à prática do jejum na Quaresma, é obrigatória a todos os cristãos batizados; na quarta-feira de cinzas e na sexta-feira santa, para pessoas com idade entre 18 e 60 anos. Porém, há uma abertura, para aqueles que não têm a possibilidade de realizá-lo nesses dias, de ser feito em outros dias, mediante a necessidade de cada um. É importante ressaltar que a prática do jejum significa um desapego, mesmo que mínimo, de algo que para nós é importante; ao mesmo tempo em que nos exorta à prática da caridade, pois com isso, podemos viver um pouco da realidade daqueles mais necessitados.
Mediante tudo isso, só podemos louvar e agradecer ao Deus da vida, porque sempre nos proporciona oportunidades especiais, para uma maior proximidade com Ele. É o Senhor Vivo, que permanece entre nós, tornando-nos membros de uma grande aliança de amor e reconciliação. Aproveitemos toda a essência da Quaresma, para que assim possamos criar uma íntima comunhão com o Cristo Ressuscitado.
Anderson Machado
cancaonova.com
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O Pai, O Filho e o Espírito Santo. É a trindade. De forma semelhante Deus criou a família, constituída por pai, mãe e filhos. A família é a graça do Criador, feita a sua imagem e semelhança. Deus é família. Família é Deus. Nós existimos porque tivemos um pai e uma mãe que pudessem nos gerar. Se essa geração foi através de uma família consagrada pelo Senhor, é bênção pura.
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