Dízimo: Gratidão, Devolução, Partilha e Serviço

22 janeiro, 2010 por silvana  Categoria Artigos

dizimo_gde01. O que é dízimo?

O dízimo é prova de gratidão para com Deus, de Quem tudo recebemos. Devolução a Deus, por meio da Igreja, de um pouco do muito que Ele nos dá. Contribuição para com a comunidade, da qual fazemos parte pelo Batismo. Partilha que nasce do amor aos irmãos e irmãs, especialmente em relação aos empobrecidos.

02. O dízimo não é apenas “um jeito” de arrecadar dinheiro para a Igreja?

Não. O dízimo é, para nós cristãos, expressão da fé que temos em Deus e do nosso amor à Igreja.

03. Foi a Igreja que inventou o dízimo?

Não. O dízimo nasceu espontaneamente do coração humano, muito antes da Igreja ser instituída por Jesus. Já nos tempos do Antigo Testamento, o dízimo era uma das formas pela qual o povo honrava a Deus e sustentava a comunidade.
04. Onde posso ler na Bíblia sobre o dízimo?

Leia as citações onde a Palavra de Deus nos orienta sobre o dízimo: Gn 14, 17-20 (Abraão dá o dízimo a  Melquisedec); Gn 28,20-22 (Jacó promete o dízimo a Deus); Ex 22,28-29 (deve-se oferecer a Deus o melhor); Lv 27,30-33(o dízimo comunidade); Dt 12,6.11.17 (normas a respeito de dízimo); Dt 14,22-29 (o dízimo como devolução a Deus); Dt 26,12-15 (o dízimo para os mais pobres); 1Sm 8,14-18 (odízimo a serviço do rei); 2Cr31,2-10 (o dízimo e o clero); Ne 10,33-40 (o dízimo e o templo); Ne 13,10-12 (o dízimo e os ministros do templo); Tb 1,6-8(o testemunho de um dizimista fiel); Ml 3,5-12(o dízimo é uma fonte de bênçãos); Mt 23,23(não basta dar o dízimo, antes é necessário ser justo e misericordioso) e, 1Cor 9,13-14 (quem vive integralmente para Evangelho deve viver do  Evangelho).

05. Quem pode e deve contribuir com o dízimo?

Pode e deve contribuir com o dízimo quem participa da vida da comunidade, ou seja, quem se esforça por ser verdadeiro cristão, “de fato” e não apenas “de nome”.

06. Não basta, portanto, apenas contribuir com o dízimo?

Não, não basta. O dízimo é uma das expressões da fé, mas não a única. A participação nas celebrações, nos sacramentos, nos ministérios, no serviço prestado aos empobrecidos são, juntamente com o dízimo, expressões de uma fé adulta e consciente.

07. Quanto se deve dar de dízimo?

O dízimo dos católicos baseia-se no amor e na gratidão a Deus e deve ser dado com alegria, como escreve São Paulo: “Cada um dê de acordo com o seu coração” (2Cor9,7).

Jesus jamais pressionou a alguém a pagar os dízimos, mas deu-nos o seu exemplo de fidelidade ao Templo. Ele, antes, sempre usou de misericórdia para com as pessoas e nos ensina: “sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc6,36).

Por isso, respeitar as pessoas, seja qual for a sua condição de vida e deixar a liberdade de decidir sobre a porcentagem do dízimo que vai entregar à comunidade, é seguir corretamente a Palavra de Deus.

08. Quando se deve contribuir com o dízimo?

O ideal é que o dízimo seja oferecido mensalmente. Assim, é possível à comunidade organizar-se prevendo as entradas de cada mês. Nada impede, porém que, em algumas comunidades, de um modo especial naquelas da área rural, o dízimo seja entregue a cada seis meses, ou anualmente.

09. Tem importância o quanto se dá de dízimo?

Sim, já que cada cristão deve dar o correspondente à sua generosidade. Alguns (ou muitos?) oferecem a Deus apenas migalhas, sem lembrar que dízimo é devolução e partilha, e não esmola. O justo é que cada um dê de acordo com as suas possibilidades, sem sacrificar a família e, ao mesmo tempo, sem oferecer apenas o que lhe sobra. Por isso, o Novo Testamento não fala de um valor fixo de dízimo para todos, mas apela à generosidade dos que têm fé. Quem possui mais bens neste mundo tem mais, tem obrigação, diante de Deus, de devolver mais, quem possui ou recebeu menos, devolve menos. É uma questão de consciência.
10. Alguém, na comunidade, está dispensado de contribuir com o dízimo?

Não, ninguém está dispensado de contribuir com o dízimo, nem mesmo o padre. Todos, sem exceção, devem contribuir para, juntos, formar a comunidade, sendo responsáveis por ela. Infelizmente algumas pessoas podem se achar no direito de não dar o seu dízimo porque já trabalham nas pastorais e movimentos. O ora, eles deveriam ser os primeiros a contribuir, tanto por convicção como para a
edificação dos demais.

11. Os pobres também devem oferecer o dízimo?
Sim! Os pobres devem oferecer o dízimo, porque também eles têm muito a agradecer a Deus. Por menor que seja, o dízimo que oferecem tem muito valor, e deve ser recebido com carinho e gratidão pela comunidade. Como o óbulo da viúva do Evangelho.
12.  Para onde vai o dinheiro do dízimo?

O dízimo, todo ele, é investido na Igreja. Uma pequena porcentagem (10%) é entregue à Cúria Diocesana, que está a serviço das comunidades. O restante é dividido entre a  comunidade  doadora e a sede paroquial. Vejamos alguns exemplos onde o dízimo é aplicado: na manutenção da Igreja, do salão comunitário, das salas de catequese, da casa paroquial; no custeio de  funcionários; na formação dos agentes de pastoral (catequistas, ministros, coordenadores, secretários/as, líderes); na assistência e promoção dos pobres etc.

13. Como o dízimo possibilita o serviço aos pobres?

O dízimo possibilita o serviço aos pobres através da sua assistência e promoção por parte da paróquia. Uma parte do dízimo, a ser estipulada pela paróquia, deve ser destinada à caridade, ficando a comunidade responsável pelos critérios de aplicação. O essencial é lembrar que, no pobre que suplica, está presente o próprio Jesus.
14. O dízimo deve facilitar a formação e capacitação dos agentes de pastoral?

Sem dúvida! O dízimo não é apenas para manter ou construir salas, mas também para formar aqueles que evangelizam através das diversas pastorais na comunidade. Eles, os agentes, devem ser formados na paróquia e fora dela (nos encontros diocesanos). Investir em agentes é uma das prioridades da aplicação do dízimo.

15. E a Liturgia, como se beneficia do dízimo?
É ele que a possibilita, em grande parte. É com o dízimo que devem ser adquiridos o material litúrgico para o altar e os ornamentos para a Igreja. Quem contribui com o dízimo ajuda à sua comunidade a rezar unida.

16. Quem deve prestar contas à comunidade do dízimo oferecido e utilizado por
seus membros?

A Equipe do Dízimo da comunidade deve prestar contas do dízimo recebido e de como ele foi aplicado. À frente dessa equipe, deve estar o pároco, ou outro padre da paróquia, designado por ele. Os fiéis tem não só o direito, mas também o dever, de acompanhar tudo o que diga respeito à vida cotidiana da comunidade, inclusive o dízimo.

17. Então, o padre não acaba ficando com todo o dinheiro do dízimo?

Não! O padre recebe o seu ‘salário’. Esse ‘salário’, que se chama ‘côngrua’ porque o sacerdote não é empregado da paróquia, mas seu pastor próprio, é retirado do dízimo. É justo que o seja, uma vez que o padre está a serviço da comunidade em tempo integral (1Cor 9,13-14). Contudo, o dízimo não é para o padre e sim para a comunidade da qual o padre faz parte, como fiel de Cristo. Por isso, é importante acompanhar a prestação de contas que a Equipe do Dízimo faz periodicamente.

18. Então a Paróquia tem obrigação de prestar contas do dízimo?

Não só do dízimo, mas de todas as entradas e saídas. Por isso, o Código de Direito Canônico, que é a lei maior da Igreja Católica, obriga a todas as paróquias e às dioceses a que tenham o seu Conselho Econômico. A ele, cabe a administração dos bens e recursos, assim como a prestação de contas e os orçamentos. Em alguns casos, a decisão do conselho é indispensável para a validade dos atos administrativos.

19. Quem deve participar desse conselho?

Seus membros devem ser católicos praticantes, competentes e honestos na administração dos bens e devem participar do Conselho Paroquial ou Diocesano de Pastoral. Devem escolhidos entre o seus membros ou integrados a eles. Também o Conselho de Pastoral é obrigatório em todas as paróquias pelo Direito Diocesano, embora este tenha apenas voto consultivo.

20. Com a implantação do dízimo, as ofertas  deixam de ser dadas?

Não. As ofertas dadas na Missa, durante a procissão das oferendas, devem continuar. Expressam a comunhão pessoal do cristão com o que se oferece em união com o Divino Sacrifício.  Os cristãos, além de contribuir com o dízimo, têm o direito de fazer ofertas por ocasião da Missa, do culto ou da recepção de sacramentos ou sacramentais. O importante é saber que as ofertas são opcionais, enquanto que o Dízimo é obrigação ensinada pela Palavra de Deus.

20. Por que o dízimo é uma fonte de bênçãos?

O dízimo é uma fonte de bênçãos porque tudo o que é feito com amor e por amor agrada a Deus. Deus não se “vende” nem pelo dízimo que oferecemos a Ele nem por qualquer outra oferta. Ele sempre se dá por inteiro; nós é que não O acolhemos de forma sempre generosa e plena.

O dízimo é, antes de tudo, um caminho de conversão. Ao partilhar, eu me transformo interiormente, superando o egoísmo. Quem vence o egoísmo acolhe com mais facilidade a Deus e às suas bênçãos. Abre-se melhor à generosidade de Deus que é generoso para com a sua comunidade.

É fácil “lavar as mãos” ou “cruzar os braços” e deixar que os outros façam o que compete a eles e também o que compete a nós. São muitos os cristãos acomodados que vivem deitados em “berço esplêndido” vendo e, quase sempre, criticando o trabalho que os outros realizam. Não se deixe vencer pelo egoísmo nem pela preguiça! Faça sua parte, participando espiritual e financeiramente da vida da sua comunidade: ela é a sua segunda família.

Deixe de lado os argumentos falsos que lhe têm afastado do dízimo. Procure, hoje mesmo, a Equipe do Dízimo de sua comunidade ou a secretaria paroquial e inscreva-se para fazer parte dos que verdadeiramente se comprometem com a missão de evangelizar.

Deus está batendo à sua porta e esperando o seu ‘sim’. Deus está lhe dando mais uma oportunidade! Diga ‘sim’ e seja mais uma testemunha viva do AMOR DE DEUS!

Fonte: http://www.diocesedetocantinopolis.org.br/dizimo.html

Livra-me, Senhor, da tentação de ser grande!

21 janeiro, 2010 por silvana  Categoria Artigos

oracao_gdeCom base no texto bíblico: Mt 18, 1-5.10.12-14

Quem é o mais importante no Reino do Céu? Ante a pergunta do discípulo, em três partes Jesus divide o seu discurso. Primeira: Desmonta as grandezas dos pensamentos dos seus discípulos. Pois o Reino não é para aqueles que se fazem grandes mas sim para os pequeninos. Depois Ele ameaça a quem fizer qualquer mal a um pequenino. E, por fim, fala como Deus se agrada de reaver um pequenino que estava perdido. Isso leva os discípulos de uma posição de superiores, para uma posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarem o poder, a vaidade, são levados a se colocarem à disposição. E Jesus faz tudo isso porque percebe a grande vontade deles em participar do Reino dos Céus!

O Evangelho conclui falando ainda que Deus se agrada mais de um pequenino que é resgatado, do que de 99 que não precisaram ser resgatados. Eis uma boa pista para quem quer agradar a Deus e garantir um bom lugar no Reino dos Céus. Ir ao encontro do irmão, da irmã, do filho, da filha, do marido ou esposa que qual ovelha perdida anda longe do rebanho e até mesmo fora de si mesmo.

Jesus dividiu o seu discurso em três partes bem claras. Primeiramente Ele tira a vontade dos discípulos serem grandes. A razão é simples. É que o Reino dos Céus é daqueles que se fazem pequeninos. Assim, todo o atentado contra eles não se deixará impune, ao ofensor. E, por fim, Deus manifesta a grande alegria que sente ao reencontrar um pequenino que estava perdido, um filho que estava morto e que agora ressuscitou, vive. Esta mensagem é para mim e para ti que somos os discípulos de hoje. Temos de nos mover dos conceitos que formamos sobre nós mesmos criados pelas posições que ocupamos dentro da Igreja, que muitas vezes nos leva a nos considerarmos os melhores de todos e por isso merecedores de um lugar de destaque e consequentemente superiores, para uma posição de igualdade aos pequeninos. Ao invés de valorizarmos o poder, a vaidade, Jesus leva a nos colocarmos à disposição como servidores dos outros. É preciso que, por exemplo, eu que tomei como meu lema sacerdotal “em tudo servir para a maior glória de Deus”, realmente me dobre e com a toalha à cintura lave os pés dos homens e mulheres despidos de sua dignidade. Jesus nos dirige estas palavras, porque percebe a grande vontade dos discípulos (e hoje nossa) em participar do Reino dos Céus!

Portanto, a lição prática que podemos levar conosco para a nossa vida hoje e sempre:

1) A humildade e simplicidade, ingenuidade no pecado e pureza do coração representados pela criança símbolo dos órfãos, excluídos, pobres e marginalizados pela sociedade; 2) A acolhida que se deve dar a estes excluídos condenados à comer o pão que o diabo amassou ou seja acolhida aos pequeninos; 3) E, por último, não só acolher mas (e sobretudo) sair em busca dos pequeninos que se perderam e resgatá-los.

Pai, poupa-me de cair na tentação de querer fazer-me grande aos olhos do mundo, pois a verdadeira grandeza consiste em fazer-me amigo e servidor do meu próximo.

Fonte: Blog Canção Nova - Homilia Diária

Postado por Padre Bantu Mendonça K. Sayla

Sete passos para a Conversão

20 janeiro, 2010 por silvana  Categoria Artigos

passo_gdeCom São José, queremos aprender e nos deixar transformar pelo Senhor. Esses dias, eu fiquei meditando sobre a graça da conversão, que nos é dada . Hoje, eu vou falar sobre sete passos para a conversão:

1 - Onde acontece a minha conversão? Onde eu estou.

Aconteceu aquele problema, aquela surpresa, mas Deus estava e sempre estará com você em todos os momentos. O lugar da sua conversão é o lugar onde você está agora, porque a seu lado está o Senhor. Não importa o problema e a dificuldade pela qual você está passando com algumas pessoas. Nada disso pode atrapalhar a sua conversão. Esta se dá onde você está, aí neste lugar, neste problema, nesta situação. Não queria resolver situações pendentes, para só depois buscar se converter. Quem pensa assim, sempre arruma uma desculpa para deixar a sua conversão para depois.

Não queira fugir da sua realidade, pois é nela que Deus quer realizar uma obra em sua vida. O Senhor está na situação em que você se encontra. Ele está na sua realidade. Não despreze nada que possa ajudá-lo a se converter, nem a dor, nem pessoas, nem situações. Aproveite de tudo isso, pois não existe nada que não possa ser utilizado por Deus para sua conversão. Dessa forma, por causa dela [conversão], não fixe os olhos nas pessoas e nas situações. Para o seu bem, para que ela ocorra, não se fixe nas pessoas. Não olhe para elas, olhe “através” delas. Pois a meta é a conversão!

Não pergunte onde Deus está. Acredite e proclame que o Senhor está com você!

2 - Nossa conversão é a ação do Espírito Santo em nós.

O que devemos fazer é tornar nosso coração sensível às moções do Espírito. A missão d’Ele é nos santificar, mas nós temos o coração fechado para escutá-las [moções d’Ele]. Por isso, precisamos abrir o coração aos apelos d’Ele. É preciso ser obediente ao que Ele nos fala. É necessário entrar na “escola da sensibilidade e da obediência”.

3 - Aceite que um caminho de transformação é uma “porta estreita”.

“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7, 13-14).

O mundo oferece caminhos e portas largas e tem feito a sociedade se acostumar com isso. Contudo, você precisa passar pela “porta estreita”, ela é o caminho que nos conduz à santidade. É necessário perceber “quem” ou “o que” é a “porta estreita da sua vida”, que faz com que você seja mais misericordioso, mais paciente, mais corajoso, entre outros. Mas muitos de nós queremos nos ver livres desse “caminho apertado” e dessa “porta estreita”. Jesus diz que poucos a encontrarão. E você? Já conheceu a sua?

4 - Quero realmente me converter? Quero realmente mudar de vida?

É preciso ter humildade para escutar o que pensam e o que falam de nós. Então, escute o que as pessoas têm a dizer sobre você e, diante de Nosso Senhor, pergunte: “O que há de verdade disso que estão dizendo sobre mim?” Pois, todos somos como um baú, que tem coisas boas e coisas ruins.

Quantas vezes, eu ouvi tantas coisas e voltei para casa chorando e, graças a Deus, chorei no colo da Eliana, minha esposa. Pessoas que me disseram, aqui, no pé da escada, que eu era autossuficiente, arrogante, etc. O que você escuta e o tira do sério é porque talvez possua um pouco de verdade. É tempo de mudança, e se você quiser mudar realmente, este é o tempo propício. Nosso Senhor espera de nós uma verdadeira conversão!

5 - Conversão é uma escolha que eu faço!

A sua conversão não é uma escolha de ninguém. É uma escolha muito pessoal. É você que quer mudar, que quer ser melhor, que quer ser de Deus. Portanto, a escolha é sua!

6 - O tempo da conversão é agora.

Nosso Senhor nos dá um tempo para a nossa conversão, e este tempo é agora. Neste momento, neste lugar. Aí onde você está, não existe outro lugar. Isso fundamenta o que eu lhe disse no começo da pregação: valer-se de tudo para a conversão.

7 - Converter-se pela oração. Retirar-se com Jesus.

Retire os olhos das pessoas, dos fatos. Você e eu precisamos aprender a ir mais para o “deserto” a fim de sermos transformados e abençoados. E assim nos converter com a oração e a meditação da Palavra de Deus.

Passe para outras pessoas esses sete passos. É tempo de conversão. Quem se converte, aproxima-se cada vez mais de Nosso Senhor Jesus Cristo. É preciso oferecer ao seu coração o que mais ele deseja e necessita: Nosso Senhor.

(Artigo extraído da pregação de março de 2007)

Ricardo Sá
Missionário da Comunidade Canção Nova

Fonte: Site Comunidade Canção Nova

Novena Perpétua à Nossa Senhora da Boa Viagem

19 janeiro, 2010 por admin  Categoria Artigos

Desde  o mês de abril/2009 estamos celebrando na Paróquia uma novena Perpétua em honra a Mãe de Deus, que é por nós venerada com o titulo de Nossa Senhora da Boa Viagem, esta novena é permanente e por isto a chamamos de perpétua, pois não tem fim, ou seja, sempre estaremos rezando por uma intenção. Esta novena é feita 9 quartas feiras seguidas e, como foi dito anteriormente, sempre por uma intenção, por isso pedimos que não falte pois isto viria descaracterizar o sentido da mesma.

A novena também tem um sentido missionário pois todos tem um compromisso com Nossa Senhora, que é sempre trazer uma outra pessoa afim de que também esta pessoa possa experimentar as bençãos que Deus tem realizado na vida de tantos irmãos, e percebemos que cada quarta feira temos uma presença sempre maior de fieis que vem, experienciam o quanto é bom estar na presença de Deus, e consequentemente trazem outros.

A primeira novena foi na intenção especial de cada um, e estamos na segunda novena em que rezamos mais especialmente pelos que estão sofrendo com o desemprego. É muito emocionante ver muitas pessoas voltarem para agradecer as graças recebidas, quantos já testemunharam um emprego que consiguiram, a cura de uma doença, a conversão de alguém pelo qual estava rezando.

Meus irmãos para que buscar em outros lugares aquilo que esta dentro da nossa propria casa, a Igreja Católica a 2000 anos oferece tudo aquilo que precisamos, e o principal que é a presença real, e verdadeira de Jesus na Eucaristia.

Se quiser também fazer esta experiência do Amor de Deus e da maternidade de Nossa Senhora, venha celebrar conosco todas as quartas feiras as 19:00, pois É BOM ESTAR NESTE LUGAR.

“Coma os Morangos” - Mensagem da Equipe da Pastoral do Batismo

11 dezembro, 2009 por silvana  Categoria Artigos

Um sujeito estava caindo em um barranco e se agarrou às raízes de uma árvore.
Em cima do barranco, havia um urso imenso querendo devorá-lo.
O urso rosnava, mostrava os dentes, babava de ansiedade pelo prato que tinha à sua frente.
Embaixo, prontas para engoli-lo quando caísse, estavam nada mais nada menos do que seis onças tremendamente famintas.
Ele erguia a cabeça, olhava para cima e via o urso rosnando.
Abaixava depressa a cabeça para não perde-la na sua boca.
Quando o urso dava uma folga, ouvia o urro das onças, próximas de seu pé.
As onças embaixo querendo come-lo, e o urso em cima querendo devora-lo.

Em determinado momento, ele olhou para o lado esquerdo e viu um morango vermelho, lindo, com aquelas escamas douradas refletindo o sol.
Num esforço supremo, apoiou seu corpo, sustentado apenas pela mão direita, e, com a esquerda, pegou o morango.
Quando pode olha-lo melhor, ficou inebriado com sua beleza.
Então, levou o morango a boca e se deliciou com o sabor doce e suculento.
Foi um prazer supremo comer aquele morango tão gostoso..
Talvez você me pergunte: “Mas, e o urso?” Dane-se o urso e coma os morangos!
E as onças? Azar das onças, coma os morangos! As vezes, você esta em sua casa no final de semana com seus filhos e amigos, comendo um churrasco.
Percebendo seu mau humor, seu(sua) esposa(o) lhe diz: - Meu bem, relaxe e aproveite o domingo!

E você, chateado(a), responde: “Como posso curtir o domingo se amanhã vai ter um monte de ursos querendo me pegar na empresa?” Relaxe e viva um dia por vez:
Coma o morango. Problemas acontecem na vida de todos nós, até o último suspiro.
Sempre existirão ursos querendo comer nossas cabeças e onças, arrancar nossos pés. Isso faz parte da vida, é importante saber comer os morangos, sempre.
A gente não pode deixar de come-los só porque existem ursos e onças.
Você pode argumentar: Eu tenho muitos problemas para resolver.
Problemas não impedem ninguém de ser feliz. O fato de seu chefe ser um chato não é motivo para você deixar de gostar de seu trabalho.
O fato de sua mulher estar com tensão pré-menstrual não os impede de tomar sorvete juntos.
O fato do seu filho ir mal na escola não e razão para não dar um passeio pelo campo.
Coma o morango, não deixe que ele escape.
Poderá não haver outra oportunidade para experimentar algo tão saboroso.
Saboreie os bons momentos. Sempre existirão ursos, onças e morangos. Eles fazem parte da vida.
Mas o importante é saber aproveitar o morango, porque o urso e a onça não dão tempo para aproveitar.
Coma o morango quando ele aparecer. Não deixe para depois. O melhor momento para ser feliz é agora. O futuro é ilusão que sempre será diferente do que imaginamos.
As pessoas vê o sucesso como uma miragem.
Como aquela historia da cenoura pendurada na frente do burro que nunca a alcança.
As pessoas visualizam metas e, quando as realizam, descobrem que elas não trouxeram felicidade. Então, continuam avançando e inventam outras metas que também não as tornam felizes.
Vivem esperando o dia em que alcançarão algo que as deixarão felizes.
Elas esquecem que a felicidade e construída todos os dias.

A felicidade não e algo que você vai conquistar fora de você. A felicidade é algo que vive dentro de você, de seu coração

Abraços.
Marco e equipe da Pastoral do Batismo
Paroquia Nossa Senhora Da Boa Viagem
Cachoeirinha/RS.

Primeiro Presépio na Celebração de Natal

11 dezembro, 2009 por silvana  Categoria Artigos

Local da celebração do primeiro presépio

Local da celebração do primeiro presépio

O primeiro presépio na celebração do Natal, em Greccio, na Itália

Muitos não sabem, mas foi São Francisco de Assis quem inventou o presépio. Isto aconteceu em 1223, ano tão importante para o São Francisco, pois foi quando ele também pôde ver a sua Regra de Vida aprovada pelo papa Honório III.Francisco teve que percorrer um longo caminho para que esta aprovação acontecesse, porém,não tão longo quanto Clara.

Esta Regra ainda é até hoje observada pelos franciscanos de todo o mundo e os seus originais encontram-se no Sacro Convento de Assis. Como dizíamos, na noite do dia 24 de dezembro de 1223, São Francisco teve a brilhante idéia de representar materialmente o nascimento de Jesus, pois gostava muito de lembrar a humildade e o amor presentes na Encarnação do Senhor.

São Francisco tinha um grande amigo, nobre e honrado em sua terra, que morava na cidade de Greccio. Este amigo se chamava João e, apesar de nobre e rico, amava a nobreza de espírito acima de tudo. Quando faltavam quinze dias para o Natal,

Francisco mandou lhe dizer que iria celebrar o Natal em Greccio e que desejava ver com os próprios olhos como o Menino Jesus nasceu em Belém, as penúrias que passou e como foi posto sobre a palha entre um boi e um burro. Para isso, precisava que João tomasse algumas providências, o que foi feito imediatamente e no lugar indicado pelo santo. Quando chegou a noite de Natal, muitas pessoas foram chamadas, de todos os lugares, os quais prepararam tochas para iluminar a celebração.

Foram também trazidos um boi, um burro, uma manjedoura e palha. Os frades começaram a cantar, e com eles todo o povo, de modo que o bosque ficou repleto dos louvores ao Deus Altíssimo. Então, a certa altura dos acontecimentos, Francisco colocou-se diante do presépio e suspirou, cheio de piedade e de alegria.

Como São Francisco não era padre, pois nunca se achou digno de tal grandeza, um sacerdote celebrou a Missa do Natal ali mesmo onde o presépio tinha sido arrumado, o qual disse ter sentido uma piedade jamais experimentada antes em sua vida. No momento da proclamação do Evangelho, São Francisco vestiu a roupa própria dos diáconos (a dalmática) - pois ele era diácono - e proclamou com voz sonora a Boa Nova. Depois pregou ao povo dizendo palavras maravilhosas sobre o nascimento do Menino de Belém.

Sentia uma doçura sem igual ao pronunciar a palavra “Belém”. Num dado momento, alguém teve uma visão admirável e pareceu-lhe ver um menino dormindo no presépio, que acordou quando São Francisco se aproximou. Terminada a vigília, todos voltaram para as suas casas muito contentes.

O povo aproveitou para guardar a palha da manjedoura, a fim de usá-la na cura de animais e de muitos homens e mulheres que padeciam de alguma doença, o que realmente aconteceu.

No lugar onde o presépio esteve montado foi consagrado um templo do Senhor e no local da manjedoura foi construído um altar em honra de São Francisco e uma igreja. Deste modo, onde os animais comeram feno, os homens passaram a alimentar os seus espíritos com o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo.

Fonte:  Pesquisa Seminário De Teologia Católica.

Aluno: Marco Antonio Alves.

Coordenador da Pastoral do Batismo.

Paróquia Nsa .Sra. da Boa Viagem.

Significados dos símbolos de Natal

11 dezembro, 2009 por silvana  Categoria Artigos

O Significado do Natal

O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo atualmente uma das festas católicas mais importantes.

Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de Dezembro, já que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento.

Uma das explicações para a escolha do dia 25 de dezembro como sendo o dia de Natal prende-se como facto de esta data coincidir com a Saturnália dos romanos e com as festas germânicas e célticas do Solstício de Inverno, sendo todas estas festividades pagãs, a Igreja viu aqui uma oportunidade de cristianizar a data, colocando em segundo plano a sua conotação pagã. Algumas zonas optaram por festejar o acontecimento em 6 de Janeiro, contudo, gradualmente esta data foi sendo associada à chegada dos Reis Magos e não ao nascimento de Jesus Cristo.

O Natal é, assim, dedicado pelos cristãos a Cristo, que é o verdadeiro Sol de Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), e transformou-se numa das festividades centrais da Igreja, equiparada desde cedo à Páscoa.

Apesar de ser uma festa cristã, o Natal, com o passar do tempo, converteu-se numa festa familiar com tradições pagãs, em parte germânicas e em parte romanas.

Sob influência franciscana, espalhou-se, a partir de 1233, o costume de, em toda a cristandade, se construírem presépios, já que estes reconstituíam a cena do nascimento de Jesus. A árvore de Natal surge no século XVI, sendo enfeitada com luzes símbolo de Cristo, Luz do Mundo. Uma outra tradição de Natal é a troca de presentes, que são dados pelo Pai Natal ou pelo Menino Jesus, dependendo da tradição de cada país.

Apesar de todas estas tradições serem importantes (o Natal já nem pareceria Natal se não as cumpríssemos), a verdade é que não nos podemos esquecer que o verdadeiro significado de Natal prende-se com o nascimento de Cristo, que veio ao Mundo com um único propósito: o de justificar os nossos pecados através da sua própria morte. Nesses tempos, sempre que alguém pecava e desejava obter o perdão divino, oferecia um cordeiro em forma de sacrifício. Então, Deus enviou Jesus Cristo que, como um cordeiro sem pecados, veio ao mundo para limpar os pecados de toda a Humanidade através da Sua morte, para que um dia possamos alcançar a vida eterna, por intermédio Dele, Cristo, Filho de Deus.

Assim, não se esqueçam que o Natal não se resume a bonitas decorações e a presentes, pois a sua essência é o festejo do nascimento Daquele que deu a Sua vida por nós, Jesus Cristo.

Árvore de Natal

Antecedentes

A Árvore de Natal é um pinheiro ou abeto, enfeitado e iluminado, especialmente nas casas particulares, na noite de Natal.

A tradição da Árvore de Natal tem raízes muito mais longínquas do que o próprio Natal.

Os romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, deus da agricultura, mais ou menos na mesma época em que hoje preparamos a Árvore de Natal. Os egípcios traziam galhos verdes de palmeiras para dentro de suas casa no dia mais curto do ano (que é em Dezembro), como símbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas célticas, os druidas tinham o costume de decorar velhos carvalhos com maças douradas para festividades também celebradas na mesma época do ano.

Segundo a tradição, S. Bonifácio, no século VII, pregava na Turíngia (uma região da Alemanha) e usava o perfil triangular dos abetos com símbolo da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). Assim, o carvalho, até então considerado como símbolo divino, foi substituído pelo triangular abeto.

Na Europa Central, no século XII, penduravam-se árvores com o ápice para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Santíssima Trindade.

Árvore de Natal como hoje a conhecemos

A primeira referência a uma “Árvore de Natal” surgiu no século XVI e foi nesta altura que ela se vulgarizou na Europa Central, há notícias de árvores de Natal na Lituânia em 1510.

Diz-se que foi Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que após um passeio, pela floresta no Inverno, numa noite de céu limpo e de estrelas brilhantes trouxe essa imagem à família sob a forma de Árvore de Natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o céu devia ter estado assim no dia do nascimento do Menino Jesus.

O costume começou a enraizar-se. Na Alemanha, as famílias, ricas e pobres, decoravam as suas árvores com frutos, doces e flores de papel (as flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inocência). Isto permitiu que surgisse uma indústria de decorações de Natal, em que a Turíngia se especializou.

No início do século XVII, a Grã-bretanha começou a importar da Alemanha a tradição da Árvore de Natal pelas mãos dos monarcas de Hannover. Contudo a tradição só se consolidou nas Ilhas Britânicas após a publicação pela “Illustrated London News”, de uma imagem da Rainha Vitória e Alberto com os seus filhos, junto à Árvore de Natal no castelo de Windsor, no Natal de 1846.

Esta tradição espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independência pelas mãos dos soldados alemães. A tradição não se consolidou uniformemente dada a divergência de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma árvore de Natal e a tradição mantém-se desde 1923.

Árvore de Natal em Portugal

Como o uso da árvore de Natal tem origem pagã, este predomina nos países nórdicos e no mundo anglo-saxónico. Nos países católicos, como Portugal, a tradição da árvore de Natal foi surgindo pouco a pouco ao lado dos já tradicionais presépios.

Contudo, em Portugal, a aceitação da Árvore de Natal é recente quando comparada com os restantes países. Assim, entre nós, o presépio foi durante muito tempo a única decoração de Natal.

Até aos anos 50, a Árvore de Natal era até algo mal visto nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada. Contudo, hoje em dia, a Árvore de Natal já faz parte da tradição natalícia portuguesa e já todos se renderam aos Pinheirinhos de Natal!

Presépio

A palavra “presépio” significa “um lugar onde se recolhe o gado, curral, estábulo”. Contudo, esta também é a designação dada à representação artística do nascimento do Menino Jesus num estábulo, acompanhado pela Virgem Maria, S. José e uma vaca, por vezes acrescenta-se outras figuras como pastores, ovelhas, anjos, os Reis Magos, entre outros.

A configuração plástica do nascimento de Jesus, ao que parece, surgiu por iniciativa de S. Francisco de Assis, em 1223.

No século XVIII, a recriação da cena do nascimento de Jesus estava completamente inserida nas tradições de Nápoles e da Península Ibérica (incluindo Portugal).

Não é exagero dizer que em Portugal foram feitos alguns dos mais belos presépios de todo o mundo, sendo de destacar os realizados pelo o escultor Machada de Castro e os criados pelo barrista António Ferreira.

Atualmente, o costume de armar o presépio ainda se mantém em muitos países europeus.

Reis Magos

Os Reis Magos são personagens que vieram do Oriente, guiados por uma estrela, para adorar o Deus Menino, em Belém (Mateus 2, 1-12).

A designação “Mago” era dada, entre os Orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Já o apelido de “Reis” foi-lhes atribuído em virtude da aplicação liberal que se lhes fez do Salmo 71,10.
Ignora-se a providência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os dons oferecidos (ouro, incenso e mirra).
Quanto ao número e nomes dos Reis Magos são tudo suposições sem base histórica. Foi uma tradição posterior aos Evangelhos que lhes deu o nome de Baltasar, Gaspar e Melchior.
O dia de Reis celebrava-se a 6 de Janeiro, partindo-se do princípio que foi neste dia que os Reis Magos chegaram finalmente junto ao Menino Jesus. Em alguns países é no dia 6 de Janeiro que se entregam os presentes.

As Músicas de Natal

A Igreja Católica sempre deu muita importância à música. As músicas de Natal surgiram devido aos esforços católicos de retirar importância às músicas e danças pagãs As primeiras músicas de Natal surgiram no século IV e ainda hoje são cantadas. No século XIX, surgiram muitas melodias de Natal de origem pagã.
Cada país tem as suas próprias canções, uma das mais populares é a canção inglesa “White Christmas” escrita por Irving Berlin em 1942, mas não é a única temos ainda o exemplo de “Silent Night, Holly Nigth” composta na Áustria por Franz Grubet no século XIX, “Jingle Bells”, entre muitas outras.
Portugal também tem as sua músicas de Natal, a mais conhecida é “Adeste Fidelis”, que tem a particularidade de estar escrita em latim. Aliás a fama desta música fez com se que se criasse uma versão sua em inglês, a também famosa “O Come, All Ye Faithful”.

Missa do Galo

A partir do ano 330, a Igreja celebra, em Roma, o nascimento de Jesus a 25 de dezembro. Porque é o dia do solstício do inverno romano. Porque nesse dia do nascimento do sol, os pagãos festejavam o natal do Deus-Sol – Natalis Invictus. Por isso, os romanos passaram a celebrar, nesse dia, a festa da posse do Deus-Imperador. Por isso, o Imperador Constantino, cristão, substituiu as festas pagãs, com um sincretismo do culto ao Sol e ao Imperador. Instituiu a Festa de Natal do Sol da Justiça e da Luz do Mundo, Jesus Cristo.

Como preparavam a festa do Sol, com as festas pagãs de 17 a 24 de dezembro, chamadas Saturnais, assim surgiu o Tempo do Advento, para preparar o Natal de Cristo.

No século IV, a comunidade cristã de Jerusalém ia em peregrinação a Belém, para celebrar a Missa do Natal na primeira vigília da noite dos judeus, na hora do primeiro canto do galo, mencionado por Jesus na traição de Pedro (Mt. 26,34 e Mc 14,68.72).

Por isso, a Missa da meia noite no Natal, se chama Missa do Galo, do primeiro canto do galo. Essa missa do galo é celebrada, em Roma, desde o século V, na Basílica de Santa Maria Maior. Pois, o galo,tam bém publica o nascer do sol. E o galo passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Por isso, no século IX, o galo foi parar no campanário das igrejas.

Papai Noel

Hoje lembramos São Nicolau, filho de pais ricos com profunda vida de oração. Nicolau nasceu no ano 275 na Ásia Menor. Tornou-se sacerdote da diocese de Mira, onde com amor evangelizou os pagãos, mesmo no clima de perseguição que os cristãos viviam.

São Nicolau é conhecido principalmente para com os pobres, já que ao receber por herança uma grande quantia de dinheiro, livremente partilhou com os necessitados. Certa vez Nicolau sabendo que três pobres moças não tinham os dotes para o casamento e por isso o próprio pai, na loucura, aconselhou a prostituição, jogou pela janela da casa das moças três bolsas com o dinheiro suficiente para os dotes das jovens. Daí que nos países do Norte da Europa usando da fantasia viram em Nicolau o velho de barbas brancas que levava presentes às crianças no mês de dezembro.

Sagrado bispo de Mira, Nicolau conquistou a todos com sua caridade, zelo, espírito de oração, e carisma de milagres. Historiadores relatam que ao ser preso, por causa da perseguição dos cristãos, Nicolau foi torturado e condenado a morte, mas felizmente se salvou em 313, pois foi publicado o edito de Milão que concedia a liberdade religiosa.

São Nicolau participou do Concilio de Nicéia, onde Jesus foi declarado consubstancial ao Pai. Entrou Nicolau no céu em 342 ao morrer em Mira com fama de santidade e de instrumento de Deus para que muitos milagres chegasse ao povo.

O Celibato de Jesus

21 outubro, 2009 por admin  Categoria Artigos

O conceito teológico de um clero celibatário é baseado na crença da Igreja de que o modelo de celibato é o próprio Cristo.Alguns têm argumentado que o celibato voluntário era desconhecido entre os homens judeus do tempo de Jesus. Embora pudesse ser pouco comum, não era de todo desconhecido. Não será provável que João Baptista tenha sido casado, e provas quase contemporâneas indicam que pelo menos alguns membros da comunidade Judaica dos Essénios eram celibatários.

Outra prova indirecta do estado celibatário de Jesus são as suas próprias palavras acerca dos que se mantém célibes. Depois de rejeitar o divórcio tal com era aceite na Lei de Moisés, os seus discípulos dizem-lhe que “será melhor não casar” (Mt.19:10). Jesus fala então daqueles incapazes de casar “porque nasceram assim do ventre de sua mãe” de outros “a quem os homens fizeram tais” e ainda daqueles que “renunciaram ao casamento por causa do reino dos céus. Quem puder compreender isto, compreenda”( Mt.19:12).

São Paulo, que escreve aos Coríntios, “Imitem-me, como eu imito Cristo”( 1 Cor.11:1); e também escreve, “Digo isto aos solteiros e às viúvas: é bom ficarem como estão, tal como eu, mas se não conseguirem controlar-se deverão casar-se, pois é melhor casarem-se do que abrasarem-se”( 1 Cor7:8-9).

Este chamamento ao celibato não diminui a importância do casamento. O Matrimónio, tal como a Ordem, é um sacramento, um dos sete sinais indeléveis através dos quais Cristo manifesta a sua presença permanente na Sua Igreja. No casamento, a relação espiritual e física entre marido e mulher torna-se um símbolo sagrado do amor de Cristo pela Igreja. (Efésios 5:25-33

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil

7 outubro, 2009 por admin  Categoria Artigos

Por Rodrigo Pedroso
Nigra sum, sed formosa? (Ct 1,5)
(Eu sou negra, mas formosa)

nsa_aparecida2Em outubro de 1717, o Conde de Assumar, governador recém-nomeado da Capitania de São Paulo e Minas Gerais (que depois seria desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo), tendo resolvido inspecionar pessoalmente as famosas minas de ouro do Brasil, após haver tomado posse em São Paulo, seguia para a região das minas, pela chamada Estrada Real, que atravessava o vale do Rio Paraíba. À sua frente, iam alguns mensageiros para avisar as Câmaras das poucas vilas existentes, a fim de que pudessem prestar as devidas homenagens ao representante do Rei.

O governador pretendia hospedar-se na vila de Guaratinguetá, com toda a sua comitiva, à espera de suas bagagens que deixara no Porto de Parati. A Câmara Municipal guaratinguetaense, então, notificou os pescadores da vila para apresentarem todo o peixe que pudesse haver, para o Governador. Grande quantidade de pescado deveria ser salgada para quando estivessem viajando pelo descampado das Minas Gerais até Vila Rica (atual Ouro Preto). Pretendia-se também mostrar ao Conde os recursos do vilarejo.

Os pescadores, por experiência, sabiam que a época não era boa para pesca, mas tomaram seus barcos e lançaram-se no Rio Paraíba, à cata de peixe. Durante toda a noite, lançaram as redes nas águas do rio, mas nada conseguiram. Desiludidos, quase todos os pescadores abandonaram a pescaria, por volta da meia-noite. Só permaneceu um barco, com Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Filipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João.

Os três pescadores foram rio acima, até o porto de Itaguaçu. Foi uma longa distância percorrida, mas não pegaram um só peixe. Já rompia o amanhecer e estavam quase desistindo. Na altura do porto de Itaguaçu, onde a curva do Rio Paraíba desenha um M, João Alves, numa última tentativa, jogou mais uma vez sua rede, e sentiu algo pesado ao puxar as primeiras malhas. Surpreendeu-se ao puxá-la e encontrar uma imagem da Mãe do Redentor, a Virgem Maria, sem a cabeça, com uma lua debaixo de seus pés (Apoc 12,1) e anjos esculpidos em redor.

João envolveu a imagem na sua camisa e colocou-a num canto do barco. Remando um pouco mais adiante, decidiu lançar novamente a rede em busca dos peixes. Ao puxar a rede, vem com ela o que estava faltando: a cabeça da imagem. A segunda peça encontrada, depois de limpa, foi também envolvida na camisa de João Alves. Era uma imagem da Virgem da Imaculada Conceição, negra, feita de terracota (argila cozida), com 37 centímetros de comprimento e pesando um pouco mais de quatro quilos. Os pescadores, admirados, tiram o chapéu e fazem o sinal-da-cruz. Depois de rezarem, colocam-na com muito respeito no fundo do barco, e voltam a arremessar suas redes e, para a surpresa daqueles homens, os peixes surgiram em tanta abundância, que o barco quase afundou com o peso.

Os pescadores alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara, mas primeiro passaram pela casa de Filipe Pedroso, no Morro dos Coqueiros, onde deixaram a imagem. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra. Silvana da Rocha Alves, irmã de Filipe, mulher de Domingos e mãe de João Alves. uniu a cabeça da Virgem ao corpo com cera de mandaçaia. Na realidade, as duas partes só ficaram perfeitamente soldadas em 1946, quando um especialista as uniu com um pino de ouro e completou o acabamento externo.

A devoção à Nossa Senhora Aparecida começou com o gesto dos pescadores, recebendo a milagrosa imagem na sua casa. Foi como o Apóstolo João, que tomou Maria ao pé da cruz e a levou para morar consigo (cf. Jo 19,27).

Durante quinze anos, a imagem da Virgem foi conservada por Filipe Pedroso e sua família, em sua casa, onde se reuniam vizinhos e parentes para rezar o terço. Domingos e João Alves faleceram antes de 1726. Anos depois, Filipe Pedroso, o último sobrevivente da milagrosa pescaria, fixou residência no porto de Itaguaçu. Dessa maneira, a imagem voltava, por assim dizer, ao local de origem, onde fora retirada das águas do Paraíba.

Ainda em vida, Filipe confiou a guarda da imagem a seu filho Atanásio Pedroso. Atanásio fez para a Virgem um altar e um oratório de madeira. Até então a imagem ficava dentro do baú, e só era tirada de lá nas horas das rezas, quando era posta sobre uma mesa. Aos sábados, Atanásio chamava os parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava cânticos. Aquele foi o primeiro trono da Virgem Aparecida, onde ela começou a irradiar o seu amor e carinho para todos que com fé e esperança procuram encontrar Deus através de sua maternal proteção. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Virgem Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do pároco da igreja matriz de Guaratinguetá, Padre José Alves Vilela, que mandou seu sacristão, João Potiguara, assistir as rezas e observar. Baseado nas informações deste, e tendo ouvido outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha de pau-a-pique, ao lado da casa de Atanásio. Em face da grande afluência de devotos, logo essa capelinha ficou pequena. Era preciso construir outra maior.

Em maio de 1743, o Padre Vilela pediu ao senhor Bispo Dom Frei João da Cruz autorização para construir uma capela maior, com espaço suficiente para receber o grande número de fiéis que acorriam de maneira admirável, para rezar diante da Senhora Aparecida. A solicitação foi concedida e a construção foi terminada dois anos após a autorização diocesana, sendo aberta à visitação pública em 26 de Julho de 1745 (festa de Santa Ana, mãe da Virgem e avó do Messias), dia em que foi celebrada a primeira Missa. Era uma bonita igreja feita de taipa, no Morro dos Coqueiros, local alto e agradável. Além da igreja, com altares entalhados de madeira, havia a sacristia, a sala dos milagres e uma sala de reuniões.

O Padre Francisco da Silveira, que escreveu a crônica de uma missão realizada em Aparecida em 1748, qualificou a imagem da Virgem Aparecida como “famosa pelos muitos milagres realizados”. E acrescentava que numerosos eram os peregrinos que vinham de longas distâncias para agradecer os favores recebidos.

Por volta de 1860, o escritor português Augusto Zaluar, após visitar a capela de Nossa Senhora Aparecida, colocou por escrito esse testemunho:

“O cristianismo, religião da alma, não podia deixar de procurar para a sua oração os lugares que estivessem mais próximos do céu. Nas montanhas mais inacessíveis, nos píncaros gelados dos Alpes, ergueram os apóstolos do Evangelho os símbolos sacrossantos de sua liturgia.

Assim fizeram também nas vastas e acidentadas regiões da América do Sul os piedosos sacerdotes do Novo Mundo.

Entre todos esses templos que temos visto no interior do País, nenhum achamos tão bem colocado, tão poético, e mesmo, permita-se-nos a expressão, tão artisticamente pitoresco, como a solitária capelinha da milagrosa Senhora da Aparecida, situada a um pouco mais de meia légua adiante da cidade de Guaratinguetá, na direção de São Paulo.

A sua singela e graciosa arquitetura está de acordo com a majestosa natureza que a rodeia e com a montanha que lhe serve de pedestal, e domina, moldurado em um horizonte infinito, um dos panoramas mais arrebatadores que temos contemplado em nossas digressões.
(…)
A fama da milagrosa Virgem espalhou-se por tal forma, e chegou a tão longínquas paragens, que dos sertões de Minas, dos confins de Cuiabá e do extremo do Rio Grande, vêm todos os anos piedosas romarias cumprir as religiosas promessas que nas suas enfermidades ou desgraças fizeram àquela Senhora, se lhes salvasse a vida ou lhes desse conforto nas tribulações do mundo.
(…)
As muitas curas que tem operado nos enfermos do mal de São Lázaro, que tanto abundam neste ponto da Província de São Paulo e na de Minas, estendendo-se mesmo às outras que lhes são limítrofes, são o incentivo à maior parte das romarias que o povo faz a este templo solitário e à protetora imagem da Senhora da Aparecida, que refulge no altar-mor, adornada com um precioso manto de veludo azul ricamente bordado de ouro, e parecendo sorrir compassiva a todos os infelizes que a invocam, e a quem jamais negou a consolação e a esperança.

Afortunados os rudes sertanejos que têm mais fé na intervenção divina do que nos resultados tantas vezes mentirosos da ciência humana!
(…)
Estas tradições são os melhores exemplos, as mais profícuas lições de moral que a religião e a piedade podem ensinar ao povo rude, porém impressionável e bom do interior do País.” (In: ZALUAR, Augusto Emílio. Peregrinação pela Província de São Paulo: 1860-1861)

Como se fixou o dia de Nossa Senhora Aparecida

Em 1894, o santo padre Leão XIII, incluiu a Virgem Aparecida no Calendário litúrgico da Diocese de São Paulo e determinou que sua Festa fosse comemorada no “quinto domingo depois da Páscoa”.

Todavia, a partir de 1908, o Papa São Pio X, mandou fixar no Breviário e no Missal, a data de 11 de Maio para a celebração da Festa.

Em 1939, os Bispos do Brasil reunidos solicitaram e conseguiram outra mudança: utilizar a data de 7 de Setembro, o Dia da Pátria, para também comemorar e homenagear a Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Assim, de 1939 até 1953, a Festa da Virgem Aparecida foi comemorada no Dia da Independência.

Em 1954, tendo-se observado a inconveniência de duas comemorações no mesmo dia, a Santa Sé transferiu a data para 12 de outubro, a pedido da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A Basílica Nova, o maior santuário mariano do mundo.

basilica_de_nossa_senhora_aparecidaEntre os anos de 1883 a 1888, a Capela de Aparecida foi ampliada e reformada, sempre com o objetivo de melhor atender a afluência de fiéis, cada vez mais crescente e fervorosa. Essa Capela é a atual igreja velha de Nossa Senhora Aparecida, que continua em atividade até hoje. Em 1893, o Bispo diocesano de São Paulo, D. Lino Deodato Rodrigues de Carvalho, elevou a igreja à dignidade de “Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida”. O Santuário foi elevado a Basílica Menor em 29 de abril de 1908, sendo por isso também chamado hoje de “Basílica Velha”.

Em 1894, chegou em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Senhora Aparecida.

Em 8 de setembro de 1904, por determinação do Papa São Pio X, acontece a solene coroação da Senhora Aparecida, por D. José Camargo Barros, com a coroa oferecida pela Princesa Isabel.

A 16 de julho de 1930, o Papa Pio XI proclamou Nossa Senhora Aparecida “Rainha e Padroeira do Brasil”, “para promover o bem espiritual dos fiéis e aumentar cada vez mais a devoção à Imaculada Mãe de Deus”. A 5 de março de 1967, o Papa Paulo VI ofereceu a “Rosa de Ouro” à Basílica de Aparecida.

A idéia de construir a Nova Basílica nasceu com D. José Gaspar de Afonseca, Bispo do Rio de Janeiro, em sua visita oficial de 12 de Outubro de 1940. Na continuidade, para concretizar o seu desejo, agilizou as primeiras providências, escolhendo o terreno, determinando uma comissão para o estudo técnico e a confecção de um primeiro esboço.

Com o falecimento de D. José Gaspar, em 1944, assumiu a Diocese D. Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, que também desde o início manifestou o propósito de continuar os estudos e iniciar a construção.

Em princípio de 1946, foi escolhido o local atual para o Santuário, no Morro das Pitas, bairro da Ponte Alta, próximo ao Porto de Itaguaçú e bem próximo de onde era a casa de Filipe Pedroso, na qual a imagem permaneceu por mais de 10 anos, antes de ir para a Igreja do Morro dos Coqueiros, hoje Basílica Velha.

A colocação da pedra fundamental nos alicerces da Basílica aconteceu no dia 10 de Setembro de 1946, pelas mãos do Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira, que trouxe terra de Fátima e depositou no cofre da pedra angular, na presença de todos os Cardeais do Brasil, autoridades religiosas, civis e militares.

Em 15 de Agosto de 1967, por ocasião da comemoração do 250º Aniversário do encontro milagroso da imagem, a Basílica Nova, embora inacabada, foi inaugurada pelo Papa Paulo VI, representado por um legado especial do Vaticano.

A Basílica Nova foi sagrada pelo Papa João Paulo II, no dia 4 de julho de 1980. E em 1984 foi oficialmente declarada “Santuário Nacional”, pela CNBB.

O Santuário possui dimensões apreciáveis, com 173 metros de comprimento, 168 metros de largura, área coberta aproximada de 18.000 metros quadrados, cúpula com 80 metros de altura, quatro naves dispostas em cruz, cada uma com 40 metros, e uma torre com 108 metros. A capacidade é para 45.000 pessoas, sendo o maior Santuário mariano do mundo. Somente a Basílica de São Pedro no Vaticano é maior do que ela.

Em 19 de Abril de 1958, o Papa Pio XII criou a Arquidiocese Metropolitana de Aparecida.

A cidade de Aparecida é um dos maiores centros de peregrinação do mundo.

Oração à Nossa Senhora Aparecida

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,
Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos pecadores,
Refúgio e consolação dos aflitos e atribulados.
Ó Virgem Santíssima, cheia de poder e de bondade,
lançai sobre nós um olhar favorável
para que sejamos socorridos
em todas as necessidades em que nos encontramos.
Lembrai-vos, clementíssima Mãe Aparecida,
que não consta que nenhum dos que têm a vós recorrido,
invocado vosso Santíssimo Nome
e implorado vossa singular proteção,
fosse por vós abandonado.
Animado com esta confiança, a vós recorro,
tomo-vos de hoje para sempre
por minha Mãe, minha protetora, minha consolação e guia,
minha esperança e minha luz na hora da morte.
Assim, pois, Senhora,
livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos
e a vosso Santíssimo Filho, meu Senhor e Redentor Jesus Cristo.
Virgem Bendita, preservai este vosso indigno servo,
esta casa, a nossa Pátria e seus habitantes,
da peste, da fome, da guerra,
do comunismo, do aborto, da violência,
de espíritos obsessores, desastres, tempestades.
Enfim, livrai-nos, Nossa Senhora Aparecida,
de todos os perigos e males que nos possam flagelar.
Soberana Senhora,
dignai-vos dirigir-nos em todos os negócios temporais e espirituais,
livrai-nos da tentação do demônio
para que, trilhando o caminho da virtude,
pelos merecimentos da vossa puríssima Virgindade
e do Preciosíssimo Sangue de vosso Filho,
Nosso Senhor Jesus Cristo,
vos possamos ver, amar e gozar da eterna glória
por todos os séculos dos séculos.
Amém.

CONSAGRAÇÃO OFICIAL À EXCELSA PADROEIRA DO BRASIL

Ó Maria Imaculada, Senhora da Conceição Aparecida,
aqui tendes prostrado diante da vossa milagrosa imagem,
o Brasil que vem de novo consagrar-se à vossa materna proteção.
Escolhendo-vos por especial Padroeira e Advogada de nossa Pátria,
nós queremos que ela seja inteiramente vossa.
Vossa a sua natureza sem par, vossas as suas riquezas,
vossos os campos e as montanhas, os vales e os rios,
vossa a sociedade, vossos os lares e seus habitantes,
com os seus corações e tudo o que eles têm e possuem,
vosso, enfim, é todo o Brasil.
Sim, ó Senhora Aparecida, o Brasil é vosso.
Por vossa intercessão, temos recebido todos os bens das mãos de Deus,
e todos os bens esperamos receber, ainda e sempre, por vossa intercessão.
Abençoai, pois, o Brasil que vos ama,
abençoai o Brasil que vos agradece,
abençoai o Brasil que é vosso.
Abençoai, ó Rainha de amor e misericórdia,
abençoai, defendei, salvai o nosso Brasil.
Protegei a Santa Igreja, preservai a nossa Fé,
defendei o Santo Padre, assisti os nossos Bispos,
santificai o nosso clero, socorrei as nossas famílias,
amparai o nosso povo, esclarecei o nosso governo,
guiai a nossa gente no caminho do céu e da felicidade.
Ó Senhora da Conceição Aparecida!
Lembrai-vos de que somos e queremos ser vossos vassalos e súditos fiéis.
Mas, lembrai-vos, também,
de que somos e queremos ser vossos filhos.
Mostrai, pois, ante o céu e a terra,
que sois a Padroeira Poderosa do Brasil
e a Mãe querida de todo o povo brasileiro.
Sim, ó Rainha, ó Mãe de todos os brasileiros,
venha sempre a nós o vosso Reino de amor
e, por vossa mediação,
venha à nossa Pátria o Reino de Jesus Cristo,
vosso Filho e Senhor nosso.
Amém.


Pesquisa
Pastoral do Batismo Nossa Senhora da Boa Viagem

Outubro, mês do Rosário e das Missões

28 setembro, 2009 por admin  Categoria Artigos

É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem. Outubro é para os cristãos católicos um mês muito especial e espiritualmente intenso. Mês que nos convida a uma profunda reflexão sobre a importância da oração do Rosário e de nossa Missão como verdadeiros e legítimos cristãos.

O Rosário

Conforto e sustento no caminho missionário.

Em 7 de outubro, celebramos a memória Litúrgica da Senhora do Rosário. “É como se todos os anos Nossa Senhora nos convidasse a redescobrir a beleza desta oração tão simples e tão profunda”.

Bento XVI, no Ângelus Dominical
O amado João Paulo II foi um grande apóstolo do Rosário: recordamo-lo de joelhos com o terço nas mãos, imerso na contemplação de Cristo, como ele próprio convidou a fazer – na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae. O Terço do Rosário é oração contemplativa e cristocêntrica, inseparável da meditação da Sagrada Escritura. É a oração do cristão que avança na peregrinação da fé, no seguimento de Jesus, precedido de Maria”.

“Bento XVI exortou a que, além do dia da Jornada Mundial do Terço, durante o mês de outubro se reze o terço em família, nas comunidades e nas paróquias, pelas intenções do Papa, pela missão da Igreja e pela paz no mundo”.

As Missões

A Igreja é por sua natureza missionária.

“Como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós, disse Jesus aos Apóstolos, no Cenáculo. A missão da Igreja é o prolongamento da de Cristo: levar a todos o amor de Deus, anunciando-o com as palavras e com o testemunho concreto da caridade”.

A caridade é a “alma da missão”. Que cada cristão possa fazer suas as palavras do apóstolo Paulo; “O amor de Cristo nos impulsiona”. Na jubilosa experiência de ser missionário do Amor com humildade e coragem, onde a Providência o colocou, servindo os pobres sem segundos fins e encontrando na oração a força da caridade feliz e concreta”. (Bento XVI)

Maria grande missionária e formadora de missionários

Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários. Ela, da mesma forma como deu à luz o Salvador do mundo, trouxe o Evangelho à nossa América. No acontecimento em Guadalupe, presidiu, junto com o humilde Juan Diego, o Pentecostes que nos abriu aos dons do Espírito. A partir desse momento, são incontáveis as comunidades que encontraram nela a inspiração mais próxima para aprenderem como ser discípulos e missionários de Jesus. Com alegria constatamos que ela tem feito parte do caminhar de cada um de nossos povos, entrando profundamente no tecido de sua história e acolhendo as ações mais nobres e significativas de sua gente.

Os diversos títulos e os santuários espalhados por todo o Continente testemunham a presença próxima de Maria às pessoas, e ao mesmo tempo manifestam a fé  e a confiança que os devotos sentem por ela. Ela pertence a eles e eles a sentem como mãe e irmã. (Documento de Aparecida, 2007).

Fonte: www.virgemperegrina.com.br

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