Papa e o início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Bento XVI assinala início da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos com votos de mais «testemunho comum» e pede colaboração entre as Igrejas

Papa Bento XVI em audiência Papal
(18/1/2012) Na audiência geral desta quarta feira, perante milhares de fiéis reunidos na sala Paulo VI,
Bento XVI apelou a uma “unidade visível” entre as várias Igrejas, assinalando no Vaticano o arranque da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, iniciativa anual que decorre até 25 de janeiro.
Para o Papa, a unidade “plena e visível dos cristãos”, exige “uma conversão interior pessoal e comunitária”.
“Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia – ‘Que todos sejam um, ó Pai’ (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade”, sublinhou.
Esta Semana de oração tem como tema ‘Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor’, inspirado numa carta do apóstolo São Paulo, e, segundo Bento XVI, “quer pôr em evidência o poder transformador da fé em Cristo”.
O guião para as celebrações deste oitavário foi originalmente concebido pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos, organismo católico sediado no Vaticano, e pelo Conselho Mundial de Igrejas, a partir do trabalho de um grupo ecuménico polaco que se baseou na experiência de ‘alegria e adversidade’ dos cristãos daquele país do leste europeu.
O Papa aludiu, neste contexto, à “experiência de opressão e perseguição” na Polónia, que deve levar a uma “reflexão mais profunda sobre o significado da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte”.
“O Senhor mostra-nos o caminho para uma vitória obtida pelo poder, mas pelo amor e a preocupação pelos necessitados”, declarou.
Bento XVI lembrou os ensinamentos do Concílio Vaticano II (1962-1965) sobre o ecumenismo e o exemplo de João Paulo II (1920-2005) para afirmar que a “missão ecuménica é uma responsabilidade de toda a Igreja e de todos os batizados”, fazendo crescer “a comunhão parcial que já existe”.
Estas, as palavras pronunciadas pelo Papa em português: Baixe o áudio aqui
“Queridos irmãos e irmãs,
Hoje tem início a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, com a finalidade de permitir que a oração que o próprio Senhor fez na Última Ceia - «Que todos sejam um, ó Pai» (Jo 17, 21) – cresça até se tornar um imenso, unânime grito de todo o povo cristão, que pede a Deus o grande dom da unidade. Esta Semana de oração tem como tema «Todos seremos transformados pela vitória de Jesus Cristo, Nosso Senhor» e quer pôr em evidência o poder transformador da fé em Cristo, que anima a nossa oração pela unidade visível da Igreja, Corpo de Cristo. O caminho da Igreja e dos povos está nas mãos de Cristo ressuscitado, vitorioso sobre a morte e a injustiça, que Ele suportou e sofreu por todos nós.
A unidade plena e visível dos cristãos, pela qual suspiramos e rezamos, exige uma conversão interior pessoal e comunitária que nos faça entrar na vida nova em Cristo, que é a nossa vitória verdadeira e definitiva; tal unidade exige que nos deixemos transformar cada vez mais perfeitamente à imagem de Cristo, para assim participarmos da sua vitória, pois só Ele é capaz de nos transformar, de fracos e titubeantes, em fortes e corajosos operadores de bem.
Amados peregrinos de língua portuguesa, nomeadamente os brasileiros vindos de São Paulo, Recife, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, sede bem-vindos! A todos saúdo com grande afeto e alegria, exortando-vos a perseverar na oração, nesta Semana pela Unidade, para que possa crescer entre os cristãos o testemunho comum, a solidariedade e a colaboração! E que Deus vos abençoe!”
Igreja Católica doou 3 milhões de euros para emergências em 2011
CIDADE DO VATICANO, 31 DEZ (ANSA) - A Igreja Católica doou neste ano 3 milhões de euros (cerca de R$ 7 milhões) para situações de emergência em todo o mundo, segundo o balanço do Pontifício Conselho Cor Unum, o dicastério de caridade da Cúria Romana.
Segundo o jornal vaticano L’Osservatore Romano, também foram doados US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,7 milhões) para a Fundação Populorum Progressio a serviço das comunidades rurais da América Latina e do Caribe.
Também foi doado US$ 1.860.000 (cerca de R$ 3,4 milhões) para os projetos da Fundação João Paulo II para o Sahel — região da África entre o deserto do Saara e as savanas ao sul — para o apoio aos países africanos ameaçados pela desertificação.
Fonte: ANSA
Entre as situações de emergência atendidas estiveram o terremoto e o tsunami seguido de desastre nuclear em Fukushima, as inundações no sudeste asiático, a reconstrução do Haiti, atingido por um terremoto há dois anos.
Segundo o secretário do conselho, Giampietro Dal Toso, “a crise [econômica] pesa sobre as famílias e é significativo como a Caritas, em diversos níveis, ou como o Banco Alimentar na Itália estejam cada vez mais empenhados em assegurar itens de primeira necessidade a famílias pobres, idosos e pais com filhos”.
O Evento “Sacerdotes Hoje” foi um dos eventos que marcou o encerramento do Ano Sacerdotal no Vaticano
O Evento “Sacerdotes Hoje”, realizado na Sala Paulo VI, no Vaticano, no dia 9 de junho deste ano, no contexto do encerramento do Ano Sacerdotal, foi provomido por sacerdotes ligados a vários Movimentos Eclesiais, entre eles o Movimento dos Focolares, de Schönstat, da Renovação Carismática Católica e outros. Cerca de quatro mil sacerdotes e grande número de leigos lotaram o palco do evento que foi transmitido pela internet e por várias redes de televisão.
Ao longo deste Ano Sacerdotal, proclamado pelo Papa Bento XVI e celebrado por ocasião dos 150 anos da morte do Cura D’Ars, Perspectivas de Comunhão procurou fazer chegar a todos os leitores um conteúdo em plena sintonia com esse acontecimento eclesial. Com esse número desejamos salientar os momentos principais do encontro “Sacerdotes Hoje”, a começar por um pensamento espiritual de Chiara Lubich, fundadora dos Focolares apresentado neste mesmo local em 1982.
Representando o Santo Padre, o Card. Tarcísio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, transmitindo a todos a saudação de Bento XVI, destacou que “a nossa vida se conjuga no plural. O sacerdote é o homem da comunhão, e gosto de enfatizar que respirar a comunhão é um elemento fundamental para a saúde do corpo da Igreja”.
Além de ser promovido por sacerdotes pertencentes a vários Movimentos eclesiais, em plena sintonia com a Igreja e com as demais iniciativas para a conclusão do Ano Sacerdotal, o testemunho que transpareceu neste encontro foi o de uma verdadeira comunhão. Com muita coragem foram abordados os grandes desafios enfrentados pelos sacerdotes, destacando como a comunhão presbiteral e a unidade com toda a comunidade eclesial são decisivas para encontrar a harmonia interior e a luz para o caminho a ser percorrido.
Neste número ainda tanscrevemos algumas das respostas que o Papa Bento XVI concedeu aos sacerdotes, representantes dos cinco continentes que, no dia 10 de junho deste ano, o interrogaram sobre como proceder para atender a um número sempre maior de pessoas e comunidades e ainda como suprir à necessidade de uma formação sacerdotal permanente e de qualidade.
Comovedoras as inúmeras experiências, como a do sacerdote que, com a ajuda da comunidade, conseguiu superar o alcoolismo; e também o impressionante testemunho de três sacerdotes sobreviventes ao massacre ocorrido no Seminário Menor de Buta, no Burundi, em 1997, quando ainda se encontravam no período de formação.
Fonte: Site Perspectivas de Comunhão - Artigo do Pe. Padre Antonio Capelesso
Vaticano denuncia que cristãos são o grupo religioso mais perseguido
Os cristãos se tornaram o grupo religioso mais perseguido no mundo, segundo denunciou a Santa Sé na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).
Porta-voz da denúncia foi o bispo Mario Toso, secretário do Conselho Pontifício Justiça e Paz, quem esteve à frente da delegação da Santa Sé durante a conferência sobre a tolerância e a não-discriminação, organizada pela presidência cazaque da OSCE entre os dias 29 e 30 de junho. O texto foi divulgado pela edição italiana do L’Osservatore Romano de 7 de julho.
Esta conferência da OSCE - organização conformada atualmente por 56 Estados participantes, todos eles da Europa, Ásia Central e América do Norte (Canadá e Estados Unidos) - prestou particular atenção à discriminação contra os cristãos e membros de outras religiões.
“Com o crescimento da intolerância religiosa no mundo, está amplamente documentado que os cristãos são o grupo religioso mais discriminado”, começou alertando o representante pontifício.
E acrescentou: “Mais de 200 milhões deles, pertencentes a confissões diferentes, encontram-se em situações de dificuldade por causa das instituições e dos contextos legais e culturais que os discriminam”.
Antes de mais nada, deixou claro que os cristãos não são discriminados somente onde são minoria, mas se comprova que, às vezes, seus direitos fundamentais são reduzidos inclusive quando são maioria.
Também quanto à OSCE, afirmou Dom Toso, em alguns países se dão ainda “leis intolerantes e inclusive discriminatórias” contra crentes. “Há episódios repetidos de violência, inclusive assassinatos de cristãos.”
“Persistem restrições irracionais contra a liberdade de opinião e de adesão a uma confissão e à respectiva comunidade religiosa, assim como contra a importação e distribuição de material religioso”, continuou denunciando.
“Há também ilegítimas interferências em sua autonomia organizativa. Dessa forma, exercem-se indevidas pressões sobre as pessoas que trabalham na administração pública, obstaculizando sua liberdade de expressão segundo sua consciência.”
“Com frequência, a educação cívica acontece sem o devido respeito pela identidade e pela fé dos crentes. Registram-se, além disso, sinais claros de oposição ao reconhecimento do papel público da religião”, constatou.
Por este motivo, sublinhou o prelado, “a Santa Sé está convencida de que a comunidade internacional deveria lutar contra a intolerância e a discriminação dos cristãos com a mesma determinação com que luta ou lutaria contra o ódio a todas as comunidades religiosas”.
Por outro lado, sublinhou, “os meios de comunicação tampouco ficam isentos de atitudes de intolerância e, em alguns casos, de preconceito com relação aos cristãos e crentes em geral”.
“Um autêntico pluralismo nos meios de comunicação exige uma correta informação sobre as diferentes realidades religiosas, assim como a liberdade de acesso aos meios para as próprias comunidades religiosas.”
No respeito à liberdade de pensamento e expressão, pediu que fossem adotados “mecanismos e instrumentos contra a manipulação dos conteúdos e símbolos religiosos, assim como contra as manifestações de intolerância e de ódio contra os cristãos e todos os crentes”.
O representante vaticano felicitou a OSCE por ter-se tornado uma das instituições internacionais pioneiras na defesa da liberdade religiosa.
Fonte: Site Zenit.org
Aprovado acordo com a Santa Sé
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) concedeu, nesta quarta-feira (7), parecer favorável ao Projeto de Decreto Legislativo 716/09, que aprova o texto do Acordo entre o Brasil e a Santa Sé, relativo ao estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil, assinado em novembro de 2008 na cidade do Vaticano. Foi aprovado ainda pedido de urgência para a votação da matéria em Plenário.
Por meio do acordo, o Brasil reconhece à Igreja Católica, com fundamento no direito de liberdade religiosa, o “direito de desempenhar a sua missão apostólica, garantindo o exercício público de suas atividades, observado o ordenamento jurídico brasileiro”.
O acordo estabelece as bases para o relacionamento entre a Igreja Católica e o Estado brasileiro. Reafirma a personalidade jurídica da Igreja e de suas entidades, como a Conferência Episcopal, as dioceses e as paróquias, e reconhece às instituições assistenciais religiosas igual tratamento tributário e previdenciário garantido a entidades civis semelhantes. Prevê ainda a colaboração entre a Igreja e o Estado na tutela do patrimônio cultural do país, preservando a finalidade de templos e objetos de culto.
Entre os principais dispositivos do acordo está oartigo 11, por meio do qual o governo brasileiro reconhece a “importância do ensino religioso”. No mesmo artigo, se estabelece que o ensino religioso, tanto o católico como o de outras confissões religiosas, será de matrícula facultativa e constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, “assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”.
De acordo com o artigo 12, o casamento celebrado em conformidade com as leis canônicas, que atender também às exigências estabelecidas pelo direito brasileiro, produz os efeitos civis, desde que registrado no registro próprio. O acordo estabelece ainda imunidade tributária às pessoas jurídicas eclesiásticas, assim como ao patrimônio, renda e serviços relacionados com suas “finalidades essenciais”.
Vistas
Assim que o relator da matéria, senador Fernando Collor (PTB-AL), anunciou seu voto favorável à aprovação do acordo, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) pediu vistas do texto. Ele informou que tem recebido dezenas de mensagens eletrônicas em seu gabinete a respeito do tema, muitas das quais solicitando que ele desse voto contrário ao acordo com a Santa Sé.
O presidente da comissão, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), disse que lhe concederia vistas de apenas duas horas - e não de cinco dias, como de praxe - uma vez que o tema vem sendo debatido há diversos meses no Congresso Nacional. Azeredo fez ainda um apelo a Mesquita para que retirasse o pedido de vistas, no que foi seguido por diversos outros senadores presentes à reunião, como Marco Maciel (DEM-PE), Romeu Tuma (PTB-SP) e Tasso Jereissati (PSDB-CE), além do próprio relator da matéria.
Mesquita disse que não tinha interesse no prazo de duas horas oferecido a ele, pois pretendia analisar o tema durante a semana. Dessa forma, Azeredo colocou a matéria em votação. O projeto de decreto legislativo foi aprovado com a abstenção de Mesquita.
Marcos Magalhães / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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