Diocese de Caxias do Sul acolhe Dom Alessandro Ruffinoni
A Diocese de Caxias do Sul (RS) recebeu oficialmente neste domingo, 8 de agosto, o “sim” de dom Alessandro Ruffinoni, nomeado pelo papa Bento XVI, em 16 de junho deste ano, para servir a essa diocese, como bispo coadjutor. A celebração de posse, presidida pelo bispo diocesano de Caxias do Sul, dom Paulo Moretto, foi realizada na catedral Santa Teresa e reuniu 17 bispos, além de mais de 100 presbíteros, religiosos e lideranças leigas das cidades que compõem a diocese e do Vicariato de Gravataí, onde dom Alessandro residiu enquanto esteve auxiliando dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre.
Em suas palavras de agradecimento, dom Alessandro ressaltou a hospitalidade com que foi recebido por dom Paulo Moretto, pelo clero, religiosos e leigos da diocese. “Aceito com alegria essa parte da igreja que é Caxias e esse calor humano. Nesses últimos dias o que mais me martelou na cabeça foram as palavras que Jesus disse aos apóstolos: ‘Não tereis medo’. Grandes são os desafios, mas estou sereno porque me sinto acolhido e o primeiro a me acolher foi dom Paulo”, destacou.
De acordo com o novo bispo coadjutor, o trabalho que pretende desenvolver baseia-se na comunhão com todas as pessoas que estão envolvidas nos mais diversos setores e serviços da Igreja. Com a citação de Santo Agostinho “Para vocês sou bispo, com vocês sou cristão”, dom Alessandro enfatizou que buscará empenhar-se em dar continuidade às ações planejadas pela diocese, respeitando os eixos da formação, da defesa da vida, da ecologia, dos imigrantes e dos jovens.
Por fim, dom Alessandro pediu proteção a Nossa Senhora de Caravaggio, padroeira da diocese de Caxias do Sul, além de companheirismo dos padres, religiosos e leigos na caminhada que inicia. “Vamos amar essa igreja! Eu a amo e não tenho vergonha dela, apesar de suas fraquezas e debilidades”, frisou. Antes da benção final, dom Paulo Moretto desejou ao seu coadjutor que o Espírito Santo lhe conceda os dons do conselho, da fortaleza, da ciência e da piedade, para que possa governar fielmente e continuar construindo a Igreja de Caxias do Sul.
Fonte: Site CNBB
1º EBRUC 2010 - Encontro Brasileiro de Universitários Cristãos
De de 09 à 11 de outubro de 2010 ocorrerá o 1º EBRUC 2010 - Encontro Brasileiro de Universitários Cristão na PUC (Pontifícia Universidade Católica) Campus Betim -Belo Horizonte/MG , promovido pelo Setor Universidades da CNBB.
Este é o primeiro encontro do tipo e está sendo visto como o 1º passo da juventude brasileira a caminho da Jornada Mundial da Juventude.
Trará como lema: “Conectando vida na tela do saber” e como tema central: “Presença e registros dos universitários: linguagens, caminhos, profissões e identidade”.
Segundo informação do site da organização, o objetivo do encontro é conectar as várias expressões de seguimento cristão presentes no Mundo Universitário, em um encontro que reúna à Juventude Universitária, para juntos, refletirmos sobre a ação evangelizadora no ambiente universitário.
Mais informações, incluindo a programação detalhada deste encontro estão disponíveis no site da organização do EBRUC 2010.
Fonte: Site CNBB
Site EBRUC 2010
Índia: festival cinematográfico dedicado a Madre Teresa de Calcutá
A cidade indiana de Calcutá vai realizar, de 26 a 29 de agosto, um festival de cinema em homenagem a Madre Teresa de Calcutá. Serão três salas de exibição à disposição de um público estimado em 50 mil pessoas. Ao todo, serão 15 filmes provenientes de sete países.
O festival comemora os 100 anos de nascimento de Madre Teresa. Quem organiza é a congregação fundada por ela - as Missionárias da Caridade - juntamente com a Arquidiocese de Calcutá. A cerimônia de abertura será presidida pelo cardeal-arcebispo de Ranchi, Telesphore Toppo, e pelo arcebispo de Calcutá, Dom Lucas Sircar.
Entre os filmes, a pré-estréia mundial dos documentários de Dephine Prunault “Revelações em Calcutá” e “Missionárias da Caridade”, e o documentário “Uma Vocação na Vocação”, produzida pela Conferência Episcopal da Índia, em 2003, por ocasião da beatificação de Madre Teresa.
O evento é aberto ao público e gratuito.
Madre Teresa nasceu na Albânia, em 26 de agosto de 1910. Depois de fazer seus votos, em 1928, mudou-se para a Índia, onde fundou a “Congregação das Missionárias da Caridade” em 1950. Vencedora do Nobel da Paz em 1979, faleceu em 5 de setembro de 1997. Seis anos depois, em 2003, foi proclamada beata pelo Papa João Paulo II.
Fonte: Site CatolicaNet
México: padre é assassinado em roubo
A comunidade católica do Estado mexicano de Oaxaca está consternada com o assassinato, na última quarta-feira, do Padre Carlos Salvador Wotto, pároco da igreja de Nossa Senhora das Neves.
O corpo do sacerdote, que tinha 84 anos, foi encontrado amarrado em uma sala adjacente à igreja, no centro histórico da cidade, com sinais de tortura; informaram meios de comunicações locais.
A polícia acredita que o motivo do homicídio tenha sido roubo, ainda que as autoridades sigam investigando o caso.
Os assaltantes reviraram a casa paroquial. Segundo a procuradora geral de Justiça, Maria Candelaria Chiñas, “parece que estiveram torturando o sacerdote para dissesse onde estava o dinheiro e os objetos de valor”.
O porta-voz da diocese, José Guadalupe Barragán, destacou a necessidade de aumentar a segurança nas igrejas perante os numerosos crimes e assaltos.
No mês de fevereiro passado, outro sacerdote, José Luis Parra Puerto, morreu assassinado no México após ser jogado de uma caminhonete em que viajava próximo ao Distrito Federal.
Fonte: Site Zenit.Org
Bento XVI: Igreja continua sendo jovem
O Papa Bento XVI afirmou na semana passada, dia 29 de julho, que a Igreja, “ainda que sofrente”, não é “uma Igreja envelhecida”, mas “jovem e cheia de alegria”.
Assim expressou ontem, após ser-lhe apresentado o filme “Cinco anos do Papa Bento XVI”, que narra os primeiros anos do seu pontificado, obra da Bayerischer Rundfunk, a rádio bávara.
Para o Papa, o filme está repleto de momentos “muito comoventes”, e indicou em particular o dia da sua eleição como pontífice: o dia “em que o Senhor impôs sobre minhas costas o serviço petrino”, afirmou.
O papado é “um peso que ninguém poderia carregar sozinho, só com suas forças; só se pode carregar porque o Senhor o carrega e me carrega”.
Bento XVI destacou a ideia dos realizadores do filme de inserir tudo dentro do marco da nona sinfonia de Beethoven, do “Hino da alegria”.
“Vimos que a Igreja, também hoje, ainda que sofra tanto, como sabemos, contudo é uma Igreja alegre, não é uma Igreja envelhecida; vemos que a Igreja é jovem e que a fé cria alegria.”
Por isso, o hino “expressa como, por trás de toda a história, está a alegria da redenção”.
“Também achei maravilhoso o fato de que o filme termina com a visita à Mãe de Deus, que nos ensina a humildade, a obediência e a alegria de que Deus está conosco”, acrescentou.
No filme, afirmou o Papa, estão presentes “a riqueza da vida da Igreja, a multiplicidade das culturas, dos carismas, dos diversos dons que vivem na Igreja e como, nesta multiplicidade e grande diversidade, vive sempre a mesma, única Igreja”.
Por isso, explicou, “o primado petrino tem esta missão de tornar visível e concreta a unidade, na multiplicidade histórica, concreta, na unidade de presente, passado, futuro e da eternidade”.
Fonte: Site Zenit.Org
Férias de Bento XVI em Castel Gandolfo: oração, passeios e livros
CASTEL GANDOLFO, quinta-feira, 8 de julho de 2010 - Bento XVI passou seu primeiro dia de férias de verão na residência pontifícia de Castel Gandolfo, a cerca de 30 quilômetros de Roma.
Ao chegar, na tarde de ontem, a esse lugar de tranquilidade para os papas desde a época de Urbano VIII, Bispo de Roma de 1623 a 1644, disse aos fiéis reunidos: “Queridos amigos, nesta tarde começam as minhas férias e estou feliz por estar convosco, cercado pela beleza da criação e da história e pela vossa simpatia e amizade. Obrigado de todo coração, abençoo todos. Boa tarde e boa semana. Obrigado pela vossa presença e amizade”.
O Papa permanecerá no palácio apostólico - ao invés de ir às montanhas do norte da Itália, como havia feito nos anos anteriores - até o final de setembro, interrompendo sua estadia com duas visitas apostólicas: no dia 5 de setembro, a Carpineto Romano (na província de Roma); e de 16 a 19 de setembro, ao Reino Unido.
Desfrutando da companhia do seu irmão, Pe. Georg, vindo da Baviera, o Pontífice aproveitará estas duas semanas para passear pelo jardim, rezando o terço, às vezes na companhia dos seus secretários, Pe. Georg Gaenswein, da Alemanha, e Pe. Alfred Xuereb, de Malta.
A presença em Castel Gandolfo lhe permitirá dedicar um amplo tempo à leitura e começar a escrever novas obras.
Em sua viagem a Sulmona, no domingo passado, ao almoçar com os bispos de Abruzos, o Papa antecipou que pretende dedicar-se a escrever um novo livro sobre a infância de Jesus. Ele já terminou o segundo volume de “Jesus de Nazaré”, que atualmente se encontra em tradução.
Os jornalistas que acompanham o Papa também discutiam nestes dias sobre a possibilidade de que comece a escrever uma quarta encíclica sobre a fé, depois das outras duas dedicadas às virtudes teologais: o amor (Deus caritas est) e a esperança (Spe salvi).
Na vila pontifícia, colocou-se um piano de cauda para que o Papa possa interpretar peças do repertório clássico que tanto ele como seu irmão sacerdote apreciam particularmente, começando por Mozart.
O Papa também receberá a visita dos seus amigos, entre os quais se encontra seu secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, quem também lhe informará sobre questões importantes da vida da Igreja.
O próximo encontro público do Papa será no próximo domingo, 11 de julho, ao meio-dia, quando peregrinos do mundo inteiro se reunirão no pátio da residência pontifícia para rezar a oração mariana do Ângelus. As demais audiências públicas foram canceladas. A próxima audiência geral do Papa será no dia 4 de agosto.
Fonte: Site Zenit.org
Vaticano denuncia que cristãos são o grupo religioso mais perseguido
Os cristãos se tornaram o grupo religioso mais perseguido no mundo, segundo denunciou a Santa Sé na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Porta-voz da denúncia foi o bispo Mario Toso, secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz, quem esteve à frente da delegação da Santa Sé durante a conferência sobre a tolerância e a não-discriminação, organizada pela presidência cazaque da OSCE entre os dias 29 e 30 de junho. O texto foi divulgado pela edição italiana do L’Osservatore Romano de 7 de julho.
Esta conferência da OSCE - organização conformada atualmente por 56 Estados participantes, todos eles da Europa, Ásia Central e América do Norte (Canadá e Estados Unidos) - prestou particular atenção à discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões.
“Com o crescimento da intolerância religiosa no mundo, está amplamente documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado”, começou alertando o representante pontifício.
E acrescentou: “Mais de 200 milhões deles, pertencentes a confissões diferentes, encontram-se em situações de dificuldade por causa das instituições e dos contextos legais e culturais que os discriminam”.
Antes de mais nada, deixou claro que os cristãos não são discriminados somente onde são minoria, mas se comprova que, às vezes, seus direitos fundamentais são reduzidos inclusive quando são maioria.
Também quanto à OSCE, afirmou Dom Toso, em alguns países se dão ainda “leis intolerantes e inclusive discriminatórias” contra crentes. “Há episódios repetidos de violência, inclusive assassinatos de cristãos.”
“Persistem restrições irracionais contra a liberdade de opinião e de adesão a uma confissão e à respectiva comunidade religiosa, assim como contra a importação e distribuição de material religioso”, continuou denunciando.
“Há também ilegítimas interferências em sua autonomia organizativa. Dessa forma, exercem-se indevidas pressões sobre as pessoas que trabalham na administração pública, obstaculizando sua liberdade de expressão segundo sua consciência.”
“Com frequência, a educação cívica acontece sem o devido respeito pela identidade e pela fé dos crentes. Registram-se, além disso, sinais claros de oposição ao reconhecimento do papel público da religião”, constatou.
Por este motivo, sublinhou o prelado, “a Santa Sé está convencida de que a comunidade internacional deveria lutar contra a intolerância e a discriminação dos cristãos com a mesma determinação com que luta ou lutaria contra o ódio a todas as comunidades religiosas”.
Por outro lado, sublinhou, “os meios de comunicação tampouco ficam isentos de atitudes de intolerância e, em alguns casos, de preconceito com relação aos cristãos e crentes em geral”.
“Um autêntico pluralismo nos meios de comunicação exige uma correta informação sobre as diferentes realidades religiosas, assim como a liberdade de acesso aos meios para as próprias comunidades religiosas.”
No respeito à liberdade de pensamento e expressão, pediu que fossem adotados “mecanismos e instrumentos contra a manipulação dos conteúdos e símbolos religiosos, assim como contra as manifestações de intolerância e de ódio contra os cristãos e todos os crentes”.
O representante vaticano felicitou a OSCE por ter-se tornado uma das instituições internacionais pioneiras na defesa da liberdade religiosa.
Fonte: Site Zenit.org
A capela do Hospital de Clínicas
Por Dom Dadeus Grings
Capela é uma igreja destinada à devoção particular. Tem seu centro no tabernáculo, onde se guarda o Santíssimo Sacramento, e é ornada de algumas imagens, modelos e protetores dos devotos. Sua ereção requer a autorização do bispo local, mediante um ofício, solicitando este benefício. Reveste-se, por isso, de oficialidade.
O Hospital de Clínicas de Porto Alegre obteve, há mais de 30 anos, o privilégio de uma capela. Naquela ocasião, ofereceu um recinto apropriado para favorecer a devoção de seus usuários. Em junho, correu voz de que a direção do hospital teria mandado desativar este lugar sagrado, privando-o da característica cristã. Até hoje, porém, a direção não fez chegar um documento oficial neste sentido. Portanto fica tudo apenas na notícia jornalística. A única pessoa competente para desativar a capela católica, erigida sob sua direção, a pedido da direção do hospital de então, é o arcebispo.
Portanto, se a atual direção do hospital julgasse inoportuna a permanência da capela, não lhe caberia mandar aos seus funcionários desativá-la. Deveria dirigir um ofício à Mitra Arquidiocesana expondo suas razões para um eventual diálogo. É o que não foi feito. A capela é de competência do arcebispo. Mandar descaracterizá-la, tirando-lhe sua característica própria, sem consultar a Mitra, constitui uma afronta.
O fato de substituir, no hospital ou em qualquer repartição pública, o Cristianismo, que plasmou nossa nacionalidade, com seus símbolos, por uma religião oriental, conhecida por Nova Era - em inglês, New Age - não é nem democrático nem coerente. Na verdade, não se trata de conceder liberdade religiosa, que não está em questão, mas de privilegiar uma religião praticamente inexistente entre nós e que em nada influiu nossa cultura.
Se a direção tivesse notificado a Cúria de que não há mais católicos interessados neste recinto sagrado, concedido há mais de 30 anos, e quisesse disponibilizá-lo para outra religião, com mais adeptos, não haveria reação. Mas privar os católicos de sua capela, oficialmente credenciada há tanto tempo, para cedê-la a uma religião sem rosto, que não se quer revelar publicamente, soa como desaforo. A população porto-alegrense criou um laço de afeto por aquele lugar. Despojá-la tão arbitrariamente só pode causar mágoa.
A Constituição garante liberdade religiosa. Também para os católicos. Diálogo é reconhecer a identidade de cada religião, na proporção de sua população e de sua influência na cultura brasileira. O Hospital Moinhos de Vento, de propriedade luterana, por exemplo, acolheu, com muito carinho, em sua capela, a presença da eucaristia para poder ser levada aos enfermos católicos ali baixados. Isto é gesto de hospitalidade ecumênica!
O acordo entre o Brasil e a Santa Sé, assinado no dia 13 de novembro de 2008, pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio da Silva, e pelo Papa Bento XVI, em Roma, e ratificado em 2009 pelo Congresso Nacional, plenamente dentro dos princípios da Constituição brasileira, garante à Igreja Católica, no artigo 8, o direito de assistência espiritual a seus fieis internados em estabelecimentos de saúde, assistência social, educação e em penitenciárias. Pelo art. 7, proporciona proteção aos lugares de culto, assegurando que não demolirá nem ocupará edifício, dependência ou objeto de culto católico. No art. 14, empenha-se pela destinação de espaços físicos para fins religiosos. Este acordo agora foi desrespeitado!
Não se trata de privilégios para a Igreja, mas de um reconhecimento da obra benemérita que realiza em prol dos cidadãos. Sabe-se que a religião constitui fator fundamental de uma boa convivência humana, de saúde e de bem-estar social. O que se concede à Igreja Católica, pelo acordo, não redunda em prejuízo para as demais confissões religiosas. Não se pretende fazer prosélitos, mas atender adequadamente aos próprios fiéis, que são cidadãos brasileiros.
O que mais dói no caso do Hospital de Clínicas não é o desrespeito para com a Igreja Católica, nem a exclusão das imagens, mas a expulsão de Cristo, presente no sacrário, do seu recinto. Isto não pode deixar ninguém insensível!
Fonte: Jornal do Comércio, seção “A Voz do Pastor”, impresso dia 01.07.2010
Cuba: Igreja divulga nomes dos presos que serão libertados
HAVANA, sexta-feira, 9 de julho de 2010 - A Igreja em Cuba publicou os nomes dos cinco presos políticos que serão libertados e de outros seis que serão transportados para suas cidades. Os libertados poderão viajar até a Espanha se desejarem. Estava nova libertação acontece após o processo de diálogo iniciado entre o Governo de Raúl Castro e a Igreja, cujo primeiros frutos foram a liberação de doze presos.
Segundo informou nessa quarta-feira o arcebispado de Havana, “ao meio-dia de hoje, quarta-feira 7 de julho, o cardeal Jame Ortega Alamino foi recebido pelo presidente cubano Raúl Castro Ruz. No encontro participaram também o ministro de Assuntos Exteriores e o de Cooperação da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e o ministro de Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parilla”.
“Discutiu-se o processo iniciado a 19 de maio, quando o presidente Raúl Castro Ruz recebeu o cardeal Jaime Ortega e o presidente da Conferência de Bispos Católicos de Cuba, Dom Dionisio García Ibáñez”.
A nota acrescenta: “as autoridades cubanas informaram ainda que os 47 prisioneiros que restam dos que foram detidos em 2003 serão postos em liberdade e poderão sair do país. Esta gestão será concluída num período de três a quatro meses a partir deste momento”. Cinco prisioneiros já poderão seguir rumo à Espanha nos próximos dias”.
Trata-se de: Antonio Villarreal Acosta, Lester González Pentón, Luis Milán Fernández, José Luis García Paneque e Pablo Pacheco Ávila.
O dissidente cubano Guillermo Fariñas abandonou nessa quinta-feira a greve de fome que começou há 135 dias. Ele respondia assim ao anúncio do governo cubano da libertação de 52 presos políticos.
Fonte: Site Zenit.org
Cuba:Igreja e estado avançam em diálogo sobre presos
Após manifestar pelas ruas da capital, as Damas de Branco, parentes dos 75 opositores cubanos presos em 2003, disseram neste domingo, 23, que as negociações entre o governo do general Raúl Castro e a Igreja Católica sobre os presos políticos “estão avançando”. As tratativas começaram na última semana.
“Estamos otimistas, temos esperanças. As conversas vão avançando” - declarou à imprensa Laura Pollán, porta-voz do grupo de familiares dos 53 dissidentes presos desde 2003.
Pollán, esposa de Héctor Maseda, condenado a 20 anos, teve um encontro de 3 horas com o Cardeal Jaime Ortega e o Secretário-geral da Conferência de Bispos Católicos, Dom Juan de Dios Hernández Ruiz. Segundo ela, os dois lhe explicaram que os passos após a reunião da Igreja com o líder Raúl Castro serão graduais.
“Temos muitas esperanças, muita fé de que haja boas notícias em breve” - disse Pollán, ressalvando que não lhe foram indicaram datas exatas.
Sábado, o dissidente Guillermo Fariñas afirmou que as autoridades cubanas concordaram em melhorar as condições de detenção dos prisioneiros políticos depois de negociações com líderes da Igreja Católica.
Fariñas iniciou uma greve de fome três meses atrás, após a morte de um dissidente sob custódia das autoridades, e reivindica a libertação de 26 detentos doentes. O Bispo Auxiliar teria garantido ao dissidente que os prisioneiros detidos em prisões distantes serão transferidos para mais perto de suas casas e os doentes cumprirão suas penas em hospitais.
Fonte: Site CatolicaNet
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