Papa e o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos

janeiro 18, 2012 by andreo  
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Bento XVI assinala início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos com votos de mais «testemunho comum» e pede colaboração entre as Igrejas

Papa Bento XVI em audiência Papal

Papa Bento XVI em audiência Papal

(18/1/2012) Na audiência geral desta quarta feira, perante milhares de fiéis reunidos na sala Paulo VI,
Bento XVI apelou a uma “unidade visível” entre as várias Igrejas, assinalando no Vaticano o arranque da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, iniciativa anual que decorre até 25 de janeiro.
Para o Papa, a unidade “plena e visível dos cristãos”, exige “uma conversão interior pessoal e comunitária”.
“Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia – ‘Que todos sejam um, ó Pai’ (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade”, sublinhou.
Esta Semana de oração tem como tema ‘Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor’, inspirado numa carta do apóstolo São Paulo, e, segundo Bento XVI, “quer pôr em evidência o poder transformador da fé em Cristo”.
O guião para as celebrações deste oitavário foi originalmente concebido pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, organismo católico sediado no Vaticano, e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a partir do trabalho de um grupo ecuménico polaco que se baseou na experiência de ‘alegria e adversidade’ dos cristãos daquele país do leste europeu.
O Papa aludiu, neste contexto, à “experiência de opressão e perseguição” na Polónia, que deve levar a uma “reflexão mais profunda sobre o significado da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte”.
“O Senhor mostra-nos o caminho para uma vitória obtida pelo poder, mas pelo amor e a preocupação pelos necessitados”, declarou.
Bento XVI lembrou os ensinamentos do Concílio Vaticano II (1962-1965) sobre o ecumenismo e o exemplo de João Paulo II (1920-2005) para afirmar que a “missão ecuménica é uma responsabilidade de toda a Igreja e de todos os batizados”, fazendo crescer “a comunhão parcial que já existe”.

Estas, as palavras pronunciadas pelo Papa em português: Baixe o áudio aqui

“Queridos irmãos e irmãs,
Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia - «Que todos sejam um, ó Pai» (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade. Esta Semana de oração tem como tema «Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor» e quer pôr em evidência o poder transformador da fé em Cristo, que anima a nossa oração pela unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo. O caminho da Igreja e dos povos está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e a injustiça, que Ele suportou e sofreu por todos nós.
A unidade plena e visível dos cristãos, pela qual suspiramos e rezamos, exige uma conversão interior pessoal e comunitária que nos faça entrar na vida nova em Cristo, que é a nossa vitória verdadeira e definitiva; tal unidade exige que nos deixemos transformar cada vez mais perfeitamente à imagem de Cristo, para assim participarmos da sua vitória, pois só Ele é capaz de nos transformar, de fracos e titubeantes, em fortes e corajosos operadores de bem.

Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os brasileiros vindos de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possa crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração! E que Deus vos abençoe!”

Bento XVI: Igreja continua sendo jovem

agosto 2, 2010 by silvana  
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O Papa Bento XVI afirmou na semana passada, dia 29 de julho, que a Igreja, “ainda que sofrente”, não é “uma Igreja envelhecida”, mas “jovem e cheia de alegria”.

Assim expressou ontem, após ser-lhe apresentado o filme “Cinco anos do Papa Bento XVI”, que narra os primeiros anos do seu pontificado, obra da Bayerischer Rundfunk, a rádio bávara.

Para o Papa, o filme está repleto de momentos “muito comoventes”, e indicou em particular o dia da sua eleição como pontífice: o dia “em que o Senhor impôs sobre minhas costas o serviço petrino”, afirmou.

O papado é “um peso que ninguém poderia carregar sozinho, só com suas forças; só se pode carregar porque o Senhor o carrega e me carrega”.

Bento XVI destacou a ideia dos realizadores do filme de inserir tudo dentro do marco da nona sinfonia de Beethoven, do “Hino da alegria”.

“Vimos que a Igreja, também hoje, ainda que sofra tanto, como sabemos, contudo é uma Igreja alegre, não é uma Igreja envelhecida; vemos que a Igreja é jovem e que a fé cria alegria.”

Por isso, o hino “expressa como, por trás de toda a história, está a alegria da redenção”.

“Também achei maravilhoso o fato de que o filme termina com a visita à Mãe de Deus, que nos ensina a humildade, a obediência e a alegria de que Deus está conosco”, acrescentou.

No filme, afirmou o Papa, estão presentes “a riqueza da vida da Igreja, a multiplicidade das culturas, dos carismas, dos diversos dons que vivem na Igreja e como, nesta multiplicidade e grande diversidade, vive sempre a mesma, única Igreja”.

Por isso, explicou, “o primado petrino tem esta missão de tornar visível e concreta a unidade, na multiplicidade histórica, concreta, na unidade de presente, passado, futuro e da eternidade”.

Fonte: Site Zenit.Org

Férias de Bento XVI em Castel Gandolfo: oração, passeios e livros

julho 10, 2010 by silvana  
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castelCASTEL GANDOLFO, quinta-feira, 8 de julho de 2010 - Bento XVI passou seu primeiro dia de férias de verão na residência pontifícia de Castel Gandolfo, a cerca de 30 quilômetros de Roma.

Ao chegar, na tarde de ontem, a esse lugar de tranquilidade para os papas desde a época de Urbano VIII, Bispo de Roma de 1623 a 1644, disse aos fiéis reunidos: “Queridos amigos, nesta tarde começam as minhas férias e estou feliz por estar convosco, cercado pela beleza da criação e da história e pela vossa simpatia e amizade. Obrigado de todo coração, abençoo todos. Boa tarde e boa semana. Obrigado pela vossa presença e amizade”.

O Papa permanecerá no palácio apostólico - ao invés de ir às montanhas do norte da Itália, como havia feito nos anos anteriores - até o final de setembro, interrompendo sua estadia com duas visitas apostólicas: no dia 5 de setembro, a Carpineto Romano (na província de Roma); e de 16 a 19 de setembro, ao Reino Unido.

Desfrutando da companhia do seu irmão, Pe. Georg, vindo da Baviera, o Pontífice aproveitará estas duas semanas para passear pelo jardim, rezando o terço, às vezes na companhia dos seus secretários, Pe. Georg Gaenswein, da Alemanha, e Pe. Alfred Xuereb, de Malta.

A presença em Castel Gandolfo lhe permitirá dedicar um amplo tempo à leitura e começar a escrever novas obras.

Em sua viagem a Sulmona, no domingo passado, ao almoçar com os bispos de Abruzos, o Papa antecipou que pretende dedicar-se a escrever um novo livro sobre a infância de Jesus. Ele já terminou o segundo volume de “Jesus de Nazaré”, que atualmente se encontra em tradução.

Os jornalistas que acompanham o Papa também discutiam nestes dias sobre a possibilidade de que comece a escrever uma quarta encíclica sobre a fé, depois das outras duas dedicadas às virtudes teologais: o amor (Deus caritas est) e a esperança (Spe salvi).

Na vila pontifícia, colocou-se um piano de cauda para que o Papa possa interpretar peças do repertório clássico que tanto ele como seu irmão sacerdote apreciam particularmente, começando por Mozart.

O Papa também receberá a visita dos seus amigos, entre os quais se encontra seu secretário de Estado, cardeal Tarcisio Bertone, quem também lhe informará sobre questões importantes da vida da Igreja.

O próximo encontro público do Papa será no próximo domingo, 11 de julho, ao meio-dia, quando peregrinos do mundo inteiro se reunirão no pátio da residência pontifícia para rezar a oração mariana do Ângelus. As demais audiências públicas foram canceladas. A próxima audiência geral do Papa será no dia 4 de agosto.

Fonte: Site Zenit.org

Bento XVI abençoa estátua de Maria “Salus Populi Romani”

maio 26, 2010 by silvana  
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maria-salus_gdeAlém de visitar o mosteiro dominicano de Santa Maria do Rosário

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 25 de maio de 2010 - Bento XVI abençoou ontem, 24 de junho, a estátua restaurada da Virgem de Monte Mario, em Roma, segundo informou a Sala de Imprensa da Santa Sé.

A imponente estátua de Maria “Salus Populi Romani“, confeccionada em cobre e com 9 metros de altura, foi derrubada de seu pedestal, de 19 metros de altura, por fortes ventos, em 12 de outubro do ano passado.

“O evento de sua queda causou uma grande reação de afeto e devoção por parte das autoridades e do povo da capital, com o pedido para que se restabelecesse o quanto antes a Madonnina de volta ao seu lugar”, diz a nota da Santa Sé.

O próprio Bento XVI, em uma mensagem ao superior geral da congregação de São Luigi Orione, proprietária do terreno onde se encontra a estátua, já havia manifestado seu desejo de que a estátua fosse “recolocada o quanto antes, para a devoção de todos os romanos”.

A visita do Pontífice para a bênção da estátua restaurada coincide com a celebração entre os orionitas da assim chamada “festa do Papa”, que é comemorada todos os anos.

Após abençoar a estátua, Bento XVI “se reuniu com a comunidade das monjas de clausura do Monastério de Santa Maria do Rosário, na Via Cadlolo“, explica o comunicado.

O mosteiro abriga a antiga imagem da Virgem Agiosortisa, conhecida por Nossa Senhora de São Lucas, do século VII, que representa a Virgem inclinada à direita com as mãos em gesto de oração. Lá também se encontram preciosas relíquias de São Domingos, Santa Catarina de Sena e de outros santos e santas dominicanos.

“Esta breve peregrinação do Santo Padre, com a bênção da Virgem restaurada, assume um grande significado religioso e civil para toda a cidade, uma vez que a estátua representa a memória de acontecimentos históricos gravados na consciência popular”, destaca ainda a nota da Santa Sé.

A estátua representa o cumprimento de uma promessa coletiva da cidade de Roma, para que a capital fosse preservada dos bombardeios e atrocidades da Segunda Guerra Mundial.

O orionitas recolheram então 1,1 milhões de assinaturas entre os cidadãos romanos, remetendo-as a Dom Giovanni Battista Montini, então substituto do secretário de Estado.

A estátua, erguida em 4 de abril de 1953, tem uma história peculiar: foi moldada por um artista judeu, Arrigo Minerbi, salvo da perseguição nazista, juntamente com sua família, pela Obra de Dom Orione.

Vários intelectuais, durante a perseguição nazi-fascista, foram acolhidos no instituto.

Em sinal de agradecimento, o escultor ofereceu uma escultura de Dom Orione e a de Maria Salus Populi Romani.

O trabalho de reprodução da escultura original de Minerbi, em cobre e em escala ampliada, foi conduzido por uma fundição em Milão - a mesma responsável pela porta oriental do Domo, também moldada por Minerbi.

A estátua fundida em Milão chegou a Roma em abril de 1953, e foi recebida com entusiasmo pelos romanos - e com ira pela Maçonaria, que entendeu como um desafio à estátua de Giuseppe Garibaldi colocada no monte Janículo.

Fonte: Site Zenit.org